A soma de todos os medos
Subtraída pelo coração que ama
Medo de acordar cedo
E despedir-se da musa na cama
Sei que o dia não se resume
Nisso que chamamos de amor
Que nossa esperança é vagalume
Um dia alegria e outro dissabor
Mas tenho medo de sair de casa
Medo de ir ao trabalho e não voltar
Por isso que meu poema tem asa
Para nesse atalho poder sonhar
Decimar Biagini
Os caminhos por onde você passou se encheram de flores. E os que ainda não percorreu, aguardam ansiosos pela sua passagem...
quarta-feira, 30 de junho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
O RIACHO DA VIDA
Queria ser um riacho calmo
Que percorre a várzea infinda
Queria lutar sem ter o elmo
Da fúria que não é bem vinda
Queria preencher minha necessidade
Sem que viesse outra logo a diante
E nas curvas de cada relevo de ansiedade
Viesse a Musa a me fazer seu amante
E seguiria meu curso de forma serena
Na voz que ilumina o silêncio da mata
E paralelamente na canoa, minha morena
Atrás da saudade que fulmina e encanta
E incansáveis as trajetórias de minha alma
Que por ora vem a água a lavar as montanhas
De outra baila, em dias de seca, provoca trauma
E Deus chora, cura a mágoa, a aliviar entranhas
Então o grande encontro, a alma no rio deságua
E lá eu me desmonto, desfaz-se o riacho da vida
E o poema que hoje conto, é para ti, Musa querida
Decimar Biagini
sábado, 26 de junho de 2010
FALE-ME DA LIBERDADE, DO AMOR E DA VIDA
- Fale-me da liberdade, querido poeta
Como o cachorro que contempla o dono
Preso em um momento de atenção
Esperarei que alcance a sua meta
Pois morro pelo que ostenta o trono
Enquanto brilhar o sol na imensidão
Manterei sua alma em página aberta - Solto como folha em brisa de outono
- Fale-me do amor, querido poeta
Como o escravo que serve seu senhor
Preso sem direito à boa alimentação
Esperarei por migalhas com alma inquieta
E ali me encontrarei com teu esplendor - Pois de que vale o grilhão sem a libertação?
- Fale-me da vida, querido poeta
Como o pássaro que ensaia o primeiro salto
Só amarei e serei verdadeiramente livre
Quando aprender a lançar-me na hora certa
Deixando que o amor me pegue de assalto
E então verei o grande poema que não tive - Vendo na liberdade minha obra completa
Decimar Biagini
sexta-feira, 25 de junho de 2010
POETA CEGO
Cada vez que me jogo
Neste teclado, frustrado
A má sorte que rogo
É para o ser amargurado
Que alma inquieta
Cujo escrever é engodo
Hoje me chamo poeta
Pois ser leitor é fogo
Não consigo ler minha alma
De forma contumaz a publico-a na rede
A interpretação alheia me acalma
O saciar é fugaz, logo vem a sede
Decimar Biagini
Neste teclado, frustrado
A má sorte que rogo
É para o ser amargurado
Que alma inquieta
Cujo escrever é engodo
Hoje me chamo poeta
Pois ser leitor é fogo
Não consigo ler minha alma
De forma contumaz a publico-a na rede
A interpretação alheia me acalma
O saciar é fugaz, logo vem a sede
Decimar Biagini
quinta-feira, 24 de junho de 2010
LÁ
LÁ
E lá estava ela escondida na janela com aqueles olhos vibrantes esperando o futuro chegar.
E lá estava ela com seu vestido amarelo floreado de azul esperando alguém lhe buscar.
E lá estava ela com seus cabelos dourados que a tia acabara de pentear.
Ela que brincava sozinha. Ela que chorava baixinho. Ela, que escutava músicas de um tempo que não lhe pertencia, mas que aprendeu a gostar.
Ela, que escondia embaixo da cama até que alguém desse falta, até que alguém entendesse que seu silêncio era sua maneira sutil de gritar.
E ia ela pra escola bem devagar. Mãos dadas com o tempo, atrelada a saudade que viria depois...Depois desse tempo passar.
E ia ela caminhando junto a brisa. E ia ela domando o vento, querendo o claro, ofuscando o sol.
E lá estava ela em seu mundo com lápis de cor. E lá estava ela com 12 cores e sonhando com 24.
E lá ficava ela com seu caderno encapado, com seu cabelo dourado, com seu vestido amarelo e com sua voz silenciosa.
E ia ela para o recreio...E ia ela pro carrossel de metal vermelho.
E lá ela rodava,.. e lá ela sorria...e lá ela sonhava.
E lá ia ela de volta pra casa com seu lápis de cor
E ia ela pintando cada caminho por onde passou.
E lá se foi ela...caminhos pintados, cabelos dourados...branca de dá dó.
E lá se foi ela...E lá se foi a janela, o pôr do sol, o carrossel, o vestido amarelo, o tempo dela.
Lá se foi...
E ela ficou com o caderno encapado, com o lápis de cor, com o cabelo dourado, com o grito sufocado.
E lá está ela em nova janela tentando colorir o mundo com apenas uma cor.
E aqui está ela, fazendo versos, na madrugada...falando de amor!
E aqui está ela. Lá! Seu pequeno nome.
Lá???? Lá vai ela dançando no vento, no seu tempo, no silêncio...comprar seu sonho de lápis de cor.
LÁ FADEL
-25/06/10- 00:34hs
E lá estava ela escondida na janela com aqueles olhos vibrantes esperando o futuro chegar.
E lá estava ela com seu vestido amarelo floreado de azul esperando alguém lhe buscar.
E lá estava ela com seus cabelos dourados que a tia acabara de pentear.
Ela que brincava sozinha. Ela que chorava baixinho. Ela, que escutava músicas de um tempo que não lhe pertencia, mas que aprendeu a gostar.
Ela, que escondia embaixo da cama até que alguém desse falta, até que alguém entendesse que seu silêncio era sua maneira sutil de gritar.
E ia ela pra escola bem devagar. Mãos dadas com o tempo, atrelada a saudade que viria depois...Depois desse tempo passar.
E ia ela caminhando junto a brisa. E ia ela domando o vento, querendo o claro, ofuscando o sol.
E lá estava ela em seu mundo com lápis de cor. E lá estava ela com 12 cores e sonhando com 24.
E lá ficava ela com seu caderno encapado, com seu cabelo dourado, com seu vestido amarelo e com sua voz silenciosa.
E ia ela para o recreio...E ia ela pro carrossel de metal vermelho.
E lá ela rodava,.. e lá ela sorria...e lá ela sonhava.
E lá ia ela de volta pra casa com seu lápis de cor
E ia ela pintando cada caminho por onde passou.
E lá se foi ela...caminhos pintados, cabelos dourados...branca de dá dó.
E lá se foi ela...E lá se foi a janela, o pôr do sol, o carrossel, o vestido amarelo, o tempo dela.
Lá se foi...
E ela ficou com o caderno encapado, com o lápis de cor, com o cabelo dourado, com o grito sufocado.
E lá está ela em nova janela tentando colorir o mundo com apenas uma cor.
E aqui está ela, fazendo versos, na madrugada...falando de amor!
E aqui está ela. Lá! Seu pequeno nome.
Lá???? Lá vai ela dançando no vento, no seu tempo, no silêncio...comprar seu sonho de lápis de cor.
LÁ FADEL
-25/06/10- 00:34hs
sábado, 12 de junho de 2010
O AMOR NÃO É...
Bom-dia Lara.
Tomei a liberdade de "roubar" os dois primeiros versos teus, para compor esse poema, espero que gostes:
O AMOR NÃO É. . .
O amor não é água
fácil de se colocar em potes.
O amor é sentimento sem trégua
sempre fugindo de triviais banalidades.
O amor não é estultice
a medrar em mentes parcas.
O amor é divino cálice
no qual se bebe todas as delícias.
O amor não é drama
capaz de destroçar corações ingênuos.
O amor é a sublimidade da alma
a elevar-se do solo em altíssimos voos.
O amor não é momento
efêmero como a claridade de um relâmpago.
O amor é essência que nos livra do tormento
e nos penetra o coração até o âmago.
O amor não é fátua impressão
que chega e logo vai embora.
O amor é o espírito em expansão
em busca da mais luzidia aurora.
- por JL Semeador, sobre os dois primeiros versos da Poeta Larissa Fadel -
quinta-feira, 27 de maio de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
Desejo - Victor Hugo
Desejo
” Desejo, primeiro, que você ame
e que, amando, também seja amado.
E que, se não for, seja breve em esquecer.
E que, esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim.
Mas se assim for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que, mesmo maus e inconseqüentes,
sejam corajosos e fiéis.
E que, pelo menos, num deles
você possa confiar sem duvidar.
E, porque a vida é assim,...
... desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
você se interpele a respeito
de suas próprias certezas.
E que, entre eles, haja, pelo menos, um que seja
justo,
para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo, depois, que você seja útil,
mas não insubstituível.
E que, nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
essa utilidade seja suficiente para manter
você de pé.
Desejo, ainda, que você seja tolerante,
não com os que erram pouco, porque isso é
fácil.
Mas com os que erram muito e
irremediavelmente,
e que, fazendo bom uso dessa tolerância,
você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
não amadureça depressa demais;
que, sendo maduro, não insista em
rejuvenescer;
e que, sendo velho, não se dedique ao
desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua
dor e é preciso deixar que eles escorram por
entre nós.
Desejo, por sinal, que você seja triste,
não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que, nesse dia, descubra
que o riso diário é bom,
o riso habitual é insosso
e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra,
com o máximo de urgência,
acima e a respeito de tudo,
que existem oprimidos,
injustiçados e infelizes,
e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer, triunfante, o seu canto matinal.
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você
plante uma semente,
por minúscula que seja,
e acompanhe o seu crescimento,
para que você saiba de quantas
vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
porque é preciso ser prático.
E que, pelo menos, uma vez por ano,
coloque um pouco dele
na sua frente e diga : "Isso é meu",
só para que fique bem claro
quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos
morra, por ele e por você,
mas que, se morrer, você possa chorar
sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo, por fim, que você, sendo homem,
tenha uma boa mulher.
E que, sendo mulher,
tenha um bom homem.
E que se amem hoje, amanhã e nos dias
seguintes,
E, quando estiverem exaustos e pouco
sorridentes,
ainda haja amor para recomeçar.
E, se tudo isso acontecer,
não tenho mais nada a te desejar".
” Desejo, primeiro, que você ame
e que, amando, também seja amado.
E que, se não for, seja breve em esquecer.
E que, esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim.
Mas se assim for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que, mesmo maus e inconseqüentes,
sejam corajosos e fiéis.
E que, pelo menos, num deles
você possa confiar sem duvidar.
E, porque a vida é assim,...
... desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
você se interpele a respeito
de suas próprias certezas.
E que, entre eles, haja, pelo menos, um que seja
justo,
para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo, depois, que você seja útil,
mas não insubstituível.
E que, nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
essa utilidade seja suficiente para manter
você de pé.
Desejo, ainda, que você seja tolerante,
não com os que erram pouco, porque isso é
fácil.
Mas com os que erram muito e
irremediavelmente,
e que, fazendo bom uso dessa tolerância,
você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
não amadureça depressa demais;
que, sendo maduro, não insista em
rejuvenescer;
e que, sendo velho, não se dedique ao
desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua
dor e é preciso deixar que eles escorram por
entre nós.
Desejo, por sinal, que você seja triste,
não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que, nesse dia, descubra
que o riso diário é bom,
o riso habitual é insosso
e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra,
com o máximo de urgência,
acima e a respeito de tudo,
que existem oprimidos,
injustiçados e infelizes,
e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer, triunfante, o seu canto matinal.
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você
plante uma semente,
por minúscula que seja,
e acompanhe o seu crescimento,
para que você saiba de quantas
vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
porque é preciso ser prático.
E que, pelo menos, uma vez por ano,
coloque um pouco dele
na sua frente e diga : "Isso é meu",
só para que fique bem claro
quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos
morra, por ele e por você,
mas que, se morrer, você possa chorar
sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo, por fim, que você, sendo homem,
tenha uma boa mulher.
E que, sendo mulher,
tenha um bom homem.
E que se amem hoje, amanhã e nos dias
seguintes,
E, quando estiverem exaustos e pouco
sorridentes,
ainda haja amor para recomeçar.
E, se tudo isso acontecer,
não tenho mais nada a te desejar".
quarta-feira, 21 de abril de 2010
APRENDI A ME CONHECER
Aprendi a me conhecer
lentamente.
A mudar
rapidamente.
Quando me descubro já não sou.
Nunca estou satisfeita com que pude fazer,
com o que pude realizar.
O que pude dizer,
o que fui capaz de sentir.
Sou perfeccionista com o passado.
Protegi meus sonhos
em mantas grossas ,os ombros cobertos,
como uma criança adormecida.
Tentando escapar do frio de palavras.
Por um pequeno descuido, um ínfimo deslize,
declarei meus segredos ao mundo.
As respostas chegaram
em forma de versos.
Atrevi a desconhecer-me
e então me reconheci!
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Rompimento

Foi necessário, não havia outro jeito... Tudo que eu acreditava estava tão distorcido, que tudo em mim diante dos valores do Mundo tão perfeito era defeito! Trair era ser "descolado" ! Jogar , dissimular, arquitetar um tombo do semelhante era ser "esperto"! O amor incondicional é coisa de romancistas do passado ( ainda existe, mas é raro) ...parece - me que hoje em dia tudo é um tremendo "escambo" e para ser aceito é necessário, no mínimo, vestir o traje do padrão e manter cartas na manga. Andar pelado é estar só com a alma e pra mim alma sempre foi tão tudo. Mas os olhos críticos da nova inquisição instalada zela pela camisa de força até o topo da forca nos passos de quem deve se manter cego, surdo e mudo! Foi necessário... não havia outro jeito. Ou me amoldava à hipocrisia do santo consumo nosso de cada dia ou então, vestia definitivamente a carne marcada da poesia crente de que o Mundo um dia possa ser diferente!
Cid Cândido de Oliveira - 07/04/2010 - Marilia-SP
sábado, 3 de abril de 2010
ADORNO PRO CORAÇÃO
Adorno pro coração
Buscarei o teu bem na
Flexibilidade do amor
Sem algemas e correntes,
Pulseiras são adornos pros braços
Coração adora sentir
Abraços,
Afagos.
O anjo que nos protege é o mesmo,
A fidelidade que nos cabe, também.
Pois o amor estar a salvo da razão,
Coração livre adora,
Adorna,
Amorna a alma
Algemas prendem,
Privam...O abraço!
Buscarei o teu bem na
Flexibilidade do amor
Sem algemas e correntes,
Pulseiras são adornos pros braços
Coração adora sentir
Abraços,
Afagos.
O anjo que nos protege é o mesmo,
A fidelidade que nos cabe, também.
Pois o amor estar a salvo da razão,
Coração livre adora,
Adorna,
Amorna a alma
Algemas prendem,
Privam...O abraço!
Força de um sentimento
Invisto nesse sentimento puro
sabendo a importância desse amor
algo indescritível, posso dizer...
belos são os seus olhos e você, a fina flor!
E tudo torna-se mágico
leveza, harmonia, amor e poesia
lindo é viver um sonho lógico
e ter você no dia-a-dia...
E a força desse sentimento
se faz pelo pulsar que aflora
é como um acorde num lamento
é como o pontear de uma viola...
Você é força, razão que propaga
anseios e cores, que só você é capaz
é uma mão que me afaga
é um sorriso que transmite paz...
Razão de uma força que transmite vida
você é fonte que transborda amor
e cicatriza qualquer ferida
e faz de mim um sonhador!
(Robson Ruas) - ® Direitos reservados
Publicado no "Recanto das Letras"
Código do texto: T2045177
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Aprendi Que se aprende errando !!!
Aprendi
Que se aprende errando
Que crescer nao significa fazer aniversario
Que o Silencio é a melhor resposta,
Quando se ouve uma Bobagem
Que trabalhar não significa so ganhar Dinheiro
Que amigos a gente conquista mostrando oque somos
Que os verdadeiros amigos sempre ficam com voce ate o fim
Que a maldade se esconde atras de uma bela Face
Que nao se espera a felicidade chegar,Mas procura por ela
Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada
Que a natureza é a coisa mais bela
Que amar significa se dar por inteiro
Que um so dia pode ser mais importante que muitos anos
Que ouvir uma palavra de carinho faz bem a saude
Que dar um carinho tambem faz bem
Que sonhar é preciso
Que se deve ser criança a vida toda
Que nosso ser é livre
Que Deus não proibe nada em nome do amor
Que o julgamento alheio nao é importante
Que o que realmente importa é a paz interior
E finalmente,Aprendi que não se pode morrer,pra se aprender a viver...
Ass: Edson Bons Momentos !!!
Que se aprende errando
Que crescer nao significa fazer aniversario
Que o Silencio é a melhor resposta,
Quando se ouve uma Bobagem
Que trabalhar não significa so ganhar Dinheiro
Que amigos a gente conquista mostrando oque somos
Que os verdadeiros amigos sempre ficam com voce ate o fim
Que a maldade se esconde atras de uma bela Face
Que nao se espera a felicidade chegar,Mas procura por ela
Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada
Que a natureza é a coisa mais bela
Que amar significa se dar por inteiro
Que um so dia pode ser mais importante que muitos anos
Que ouvir uma palavra de carinho faz bem a saude
Que dar um carinho tambem faz bem
Que sonhar é preciso
Que se deve ser criança a vida toda
Que nosso ser é livre
Que Deus não proibe nada em nome do amor
Que o julgamento alheio nao é importante
Que o que realmente importa é a paz interior
E finalmente,Aprendi que não se pode morrer,pra se aprender a viver...
Ass: Edson Bons Momentos !!!
A FOLHA CAIU
Estás a
Pensar, repensar, remoer,
Triturar o insolúvel
Na água do que já foi...
A folha caiu,
O vento partiu o galho,
A poeira cobriu pegadas,
Os caminhos se bifurcaram,
Cada um seguiu o seu.
É tarde. Vês as estrelas?
Anoiteceu.
O giro da terra é adiante
No rumo do novo dia
Que, como sempre,
Vai nascer.
Enterra o pensamento
No cemitério em sombras
Que apagam epitáfios.
Outros, virão à luz
Com o sol maravilhando veredas
Que desafiam a intenção.
Caminhos divergentes
Lá na frente se cruzam,
E o que foi pode vir a ser
Em circunstâncias diferentes.
A folha caiu,
O galho se partiu espalhando sementes.
O solo guardou.
Espera a planta brotar!
MÃOS QUE SE ENCONTRAM
Que belo o encontro das mãos,
mãos que se unem movidas pela delicadeza de sentimentos
que se encontram como amigos em um caminho
que se juntam, e gentilmente misturam-se em suas emoções
Que bela a dança das mãos
onde os dedos se entrelaçam mansamente
numa performance de eterno carinho
no ritmo cadenciado de dois corações.....
Ah! A beleza de estar de mãos dadas........
um gesto singelo de querer bem.....
como se as almas, estivessem atadas
de há muito tempo além...
Essas mãos que por minutos se aproximam
No toque mágico do amor
São as mesmas que sozinhas ficam
Na solidão e na dor....
Mãos que se distanciam lentamente
aceno solitário em despedida
são mãos que outrora tão contentes
mesclavam-se na essência da vida....
Há que se buscar urgentemente
Um antídoto para esta agonia
Posto que a união é inerente
Ao amor... que é a própria harmonia.
domingo, 28 de março de 2010
A PALAVRA
Em meus lábios a palavra se parte.
Quebra-se, refaz-se.
Em meus lábios a palavra é arte,
Arte torta e mal feita
Que mostra, quando grossa
Que ainda não é tempo de colheita.
Mas eis que às vezes, só às vezes
Ela soa mais delicada
E, com a ternura de quem é amada
De sonho em sonho vira pensamento.
Palavras são vôos em dias nublados
E toda palavra é um acontecimento
Que semeado como que por invento,
Parte do pessoal para o infinito
Evoca espíritos, desperta desejos,
Move o mundo em mil direções.
Minhas palavras são pequeninos...
Pequeninos pedaços de tudo que há,
Como minúsculos flocos de neve
Que caem na brancura da totalidade,
Perdem-se na noite da cidade,
E só o que resta é o frio silêncio.
E minhas rimas são rimas obscuras,
Confusas, perdidas, afogadas
Senão o de amar.
Em meus lábios a palavra se parte.
Quebra-se, refaz-se.
Em meus lábios a palavra é arte,
Arte torta e mal feita
Que mostra, quando grossa
Que ainda não é tempo de colheita.
Mas eis que às vezes, só às vezes
Ela soa mais delicada
E, com a ternura de quem é amada
De sonho em sonho vira pensamento.
Palavras são vôos em dias nublados
E toda palavra é um acontecimento
Que semeado como que por invento,
Parte do pessoal para o infinito
Evoca espíritos, desperta desejos,
Move o mundo em mil direções.
Minhas palavras são pequeninos...
Pequeninos pedaços de tudo que há,
Como minúsculos flocos de neve
Que caem na brancura da totalidade,
Perdem-se na noite da cidade,
E só o que resta é o frio silêncio.
E minhas rimas são rimas obscuras,
Confusas, perdidas, afogadas
Colocadas entre uma ausência e outra
De uma sofrida pobreza rouca
Justificada apenas pelo sentimento,
Que escolhe as palavras sem outro intento
ENCAPSULADA
.
Noite e chuva se misturam
Respingam fios miúdos
Escuros e úmidos
Caindo em transe
Tremeluzindo à luz
Trazendo as guias
Da melancolia fria
Que rodeia meus passos
Em voltas e contras
Vestindo a revelia
De cores esdrúxulas
As horas que arrasto
Quando colo meus olhos
Na névoa que encobre
Os vícios de antes
E resgato a imagem
Debruçada na memória
Encapsulada para não me perder.
.
Noite e chuva se misturam
Respingam fios miúdos
Escuros e úmidos
Caindo em transe
Tremeluzindo à luz
Trazendo as guias
Da melancolia fria
Que rodeia meus passos
Em voltas e contras
Vestindo a revelia
De cores esdrúxulas
As horas que arrasto
Quando colo meus olhos
Na névoa que encobre
Os vícios de antes
E resgato a imagem
Debruçada na memória
Encapsulada para não me perder.
Órfã
Quando escrevo
nunca sei onde chegar.
Percebo o ponto
ao ultrapassa-lo.
O excesso me equilibra.
Reflito-me nos
espaços vazios
entre os poemas.
Nunca nos versos.
Invejo a ausência,
somente o vazio não tem um dono.
O resto é criação de alguém.
Incansável,
procuro pelas palavras
que me inventaram.
Sou órfã de letras.
Desconfio da expressão correta,
do poema exato.
A escrita engana,
inexiste palavra verdadeira.
Como encontrar uma copia fiel?
Como imitar com perfeição?
Tudo que escrevemos e falamos
é imitação.
Só o silêncio é original.
Quando escrevo
nunca sei onde chegar.
Percebo o ponto
ao ultrapassa-lo.
O excesso me equilibra.
Reflito-me nos
espaços vazios
entre os poemas.
Nunca nos versos.
Invejo a ausência,
somente o vazio não tem um dono.
O resto é criação de alguém.
Incansável,
procuro pelas palavras
que me inventaram.
Sou órfã de letras.
Desconfio da expressão correta,
do poema exato.
A escrita engana,
inexiste palavra verdadeira.
Como encontrar uma copia fiel?
Como imitar com perfeição?
Tudo que escrevemos e falamos
é imitação.
Só o silêncio é original.
sexta-feira, 26 de março de 2010
COMPLEMENTOS
Se palavras bastassem não precisaríamos da alegria dos belos sorrisos
Se sorrisos bastassem não precisaríamos do que revelam os olhares
Se olhares bastassem não precisaríamos da sutileza dos gestos
Se os gestos bastassem não precisaríamos do silêncio de um beijo
Se o silêncio de um beijo bastasse, não precisaríamos nunca dizer “eu te amo.”
No amor nada é o bastante e tudo é necessário!
Se sorrisos bastassem não precisaríamos do que revelam os olhares
Se olhares bastassem não precisaríamos da sutileza dos gestos
Se os gestos bastassem não precisaríamos do silêncio de um beijo
Se o silêncio de um beijo bastasse, não precisaríamos nunca dizer “eu te amo.”
No amor nada é o bastante e tudo é necessário!
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O INÍCIO
Tudo começou pelas idéias e confesso que demorou até chegar ao papel. Depois de alguns anos, os papéis ficaram amarelados e resolvi digitar tudo. Então percebi que era muita coisa, muitos sentimentos, muitas flores e muitos espinhos.O incentivo que dava à minha mãe para publicar um livro, passou ser o meu incentivo.Nos meus escritos, por assim dizer, tem um pouco de tudo, um pouco da vida, falo da natureza, das coisas simples, sofisticadas, de mim, de alegrias, triztezas, decepções, drogas e vontade de ver pessoas cada vez melhores a fim de construir , ou reconstruir esse mundo para legá-lo a gerações futuras.Sou jurista e não advogada. Não advogo porque não é minha vocação. Adoro ler e estudar, por isso migrei para a área científica do Direito.A minha verdadeira vocação é ARTES. De todo tipo: Dança, teatro, Artes plásticas, música, fotografias!Sou do tipo de tem ALMA DE ARTISTA. Sou cheia de ideais e esse fato muitas vezes me leva à profundas decepções, mas também tem suas recompensas. Então fico com as recompensas!Tenho um propósito bem latente hoje: O COMBATE ÁS DROGAS. A Droga é um Câncer e não prejudica e mata só quem a utliliza, destrói também a família.Poesia, hoje para mim, é um modo de vida. Uma maneira que encontrei para descarregar sentimentos oprimidos. Então escrevo muito. Tenho poesias mirabolantes até as mais singelas.MÚSICA: ahhhh, a música, o que seria do ser humano sem uma melodia. Apesar de já ter feito piano, violão e flauta, não toco, mas gosto de ouvir as mais variadas canções e os mais variados artistas. Comecei a valorizar também a música sem rótulos. Sim. Aquele que seu vizinho compôs e você acha bonita, aquela que você compôs e gostaria de gravar. Eu, por exemplo tenho várias letras de músicas, só falta a melodia-por pouco tempo!O verbo desse blog é FAZER!Já deixei de ficar de braços cruzados a muito tempo. Sempre fiz. No meu tempo...mas sempre fiz!Consigo hoje, pensar 10 vezes antes de falar, pois posso magoar alguém ou minha fala pode ser fruto de uma mentira ou fofoca, então procuro cultivar a fala amorosa e deixar de lado a fala imprópria e inadequada.Por muitos anos analisei a palavra PERDÃO; e sinceramente acho muito difícil perdoar. Então arranjei uma saída: NÃO ME OFENDER! Dessa forma não preciso perdoar, porque não fui ofendida.Gosto muito de ler e estudar filosofia e ultimamente estou estudando doutrinas e religiões orientais.Apesar de não parecer, eu tenho uma tremenda habilidade para falar em público, principalmente com a platéia cheia. Quanto mais gente melhor.A DANÇA: é minha asa. Dançando consigo voar, plainar...Gosto de danças nas suas diversas formas, só não me convide pra dançar Funk.ARTES PLÁSTICAS: a pintura , seja ela qual for é o nosso retrato do dia. Gosto muito de pintar. Me relaxa e eu viajo nas cores. Gosto de Monet, Picasso e Portinari. Acho Da Vinci incrível, mas não faz meu estilo. Bem, adoro artistas desconhecidos, aliás são os que eu mais gosto.Quando a gente cresce, percebe que ser uma constante na vida é praticamente impossível. Nós somos seres de "altos e baixos", principalmente nos dias de hoje, onde as doenças mentais cresceram absurdamente. As pessoas hoje são tão preocupadas, correm de um lado para outro, as crianças sofrem de hiperatividade, ninguém tem gentileza no trânsito, ninguém tem mais paciencia.O mundo precisa urgente de uma palavrinha mágica chamada TOLERÂNCIA! A TOLERÂNCIA no meu ponto de vista, é a bola da vez desse século. E quando digo tolerância falo de sentido amplo. Tolerancia no trânsito, no trabalho, dentro de casa, ao telefone, com amigos, com estranhos, com a natureza, com o planeta, com VOCÊ! Sim. Temos que ser tolerantes com nós mesmos também. Se eu não consigo ser tolerante e amável comigo mesma, como conseguirei ser com quem está ao meu lado?É isso, aos poucos todos que entrarem ou participarem desse blog irão me conhecer um pouquinho melhor e o mais importante, se esforçarão para ser pessoas melhores.COMO NÃO POSSO MUDAR O MUNDO, VOU COMECAR PELAS PESSOAS!Larissa





