Os caminhos por onde você passou se encheram de flores. E os que ainda não percorreu, aguardam ansiosos pela sua passagem...
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
ERGAMOS AS VOZES
Nestes versos exulto
rememórias por certo
num sonho insepulto
de tê-la aqui perto
a amizade em culto
em poema nobre e franco
em pensamento oculto
para enxugar o pranto
depois se fará silêncio
em rimas de antigo canto
e que se acenda o incenso
com a fumaça distante
pelo carinho imenso
à poetisa altisonante
E que ergam as vozes
Com matizes vibrantes
abraçando a amizade
que se faz pura nesse instante
Ó tempo, descansai meus sonhos
pois outros mares tento navegar
Ó vento, traga de volta os sonhos
Para que mesmo distante a poesia possa brotar
E enfim novamente o silêncio se fará
Nas longas tardes a procura de borboletas
Nas flautas de doces cantigas de um descanso
Onde os versos brotarão em cascatas
Aliviando as dores no aconchego de um remanso
Decimar Biagini e Larissa Fadel
rememórias por certo
num sonho insepulto
de tê-la aqui perto
a amizade em culto
em poema nobre e franco
em pensamento oculto
para enxugar o pranto
depois se fará silêncio
em rimas de antigo canto
e que se acenda o incenso
com a fumaça distante
pelo carinho imenso
à poetisa altisonante
E que ergam as vozes
Com matizes vibrantes
abraçando a amizade
que se faz pura nesse instante
Ó tempo, descansai meus sonhos
pois outros mares tento navegar
Ó vento, traga de volta os sonhos
Para que mesmo distante a poesia possa brotar
E enfim novamente o silêncio se fará
Nas longas tardes a procura de borboletas
Nas flautas de doces cantigas de um descanso
Onde os versos brotarão em cascatas
Aliviando as dores no aconchego de um remanso
Decimar Biagini e Larissa Fadel
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
MERA SEMELHANÇA
Aí peixe, estou com pobrema com pensão
Não esquenta com o desfecho, há solução
Você tem sofrido com execuções de alimentos
E por vezes precisou ser preso para pagar
O futebol é feito mesmo de momentos
Na atual conjectura, não dá para se aposentar
Eu te aconselho procurar novos ventos
Que tal em algum partido pífio te candidatar(es)
Pois é peixe, qualquer coisa para não "puxar"*
Vamos nessa, onde eu preciso assinar?
Cara, a grande nação, com certeza vai te eleger
Vai lembrar da Seleção, do Tetra e do Mengão
Vai lembrar mais do Barcelona, do que os filhos a fazer
Talvez o PSV e alguma frase de forte impactação
Bingo peixe, já é, me elegi deputado federal
Porra, agora tenho imunidade parlamentar
Nunca mais serei preso por pensão não pagar
Mas sabe que o foda, é que meu discurso é sem sal
Agora aqui no plenário, tremi, passei mal
Na boa peixe, me leva para o hospital
Sem problema, aqui está teu atestado
Ganharás licença para o próximo Carnaval
Decimar Biagini
__________________________________
* termo utilizado aos que cumprem pena.
Não esquenta com o desfecho, há solução
Você tem sofrido com execuções de alimentos
E por vezes precisou ser preso para pagar
O futebol é feito mesmo de momentos
Na atual conjectura, não dá para se aposentar
Eu te aconselho procurar novos ventos
Que tal em algum partido pífio te candidatar(es)
Pois é peixe, qualquer coisa para não "puxar"*
Vamos nessa, onde eu preciso assinar?
Cara, a grande nação, com certeza vai te eleger
Vai lembrar da Seleção, do Tetra e do Mengão
Vai lembrar mais do Barcelona, do que os filhos a fazer
Talvez o PSV e alguma frase de forte impactação
Bingo peixe, já é, me elegi deputado federal
Porra, agora tenho imunidade parlamentar
Nunca mais serei preso por pensão não pagar
Mas sabe que o foda, é que meu discurso é sem sal
Agora aqui no plenário, tremi, passei mal
Na boa peixe, me leva para o hospital
Sem problema, aqui está teu atestado
Ganharás licença para o próximo Carnaval
Decimar Biagini
__________________________________
* termo utilizado aos que cumprem pena.
EMPRÉSTIMOS DA POESIA
Entre risos e lágrimas
O Poeta e seu leitor
Viram suas páginas
Em semântico amor
Hoje, quando a história
renega sua imensa alma
Em cotidiano sem glória
Essa libertação o acalma
Luta heróica do verso
Que só para sim encampa
No virtual universo
Ele majora sua estampa
Semeando figuração astral
No vasto estrelato excelso
Lendário então se acampa
Saindo do anonimato perverso
Esse vazio na alma é preenchido
Na estensão do versar em verve
Ao poder considerar-se lido
Do ego nada tira, mas lhe serve
Decimar Biagini
O Poeta e seu leitor
Viram suas páginas
Em semântico amor
Hoje, quando a história
renega sua imensa alma
Em cotidiano sem glória
Essa libertação o acalma
Luta heróica do verso
Que só para sim encampa
No virtual universo
Ele majora sua estampa
Semeando figuração astral
No vasto estrelato excelso
Lendário então se acampa
Saindo do anonimato perverso
Esse vazio na alma é preenchido
Na estensão do versar em verve
Ao poder considerar-se lido
Do ego nada tira, mas lhe serve
Decimar Biagini
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
SONETO LIVRE AO POETA PRISIONEIRO
Flutua por fendas do abismo poético
Amante das alturas intangíveis
Provocando as solturas em declives
Com asa delta de rimas e lirismo dialético
Verso que brilha traçando no céu
O caminho mais belo, coberto de flores
Expresso, ele fala dos tantos amores
Preso, é sentido na boca o gosto de fel
Ao passo que a liberdade se distancia
O poema aquece o frio da sua existência
No vazio da realidade e saudade da infância
Quando liberto, na embarcação do destino
Pousa na folha de papel de alguém perdido
Deixa esvaziado o poeta, diverte o menino...
Decimar Biagini e Dhênova
Amante das alturas intangíveis
Provocando as solturas em declives
Com asa delta de rimas e lirismo dialético
Verso que brilha traçando no céu
O caminho mais belo, coberto de flores
Expresso, ele fala dos tantos amores
Preso, é sentido na boca o gosto de fel
Ao passo que a liberdade se distancia
O poema aquece o frio da sua existência
No vazio da realidade e saudade da infância
Quando liberto, na embarcação do destino
Pousa na folha de papel de alguém perdido
Deixa esvaziado o poeta, diverte o menino...
Decimar Biagini e Dhênova
sábado, 5 de fevereiro de 2011
ANIVERSÁRIO DA LARISSA FADEL
Ouve-se ao longe o repicar dos sinos
Da velha amizade sem dono
ontem ainda a apontar destinos
postava na jardineira sem trono
Eram noites tênues e claras
Cantava salmos ao som de violinos
sobre altares de mármore e carraras
postava poemas peregrinos
Tal foi o esplendor daquelas eras
que hoje ainda, nas lúgubres taperas
restam minhas homenagens em toda parte
as glórias de Larissa e suas quimeras
formoso santuário d'onde se irmanaram
restos de poesias para enfeitar minha arte
E hoje, tropeando sem rumo, observo seu aniversário
No tópico da NOP, comuna à qual convidei tal poetisa
Então vou buscando, o sumo, e preservo o amor imaginário
De um amigo de violas dolentes na passagem que se avisa:
Feliz Aniversário
Decimar Biagini
Da velha amizade sem dono
ontem ainda a apontar destinos
postava na jardineira sem trono
Eram noites tênues e claras
Cantava salmos ao som de violinos
sobre altares de mármore e carraras
postava poemas peregrinos
Tal foi o esplendor daquelas eras
que hoje ainda, nas lúgubres taperas
restam minhas homenagens em toda parte
as glórias de Larissa e suas quimeras
formoso santuário d'onde se irmanaram
restos de poesias para enfeitar minha arte
E hoje, tropeando sem rumo, observo seu aniversário
No tópico da NOP, comuna à qual convidei tal poetisa
Então vou buscando, o sumo, e preservo o amor imaginário
De um amigo de violas dolentes na passagem que se avisa:
Feliz Aniversário
Decimar Biagini
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
POR QUE?
"Por que" o poeta?
Porque diz palavras inimagináveis, que estão acima dos liames da relevância ambicionada pelo homem.
Porque tem raciocínio coerente quando quer e enlouquecido quando não quer, organiza ideias com consciência crítica, mas sequer sabe percorrer o caminho inverso daquilo que disse, daí o leitor para completar esta criatura transcendente.
Porque o mais perturbador é que a personalidade do poeta se equilibra entre os extremos. Como pode alguém fazer poesia sobre a eternidade e ao mesmo tempo não procurar qualquer ato para tornar-se imortal que não a própria escrita?
Porque o poema dele ultrapassa os indexadores da física, portanto não poderia ser explicitado nem mesmo pela inteligente teoria da relatividade.
Diante disso, é fácil concluir que seu comportamento estilhaça os paradigmas e foge das avenidas por onde transita a humanidade, pois ele caminha por linhas bilaterais em interpretações matriciais, preto no branco jamais será dessa forma enquanto houver um poeta e um leitor.
Senão vejamos, o que lhe suscito:
É difícil dar nome ao projeto do poeta
Alguns podem nomeá-lo de propósito
Mas lá estaria a ironia de sua falta de meta
Pois audacioso e multifocal é o poema ilógico
O leitor, ao investigá-lo, não muda sua natureza
Agrega valores de uma intertextualidade
E se perde ao procurá-lo, em absurda virada de mesa
O poeta carrega mais cores que a realidade
Ele pode insinuar que o pote não estaria no final do arco íris
Inclusive convencer que o mesmo é preto e branco
Apenas pelo prazer de transformar o homem em versos livres
E expandir nesse crescer a esmo o ledo engano
Certamente, em alguma oportunidade
O poeta poderá fazer o exegeta bradar a voz
Para entender a sua mais pura verdade
De outra baila, fará o mesmo perder-se a sós
Emudecendo na existência, perdendo a vaidade
Decimar Biagini
Mote proposto pela Poetisa Larissa Fadel, comuna MOTE NOP, orkut.
Porque diz palavras inimagináveis, que estão acima dos liames da relevância ambicionada pelo homem.
Porque tem raciocínio coerente quando quer e enlouquecido quando não quer, organiza ideias com consciência crítica, mas sequer sabe percorrer o caminho inverso daquilo que disse, daí o leitor para completar esta criatura transcendente.
Porque o mais perturbador é que a personalidade do poeta se equilibra entre os extremos. Como pode alguém fazer poesia sobre a eternidade e ao mesmo tempo não procurar qualquer ato para tornar-se imortal que não a própria escrita?
Porque o poema dele ultrapassa os indexadores da física, portanto não poderia ser explicitado nem mesmo pela inteligente teoria da relatividade.
Diante disso, é fácil concluir que seu comportamento estilhaça os paradigmas e foge das avenidas por onde transita a humanidade, pois ele caminha por linhas bilaterais em interpretações matriciais, preto no branco jamais será dessa forma enquanto houver um poeta e um leitor.
Senão vejamos, o que lhe suscito:
É difícil dar nome ao projeto do poeta
Alguns podem nomeá-lo de propósito
Mas lá estaria a ironia de sua falta de meta
Pois audacioso e multifocal é o poema ilógico
O leitor, ao investigá-lo, não muda sua natureza
Agrega valores de uma intertextualidade
E se perde ao procurá-lo, em absurda virada de mesa
O poeta carrega mais cores que a realidade
Ele pode insinuar que o pote não estaria no final do arco íris
Inclusive convencer que o mesmo é preto e branco
Apenas pelo prazer de transformar o homem em versos livres
E expandir nesse crescer a esmo o ledo engano
Certamente, em alguma oportunidade
O poeta poderá fazer o exegeta bradar a voz
Para entender a sua mais pura verdade
De outra baila, fará o mesmo perder-se a sós
Emudecendo na existência, perdendo a vaidade
Decimar Biagini
Mote proposto pela Poetisa Larissa Fadel, comuna MOTE NOP, orkut.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
SONETO NÁUFRAGO
No mar azul a ilusão fez-se em pedaços
Jogados na rebentação de correntezas
Pedaços de ilusão dispersos nas profundezas
Em que as algas mantiveram os poemas escassos
Pelo sangue derramado, fez-se o mar vermelho
E da morbidez do enfarado poeta o mar morto
Do poema declamado, a ilusão de um espelho
E dos pedaços dilacerados, a desconstrução do gosto
Perdeu-se então o encanto pelo mar
E pela inquietude larga que se fizera a poesia
O poema ali não quis mais velejar
Quiçá nas profundezas ressurja a alegria
De quem um dia teve paixão pelo versar
Enquanto isso, só a maresia, e o imenso pesar
Decimar Biagini
Jogados na rebentação de correntezas
Pedaços de ilusão dispersos nas profundezas
Em que as algas mantiveram os poemas escassos
Pelo sangue derramado, fez-se o mar vermelho
E da morbidez do enfarado poeta o mar morto
Do poema declamado, a ilusão de um espelho
E dos pedaços dilacerados, a desconstrução do gosto
Perdeu-se então o encanto pelo mar
E pela inquietude larga que se fizera a poesia
O poema ali não quis mais velejar
Quiçá nas profundezas ressurja a alegria
De quem um dia teve paixão pelo versar
Enquanto isso, só a maresia, e o imenso pesar
Decimar Biagini
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
ESPERANÇAS HORIZONTAIS
Quando a luz da manha se espelhar
rompendo cerrações do céu nevoento
Permita com meu poema te abraçar
enquanto as folhas balbuciarem ao vento
Quando a saudade vier dedilhar as cordas do violão
Trazendo o lamento e lembranças de outro lugar
Lembra os raios dourados da esperança
A te envolverem com a melodia que resgato do coração
Quando o sol morrer na imensidão do poente
E cortarem o crepúsculo dourado da tardinha
E a àgua natural correr pela força da nascente
Lá estará retratada a poesia na canção minha
Quando por fim, a lua derramar sua luz sobre o mar
E na imaculada noite embalar a sina dos enamorados
Imagina que minha miragem nos teus olhos navegará
Rasgando o infinito uni-verso com o poema que hoje faço
Decimar Biagini e Larissa Fadel
rompendo cerrações do céu nevoento
Permita com meu poema te abraçar
enquanto as folhas balbuciarem ao vento
Quando a saudade vier dedilhar as cordas do violão
Trazendo o lamento e lembranças de outro lugar
Lembra os raios dourados da esperança
A te envolverem com a melodia que resgato do coração
Quando o sol morrer na imensidão do poente
E cortarem o crepúsculo dourado da tardinha
E a àgua natural correr pela força da nascente
Lá estará retratada a poesia na canção minha
Quando por fim, a lua derramar sua luz sobre o mar
E na imaculada noite embalar a sina dos enamorados
Imagina que minha miragem nos teus olhos navegará
Rasgando o infinito uni-verso com o poema que hoje faço
Decimar Biagini e Larissa Fadel
O ÚLTIMO CHARRUA

No alto de uma coxilha
Viu-se um índio repontando horizonte
Um lobo sem sua matilha
O último cocar de sua brava gente
Filho de Tupan, esquecido pelo tempo
Preso a miséria da civilização escassa
O cusco ovelheiro, seu único alento
Índio cor de cobre, esteio de sua raça
Em uma bombacha e encarnado lenço
Pés descalços e pobre, domava que dava graça
Modesto Charrua, a coronilha da raça
Que sina a sua, a última alma que passa
Parecia com pingo sem tropilha
Viveu de saudade sem canga errante
Mas não se reculutou na pandilha
Viu o encanto nativo cada vez mais distante
O rebenque da sorte guasqueou o intento
Entendeu que na lida há o dia da caça
E cantou solito aporreando o relento
A milonga tristonha de esperança escassa
Se o desejo do homem é cambicho sedento
A bonança de um é do outro a ameaça
Modesto Charrua, o fim é o livramento
Que sina a sua, espírito xucro do vento.
Decimar Biagini e Wasil Sacharuk
sábado, 22 de janeiro de 2011
SONETO LIVRE ÁS ANDANÇAS POÉTICAS
_____________________________________
Parti rumo a saudade da doce alegria
Colhi pensamentos e sonora lembrança
Caminhei nos contornos que desenha a magia
Deixei em teus olhos meus giros de dança
Segui nas cascatas a derramar sentimentos
Cobri o meu pranto, sequei o lamento
Corredeiras de beijos regando o querer
Semente em teu solo, nascendo em você...
Na valsa da poesia rechaçada pela amizade
Lembrando o que tinhamos visto na virtualidade
Sem falsa alegria ou improvisada desnecessidade
Terminamos as primeiras parcerias em entusiasmo
Valsamos na pedra mais alta do verdadeiro parnaso
A fim de alcançarmos no soneto, a mais pura verdade
____________________________________________
*Larissa Fadel e Decimar Biagini
Parti rumo a saudade da doce alegria
Colhi pensamentos e sonora lembrança
Caminhei nos contornos que desenha a magia
Deixei em teus olhos meus giros de dança
Segui nas cascatas a derramar sentimentos
Cobri o meu pranto, sequei o lamento
Corredeiras de beijos regando o querer
Semente em teu solo, nascendo em você...
Na valsa da poesia rechaçada pela amizade
Lembrando o que tinhamos visto na virtualidade
Sem falsa alegria ou improvisada desnecessidade
Terminamos as primeiras parcerias em entusiasmo
Valsamos na pedra mais alta do verdadeiro parnaso
A fim de alcançarmos no soneto, a mais pura verdade
____________________________________________
*Larissa Fadel e Decimar Biagini
NAMORO NA ROÇA
O menino acordou
Foi desjungir os bois
A menina levantou
E já pensava nos dois
Pro celeiro foi a menina
Queria com o menino proseá
Mas o menino de olhar ladino
Com a menina quis namorá
Os velhos atentos
Os viram às escondidas
Lendo seus pensamentos
Nove meses depois
Não viram mais a menina
Só o choro de Carolina!
Decimar Biagin e Larissa Fadel
Foi desjungir os bois
A menina levantou
E já pensava nos dois
Pro celeiro foi a menina
Queria com o menino proseá
Mas o menino de olhar ladino
Com a menina quis namorá
Os velhos atentos
Os viram às escondidas
Lendo seus pensamentos
Nove meses depois
Não viram mais a menina
Só o choro de Carolina!
Decimar Biagin e Larissa Fadel
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
O AÇUDE DA VIDA
O AÇUDE DA VIDA
Os olhos não ardem mais
Ele encontrou a quietude
Escolhos ficaram para trás
A vida é como um açude
Mas dá peixe? Diria você
Largue seu anzol e descubra
O melhor peixe você não vê
A felicidade está na procura
Quando pescar, siga em frente
Descubra quem foi pescado
Quando amar, viva, simplesmente
Pois quem ama entende o recado
Basta fisgar, ainda que metaforicamente.
Decimar Biagini
Os olhos não ardem mais
Ele encontrou a quietude
Escolhos ficaram para trás
A vida é como um açude
Mas dá peixe? Diria você
Largue seu anzol e descubra
O melhor peixe você não vê
A felicidade está na procura
Quando pescar, siga em frente
Descubra quem foi pescado
Quando amar, viva, simplesmente
Pois quem ama entende o recado
Basta fisgar, ainda que metaforicamente.
Decimar Biagini
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
O MUNDO DÁ VOLTAS
O viajante____Deus
___________A rrumou as
Malas______,V agarosamente,
U niu _______O s sistemas
N uma______L úgubre
D imensão__,Transformando
O s sombrios Astros em
__________Soturnos clarões
Decimar Biagini
___________A rrumou as
Malas______,V agarosamente,
U niu _______O s sistemas
N uma______L úgubre
D imensão__,Transformando
O s sombrios Astros em
__________Soturnos clarões
Decimar Biagini
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
A ARTE DA JUSTIÇA
Tal amplitude alcançada pelo operador do direito
Estudando questões elevadas na verticalidade de valores
Em legislação regulada pelo manipulador escorreito
Projetando oscilações alcançadas pela oralidade de atores
Numa base biopsicológica, que transpõe a alma liberta
Na comprovação dos direitos e deveres dos cidadãos modernos
Em característica lógica que impõe a sanção correta
E na busca de suspeitos para os haveres da população em seus infernos
Equacionados corroboram para tornar a perscrutação saborosa
Compreendem a aplicação e o esclarecimento fático ao mundo jurídico
Percorrendo o caminho inverso na reconstituição da ação ruidosa
Que escondem a intenção ao aborrecimento módico do profundo analítico
O suspeito então se vê lançado diante de um júri popular
Na finalidade da razão para sua existência em um juízo atemporal
Fala o perito na intenção do achado triunfante ao ouvido singular
E na rivalidade da paixão surge a consistência de um duelo sem igual
Advogado e Promotor... O Povo e o Acusado ... Quem é Ator? Quem é o Culpado?
Decimar Biagini
Estudando questões elevadas na verticalidade de valores
Em legislação regulada pelo manipulador escorreito
Projetando oscilações alcançadas pela oralidade de atores
Numa base biopsicológica, que transpõe a alma liberta
Na comprovação dos direitos e deveres dos cidadãos modernos
Em característica lógica que impõe a sanção correta
E na busca de suspeitos para os haveres da população em seus infernos
Equacionados corroboram para tornar a perscrutação saborosa
Compreendem a aplicação e o esclarecimento fático ao mundo jurídico
Percorrendo o caminho inverso na reconstituição da ação ruidosa
Que escondem a intenção ao aborrecimento módico do profundo analítico
O suspeito então se vê lançado diante de um júri popular
Na finalidade da razão para sua existência em um juízo atemporal
Fala o perito na intenção do achado triunfante ao ouvido singular
E na rivalidade da paixão surge a consistência de um duelo sem igual
Advogado e Promotor... O Povo e o Acusado ... Quem é Ator? Quem é o Culpado?
Decimar Biagini
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
POUCO PRECISO PARA SER FELIZ

Talvez a lembrança dos campos
Nas férias de verão na fazenda
No lombo de tordilhos santos
Presenciando as lidas lá da porteira
Como toda lembrança infantil
Montando arapucas ao passarinho tempo
Sem preocupar-me com o ouro vil
Na visão estupenda de horizontes longínquos
Sem sentir-me mais um neste ilusório vazio
Num crepúsculo prazeroso no tempo fugidio
Feche os olhos e acorde feliz junto aos índios
Que corriam pelas Missões em terras sem alambrado
Que sorriam em projeções, sem guerras com o passado
Nasci em terra de gente arisca e brava
Com a rebeldia que tem o homem sulino
Que nas patas do cavalo o destino traçavam
E num galope ganhavam o horizonte em feliz desatino
Terra livre que hoje é vitimizada por leis e por cercas
Que acabou com o gaúcho no circo de um estádio
O que tive, foi um sonho na madrugada, poesias incertas
Sonhava com o passado que não tive, hoje em desvario
Instransponível mesmo somente a realidade
E quando a gente foge, simplesmente, vem a felicidade
Um mundo de sombra e viço, de sangas sinuosas
Em que meu cetro é o caniço de pescar lambari
A pescaria nos recebia em tardes amistosas
A fazenda hoje está longe e só, e eu aqui...
Decimar Biagini
Nas férias de verão na fazenda
No lombo de tordilhos santos
Presenciando as lidas lá da porteira
Como toda lembrança infantil
Montando arapucas ao passarinho tempo
Sem preocupar-me com o ouro vil
Na visão estupenda de horizontes longínquos
Sem sentir-me mais um neste ilusório vazio
Num crepúsculo prazeroso no tempo fugidio
Feche os olhos e acorde feliz junto aos índios
Que corriam pelas Missões em terras sem alambrado
Que sorriam em projeções, sem guerras com o passado
Nasci em terra de gente arisca e brava
Com a rebeldia que tem o homem sulino
Que nas patas do cavalo o destino traçavam
E num galope ganhavam o horizonte em feliz desatino
Terra livre que hoje é vitimizada por leis e por cercas
Que acabou com o gaúcho no circo de um estádio
O que tive, foi um sonho na madrugada, poesias incertas
Sonhava com o passado que não tive, hoje em desvario
Instransponível mesmo somente a realidade
E quando a gente foge, simplesmente, vem a felicidade
Um mundo de sombra e viço, de sangas sinuosas
Em que meu cetro é o caniço de pescar lambari
A pescaria nos recebia em tardes amistosas
A fazenda hoje está longe e só, e eu aqui...
Decimar Biagini
domingo, 2 de janeiro de 2011
SONETO LIVRE AO INFELIZ
SONETO LIVRE AO INFELIZ
Cansado de si, andava no mundo
Com pesadas botas “sete léguas”
E levando sua vida sem tréguas
Com guerra existencial ao fundo
Seu remédio foi seguir pisadas
Em um solo que jamais fora fecundo
Trilha do tédio de almas passadas
Que rumavam ao inferno mais profundo
Sem saber... suas lágrimas eram ousadas
Um belo dia foram vistas lá do alto
Nuvens cinzentas, raios e trovoadas
Tomaram o andarilho de assalto
Adeus vida insana e descompassada
O raio “Fúlvio” livrou o pobre incauto
Decimar Biagini
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
A LUZ DO ANO NOVO
A LUZ DO ANO NOVO
É possível purificar o ano
Para criar mais prosperidade
Não se sacrificar a todo pano
A desperdiçar sua liberdade
Deixe o seu verdadeiro eu
Dispersar toda a introfelicidade
A força vital do universo seu
Está além dos fogos e da amizade
Das superstições em peças íntimas
Das devoções aos santos e divindades
Está nas emoções mais lídimas
E nas prospecções de sua verdade
A virada do ano é o marco para a renovação
Para existência plena de energia e alegria
Está no calor humano da simples união
Ou no retiro para encontrar sua sintonia
Se seu ano foi vitorioso, tome cuidado
Pois as vitórias não trazem sabedoria
Se seu ano foi ruinoso, busque aprendizado
Esteja disposto a assumir riscos
Mesmo que não tenha nada a perder
Leve os rituais e acessórios como obeliscos
E atente-se na purificação do seu ser
Decimar Biagini
">
É possível purificar o ano
Para criar mais prosperidade
Não se sacrificar a todo pano
A desperdiçar sua liberdade
Deixe o seu verdadeiro eu
Dispersar toda a introfelicidade
A força vital do universo seu
Está além dos fogos e da amizade
Das superstições em peças íntimas
Das devoções aos santos e divindades
Está nas emoções mais lídimas
E nas prospecções de sua verdade
A virada do ano é o marco para a renovação
Para existência plena de energia e alegria
Está no calor humano da simples união
Ou no retiro para encontrar sua sintonia
Se seu ano foi vitorioso, tome cuidado
Pois as vitórias não trazem sabedoria
Se seu ano foi ruinoso, busque aprendizado
Esteja disposto a assumir riscos
Mesmo que não tenha nada a perder
Leve os rituais e acessórios como obeliscos
E atente-se na purificação do seu ser
Decimar Biagini
">
sábado, 18 de dezembro de 2010
OS SINOS DE NATAL E O XADREZ DA VIDA
OS SINOS DE NATAL
Pai? Posso bater o sino
Não menino, vai se atrasar para a ceia
Mas pai, sou só um menino
Terei várias ceias para passar com a família
Tudo bem rapaz, faça o que der na telha
Mas seu pai está doente e não terá mais uma
Esse fogo de natal para mim é a última centelha
Pai? Socorro, o pai caiu, chamem um médico
Meia noite o menino toca o sino, missa de sétimo dia
Seu pai estava com câncer e era diabético
Não fazia tratamento para aquela sina, por pura teimosia
Decimar Biagini
O XADREZ DA VIDA
Algumas respostas
Só vem com o tempo
Grandes apostas
No xadrez do pensamento
Já fui peão, queixei-me ao bispo
Já coloquei o rei em risco
Já fodi rainha na torre preta
Já sorri orando na torre branca
Já perdi poetando sem caneta
Já venci improvisando poesia santa
Então resolvi jogar xadrez
Com as peças da rima viciante
O que percebi dessa vez:
"Todos vão para a caixa no mesmo instante"
E vou dizer uma coisa para vocês
Para um peão, isso é tão confortante...
Decimar Biagini
Pai? Posso bater o sino
Não menino, vai se atrasar para a ceia
Mas pai, sou só um menino
Terei várias ceias para passar com a família
Tudo bem rapaz, faça o que der na telha
Mas seu pai está doente e não terá mais uma
Esse fogo de natal para mim é a última centelha
Pai? Socorro, o pai caiu, chamem um médico
Meia noite o menino toca o sino, missa de sétimo dia
Seu pai estava com câncer e era diabético
Não fazia tratamento para aquela sina, por pura teimosia
Decimar Biagini
O XADREZ DA VIDA
Algumas respostas
Só vem com o tempo
Grandes apostas
No xadrez do pensamento
Já fui peão, queixei-me ao bispo
Já coloquei o rei em risco
Já fodi rainha na torre preta
Já sorri orando na torre branca
Já perdi poetando sem caneta
Já venci improvisando poesia santa
Então resolvi jogar xadrez
Com as peças da rima viciante
O que percebi dessa vez:
"Todos vão para a caixa no mesmo instante"
E vou dizer uma coisa para vocês
Para um peão, isso é tão confortante...
Decimar Biagini
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
O RETORNO AO BAR DO ESCRITOR
Cheguei bem perto do cume
Avistei algumas águias comigo
Em uma esperança vagalume
Parei de observar meu umbigo
Deixei de escrever poesia
Larguei a rima viciante
Foi-se então minha alegria
Em buscar o poema triunfante
Fiz um passeio na abstenção
Apenas observar escritores em silêncio
Tudo que senti foi a solidão
E sequer do leitor tive um lenço
Então a lágrima caiu no chão
Agora que retorno à poesia
Senti um vazio mais profundo
Não era isso que eu queria
Ser apenas uma alma no mundo
Alma errante e nada talentosa
Que relata sentimentos corriqueiros
Numa estante de prosa
Chamado de Bar pelos Orkuteiros
E aqui estou, triste e solitário
Pedindo mais uma dose de amargura
Nada restou, além do meu calvário
Sou mendigo do elogio, a vida é dura
Decimar Biagini
Avistei algumas águias comigo
Em uma esperança vagalume
Parei de observar meu umbigo
Deixei de escrever poesia
Larguei a rima viciante
Foi-se então minha alegria
Em buscar o poema triunfante
Fiz um passeio na abstenção
Apenas observar escritores em silêncio
Tudo que senti foi a solidão
E sequer do leitor tive um lenço
Então a lágrima caiu no chão
Agora que retorno à poesia
Senti um vazio mais profundo
Não era isso que eu queria
Ser apenas uma alma no mundo
Alma errante e nada talentosa
Que relata sentimentos corriqueiros
Numa estante de prosa
Chamado de Bar pelos Orkuteiros
E aqui estou, triste e solitário
Pedindo mais uma dose de amargura
Nada restou, além do meu calvário
Sou mendigo do elogio, a vida é dura
Decimar Biagini
Assinar:
Postagens (Atom)
O INÍCIO
Tudo começou pelas idéias e confesso que demorou até chegar ao papel. Depois de alguns anos, os papéis ficaram amarelados e resolvi digitar tudo. Então percebi que era muita coisa, muitos sentimentos, muitas flores e muitos espinhos.O incentivo que dava à minha mãe para publicar um livro, passou ser o meu incentivo.Nos meus escritos, por assim dizer, tem um pouco de tudo, um pouco da vida, falo da natureza, das coisas simples, sofisticadas, de mim, de alegrias, triztezas, decepções, drogas e vontade de ver pessoas cada vez melhores a fim de construir , ou reconstruir esse mundo para legá-lo a gerações futuras.Sou jurista e não advogada. Não advogo porque não é minha vocação. Adoro ler e estudar, por isso migrei para a área científica do Direito.A minha verdadeira vocação é ARTES. De todo tipo: Dança, teatro, Artes plásticas, música, fotografias!Sou do tipo de tem ALMA DE ARTISTA. Sou cheia de ideais e esse fato muitas vezes me leva à profundas decepções, mas também tem suas recompensas. Então fico com as recompensas!Tenho um propósito bem latente hoje: O COMBATE ÁS DROGAS. A Droga é um Câncer e não prejudica e mata só quem a utliliza, destrói também a família.Poesia, hoje para mim, é um modo de vida. Uma maneira que encontrei para descarregar sentimentos oprimidos. Então escrevo muito. Tenho poesias mirabolantes até as mais singelas.MÚSICA: ahhhh, a música, o que seria do ser humano sem uma melodia. Apesar de já ter feito piano, violão e flauta, não toco, mas gosto de ouvir as mais variadas canções e os mais variados artistas. Comecei a valorizar também a música sem rótulos. Sim. Aquele que seu vizinho compôs e você acha bonita, aquela que você compôs e gostaria de gravar. Eu, por exemplo tenho várias letras de músicas, só falta a melodia-por pouco tempo!O verbo desse blog é FAZER!Já deixei de ficar de braços cruzados a muito tempo. Sempre fiz. No meu tempo...mas sempre fiz!Consigo hoje, pensar 10 vezes antes de falar, pois posso magoar alguém ou minha fala pode ser fruto de uma mentira ou fofoca, então procuro cultivar a fala amorosa e deixar de lado a fala imprópria e inadequada.Por muitos anos analisei a palavra PERDÃO; e sinceramente acho muito difícil perdoar. Então arranjei uma saída: NÃO ME OFENDER! Dessa forma não preciso perdoar, porque não fui ofendida.Gosto muito de ler e estudar filosofia e ultimamente estou estudando doutrinas e religiões orientais.Apesar de não parecer, eu tenho uma tremenda habilidade para falar em público, principalmente com a platéia cheia. Quanto mais gente melhor.A DANÇA: é minha asa. Dançando consigo voar, plainar...Gosto de danças nas suas diversas formas, só não me convide pra dançar Funk.ARTES PLÁSTICAS: a pintura , seja ela qual for é o nosso retrato do dia. Gosto muito de pintar. Me relaxa e eu viajo nas cores. Gosto de Monet, Picasso e Portinari. Acho Da Vinci incrível, mas não faz meu estilo. Bem, adoro artistas desconhecidos, aliás são os que eu mais gosto.Quando a gente cresce, percebe que ser uma constante na vida é praticamente impossível. Nós somos seres de "altos e baixos", principalmente nos dias de hoje, onde as doenças mentais cresceram absurdamente. As pessoas hoje são tão preocupadas, correm de um lado para outro, as crianças sofrem de hiperatividade, ninguém tem gentileza no trânsito, ninguém tem mais paciencia.O mundo precisa urgente de uma palavrinha mágica chamada TOLERÂNCIA! A TOLERÂNCIA no meu ponto de vista, é a bola da vez desse século. E quando digo tolerância falo de sentido amplo. Tolerancia no trânsito, no trabalho, dentro de casa, ao telefone, com amigos, com estranhos, com a natureza, com o planeta, com VOCÊ! Sim. Temos que ser tolerantes com nós mesmos também. Se eu não consigo ser tolerante e amável comigo mesma, como conseguirei ser com quem está ao meu lado?É isso, aos poucos todos que entrarem ou participarem desse blog irão me conhecer um pouquinho melhor e o mais importante, se esforçarão para ser pessoas melhores.COMO NÃO POSSO MUDAR O MUNDO, VOU COMECAR PELAS PESSOAS!Larissa