sábado, 22 de janeiro de 2011

SONETO LIVRE ÁS ANDANÇAS POÉTICAS

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Parti rumo a saudade da doce alegria
Colhi pensamentos e sonora lembrança
Caminhei nos contornos que desenha a magia
Deixei em teus olhos meus giros de dança

Segui nas cascatas a derramar sentimentos
Cobri o meu pranto, sequei o lamento
Corredeiras de beijos regando o querer
Semente em teu solo, nascendo em você...

Na valsa da poesia rechaçada pela amizade
Lembrando o que tinhamos visto na virtualidade
Sem falsa alegria ou improvisada desnecessidade

Terminamos as primeiras parcerias em entusiasmo
Valsamos na pedra mais alta do verdadeiro parnaso
A fim de alcançarmos no soneto, a mais pura verdade

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*Larissa Fadel e Decimar Biagini

NAMORO NA ROÇA

O menino acordou
Foi desjungir os bois
A menina levantou
E já pensava nos dois

Pro celeiro foi a menina
Queria com o menino proseá
Mas o menino de olhar ladino
Com a menina quis namorá

Os velhos atentos
Os viram às escondidas
Lendo seus pensamentos

Nove meses depois
Não viram mais a menina
Só o choro de Carolina!

Decimar Biagin e Larissa Fadel

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O AÇUDE DA VIDA

O AÇUDE DA VIDA

Os olhos não ardem mais
Ele encontrou a quietude
Escolhos ficaram para trás
A vida é como um açude

Mas dá peixe? Diria você
Largue seu anzol e descubra
O melhor peixe você não vê
A felicidade está na procura

Quando pescar, siga em frente
Descubra quem foi pescado
Quando amar, viva, simplesmente
Pois quem ama entende o recado
Basta fisgar, ainda que metaforicamente.

Decimar Biagini

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O MUNDO DÁ VOLTAS

O viajante____Deus
___________A rrumou as
Malas______,V agarosamente,
U niu _______O s sistemas
N uma______L úgubre
D imensão__,Transformando
O s sombrios Astros em
__________Soturnos clarões


Decimar Biagini

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A ARTE DA JUSTIÇA

Tal amplitude alcançada pelo operador do direito
Estudando questões elevadas na verticalidade de valores
Em legislação regulada pelo manipulador escorreito
Projetando oscilações alcançadas pela oralidade de atores

Numa base biopsicológica, que transpõe a alma liberta
Na comprovação dos direitos e deveres dos cidadãos modernos
Em característica lógica que impõe a sanção correta
E na busca de suspeitos para os haveres da população em seus infernos

Equacionados corroboram para tornar a perscrutação saborosa
Compreendem a aplicação e o esclarecimento fático ao mundo jurídico
Percorrendo o caminho inverso na reconstituição da ação ruidosa
Que escondem a intenção ao aborrecimento módico do profundo analítico

O suspeito então se vê lançado diante de um júri popular
Na finalidade da razão para sua existência em um juízo atemporal
Fala o perito na intenção do achado triunfante ao ouvido singular
E na rivalidade da paixão surge a consistência de um duelo sem igual

Advogado e Promotor... O Povo e o Acusado ... Quem é Ator? Quem é o Culpado?

Decimar Biagini

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

POUCO PRECISO PARA SER FELIZ



Talvez a lembrança dos campos
Nas férias de verão na fazenda
No lombo de tordilhos santos
Presenciando as lidas lá da porteira

Como toda lembrança infantil
Montando arapucas ao passarinho tempo
Sem preocupar-me com o ouro vil

Na visão estupenda de horizontes longínquos
Sem sentir-me mais um neste ilusório vazio
Num crepúsculo prazeroso no tempo fugidio
Feche os olhos e acorde feliz junto aos índios
Que corriam pelas Missões em terras sem alambrado
Que sorriam em projeções, sem guerras com o passado

Nasci em terra de gente arisca e brava
Com a rebeldia que tem o homem sulino
Que nas patas do cavalo o destino traçavam
E num galope ganhavam o horizonte em feliz desatino

Terra livre que hoje é vitimizada por leis e por cercas
Que acabou com o gaúcho no circo de um estádio
O que tive, foi um sonho na madrugada, poesias incertas
Sonhava com o passado que não tive, hoje em desvario

Instransponível mesmo somente a realidade
E quando a gente foge, simplesmente, vem a felicidade

Um mundo de sombra e viço, de sangas sinuosas
Em que meu cetro é o caniço de pescar lambari
A pescaria nos recebia em tardes amistosas
A fazenda hoje está longe e só, e eu aqui...


Decimar Biagini

domingo, 2 de janeiro de 2011

SONETO LIVRE AO INFELIZ


SONETO LIVRE AO INFELIZ

Cansado de si, andava no mundo
Com pesadas botas “sete léguas”
E levando sua vida sem tréguas
Com guerra existencial ao fundo

Seu remédio foi seguir pisadas
Em um solo que jamais fora fecundo
Trilha do tédio de almas passadas
Que rumavam ao inferno mais profundo

Sem saber... suas lágrimas eram ousadas
Um belo dia foram vistas lá do alto
Nuvens cinzentas, raios e trovoadas

Tomaram o andarilho de assalto
Adeus vida insana e descompassada
O raio “Fúlvio” livrou o pobre incauto

Decimar Biagini

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A LUZ DO ANO NOVO

A LUZ DO ANO NOVO

É possível purificar o ano
Para criar mais prosperidade
Não se sacrificar a todo pano
A desperdiçar sua liberdade

Deixe o seu verdadeiro eu
Dispersar toda a introfelicidade
A força vital do universo seu
Está além dos fogos e da amizade

Das superstições em peças íntimas
Das devoções aos santos e divindades
Está nas emoções mais lídimas
E nas prospecções de sua verdade

A virada do ano é o marco para a renovação
Para existência plena de energia e alegria
Está no calor humano da simples união
Ou no retiro para encontrar sua sintonia

Se seu ano foi vitorioso, tome cuidado
Pois as vitórias não trazem sabedoria
Se seu ano foi ruinoso, busque aprendizado

Esteja disposto a assumir riscos
Mesmo que não tenha nada a perder
Leve os rituais e acessórios como obeliscos
E atente-se na purificação do seu ser

Decimar Biagini
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sábado, 18 de dezembro de 2010

OS SINOS DE NATAL E O XADREZ DA VIDA

OS SINOS DE NATAL

Pai? Posso bater o sino
Não menino, vai se atrasar para a ceia
Mas pai, sou só um menino
Terei várias ceias para passar com a família

Tudo bem rapaz, faça o que der na telha
Mas seu pai está doente e não terá mais uma
Esse fogo de natal para mim é a última centelha

Pai? Socorro, o pai caiu, chamem um médico
Meia noite o menino toca o sino, missa de sétimo dia
Seu pai estava com câncer e era diabético
Não fazia tratamento para aquela sina, por pura teimosia

Decimar Biagini

O XADREZ DA VIDA
Algumas respostas
Só vem com o tempo
Grandes apostas
No xadrez do pensamento

Já fui peão, queixei-me ao bispo
Já coloquei o rei em risco

Já fodi rainha na torre preta
Já sorri orando na torre branca
Já perdi poetando sem caneta
Já venci improvisando poesia santa

Então resolvi jogar xadrez
Com as peças da rima viciante
O que percebi dessa vez:
"Todos vão para a caixa no mesmo instante"
E vou dizer uma coisa para vocês
Para um peão, isso é tão confortante...


Decimar Biagini

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O RETORNO AO BAR DO ESCRITOR

Cheguei bem perto do cume
Avistei algumas águias comigo
Em uma esperança vagalume
Parei de observar meu umbigo

Deixei de escrever poesia
Larguei a rima viciante
Foi-se então minha alegria
Em buscar o poema triunfante

Fiz um passeio na abstenção
Apenas observar escritores em silêncio
Tudo que senti foi a solidão
E sequer do leitor tive um lenço
Então a lágrima caiu no chão

Agora que retorno à poesia
Senti um vazio mais profundo
Não era isso que eu queria
Ser apenas uma alma no mundo

Alma errante e nada talentosa
Que relata sentimentos corriqueiros
Numa estante de prosa
Chamado de Bar pelos Orkuteiros

E aqui estou, triste e solitário
Pedindo mais uma dose de amargura
Nada restou, além do meu calvário
Sou mendigo do elogio, a vida é dura

Decimar Biagini

sábado, 27 de novembro de 2010

NUANCES DE UM TRAFICANTE

NUANCES DO TRAFICANTE
E se eu tomasse este rumo?
E se eu fumasse este fumo?
E se eu usasse só para consumo?
E se eu vendesse só o sumo?

E se eu contratasse uns caras?
E se eles vendessem para mim?
E seu comprasse umas armas?
E se nos devedores desse um fim?

E se eu comprasse os políticos?
E se eu extorquisse a comunidade?
E se eu fosse terrorista em momentos críticos?

E se eu lembrasse quem eu sou de verdade?
Humano? Não, agora é tarde demais
Sou uma dúvida encarcerada
Jogado em Catanduva com meus iguais

Decimar Biagini

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A BRAVURA

A mente modificou
Um dínamo
Energia gerou

De nada adiantava
Ser forte como um touro
Se abúlico aparentava
Sem força, sem estouro

Esta vontade que hoje busco
Para ter o auto-domínio
Libertar o ser que ofusco
Sem provocar auto-extermínio

É que o enérgico só se aplica
Ao caráter do ser combatente
Ser desrespeitoso não se explica
É preciso ter a idéia latente

O homem de caráter forte
Reencontra o hábito de ser dono de si
Em mim encontrarei o norte
Tomando meu curso daqui até o fim

Decimar Biagini

domingo, 21 de novembro de 2010

OS VOTOS DO NOIVADO

Enfim, o adorado projeto
Amar e ser amado
Território hoje descoberto

Ser amado por ti, é meu alento
Hoje estou com coração aberto
A sentir tua alma em meu pensamento
Manterei o olhar sempre atento
Confrontando a calma deste sentimento
Pois admito ser um pouco ciumento
Para apimentar o que nutro no momento

Chamem de delírio ardente
De pureza celestial ou delírio insano
Sou teu amigo, teu amado e teu amante
Quanta beleza ao final deste ano
Tornei-me noivorido num instante

Lemos 1 Coríntios 13* de joelhos na igreja
Em troca de alianças triunfante
Votos proferidos e que assim seja
A devota lembrança da sintonia brilhante

Se amar é viver sem despertar de um sonho
Contigo quero ter o sonhar pleno que proponho
Na cama da vida adormeceremos cantando
Tendo nossa guarida ao envelhecermos sonhando

Decimar Biagini

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*
"1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos,
e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios
e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que
transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria."

sábado, 13 de novembro de 2010

O RETORNO À VOLÚPIA DA POESIA

Precipuamente
Larguei a poesia
Paulatinamente
Loucura eu diria

Sob o prisma
Do esquecimento
Ou na cisma
Com o meu momento
Sem a brisa
Do encantamento

Ignorei meu dom
Por rudes trabalhos mentais
Desliguei o som
De memórias ancestrais

Em seráficos olhares
Sobrevoando sobre mananciais
Observei avatares
Em conveniências abissais

Nada vi além do vulgo inconsciente
No idílico galope eleitoral
Larguei mão de ser poeta e virei gente
E tratei de fazer o banal

Abstive-me da verve
Que me jogava em poesia sideral
Uma só estrela não serve
Diante do prisma existencial

Tornei-me um autômato
Fantoche capitalista famigerado
Para alimentar o estômago
Do consumismo exacerbado

Refiz o trajeto das dívidas
Obrei como ser comum
E pelas faturas distribuídas
Tornei-me apenas mais um

O mercantilismo então se justificaria
No espúrio abusivo de meu rum
Ópio de quem larga a idolatria
De quem escrevia o poema nu

Mas houvesse de fato
O estúpido fanatismo de poeta
E perdesse aquele barato
De escrever obra serena em mente aberta

Morreria paupérrimo de cultura
Numa divinização acomodada e patética
Tentando ser estrela antes da sepultura

Esta gripe, taxada de poética
Que encontrei na febre da globalização
Que fez da internet a luz profética
De idolatrar o poeta na mesma encarnação
É a obra encarada sob a severa crítica

Aquela cujo algoz é meu próprio coração
Desprovida de hermenêutica analítica
Cujo desbravar é o amor pela improvisação

Para concluir na transcendência desse fenômeno
Que me tornou o mais severo concorrente
Daquele que leva como Decimar Biagini o pseudônimo
Suprimindo um Silveira menos indulgente

Deixo nessa obra uma tarefa nada espartana
Rebelde de métrica, mas fiel ao retórico estilo
Liberdade poética, de transparência mundana
Cuja grande dialética, é a autenticidade do brilho

Vento que me varre, em folhas de ilusões
Viva ardência no encantamento do improviso
A buscar a mesma sintonia em distantes corações
Mesma vivência sob o firmamento do lirismo

Junção de afinidades na leitura de projeções
Minudenciar de profundas raízes poéticas
Ideias súbitas na espontaneidade de explosões
Erupção latente e pervicaz, sem aspirações léxicas

Decimar Biagini

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

NUTRIÇÃO DA ALMA

NUTRIÇÃO DA ALMA

A palavra mudança
Gera desconfiança
A palavra sucesso
Leva ao progresso

Quando acordar
Olhe no espelho
Tente se amar
Com mais esmero

Faça uma lista
Trace metas
Foco na conquista
E em escolhas certas

Fuja dos pensamentos
Quando negativos
Evite alguns momentos
Meio dispersivos

Esqueça os sentimentos
Receosos e destrutivos
Cultive seus alimentos
E torne-os nutritivos

Decimar Biagini

sábado, 30 de outubro de 2010

A ETERNA BUSCA

Eu queria manifestar
A essência do poeta
Não apenas relatar
Experiência ou meta

Nessa terra não há
Ninguém comparado
Tudo está onde está
Nada está ao meu lado

Desculpai-me leitor
Pela prepotência
Meu verso não terá dor
Sequer benevolência

Não é um relato
Do mestre silencioso
Não é algo exato
E sim algo pretencioso

É o grito sufocado
Sem tom espirituoso
Não é um recado
Ou criticar sulfuroso

É a busca do meu eu
Num lugar auspicioso
Lá onde o tempo esqueceu
Um poeta vitorioso

Decimar Biagini

sábado, 23 de outubro de 2010

SOTURNO E SALUTAR

Viajei para um terreno nostálgico
Visitei soturnos brejos existenciais
Tomei na regressão o veneno lisérgico
Avistei rumos em relampejos não usuais

Libertei a criança que esqueceu de crescer
Ela corria feliz ouvindo coaxar de sapos
Ela tinha todo direito pois nasceu para morrer
Então o que fiz foi vindo a juntar trapos
E nesta colcha de retalhos o destino pude ver

A minha necessidade de abandonar
Atitudes negativas dispersas no versejar
Vinha em ansiedade sem gosto no olhar
Virtudes positivas foram renovadas ao viajar
Redundante verdade sem imposto a pagar

Agora vim relatar a você leitor de trajetórias
Para que possa libertar suas características mentais
E possa analisar as crenças em tarefas inglórias
Vá ao passado, visite seus brejos existenciais!

Decimar Biagini

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

SOLO DE AMOR

SOLO DE AMOR




Cala a terra arada no pó

Espera a chuva no seu lugar

Quimera que fica na solidão

Ao relento dois destinos

E um só coração.



Harmonia que tira a guerra

Gira no amarelo do girassol

Planta semente e alento

Deixa vestígios na memória do vento



Antes que o sol acorde

Lembra a saudade da noite fria

Sinta brotar o pranto

Que rega a planta de calmaria



Inunda a terra de verde

com os olhos teus

pinta de vermelho as flores

com os desejos meus



Faz solo fértil com a boca tua

Semeia o ventre e a canção

Descansa no orvalho da terra crua

Colha minha doçura com tua mão



Canta vontades antes temidas

Que eu canto a imensidão



Faz poema que risca o céu

Contorne meu corpo com pincel

Traço de bem querer

Deitada na terra nua

Só tua eu quero ser!



Larissa Fadel

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A ARTE DE MORRER

A ARTE DE MORRER

Essência da vida.
Alma eterna. 
Mistério definitivo,
Inexprimível,
Indefinível.

Respostas rejeitadas, colapso
Pergunta irrespondível
Milagre da mente
A arquitetar perguntas que desaparecem
E no saber, a experiência existencial

A semente cresce
Botão de rosa que sabe como abrir
E o conhecimento divaga
Nas raízes da mente

Na sabedoria
Você não é mais
Dentro do inexplorado
Interior da Existência 

Viável à mente
Somente o silêncio 
Nenhuma pergunta, 
Nenhuma resposta, 
Íntima sensação sem palavras
Só o incomunicável

Espada para cortar pensamentos
E todas as respostas 
Escutar de corpo e alma
Os dois infinitos

Sonata de Beethoven 
O coração em nostalgia
Mesmo com rota definida
Ninguém sabe onde está

Na Auto estrada da multidão
Todos estão na mesma posição
Indo a lugar nenhum
Mas na mesma direção

E então você fica só
Sua solidão total
É necessário morrer,
Cair pra renascer

Nas fontes infinitas de vida
É a arte de morrer

Cair para o coração...
Onde não há marcos de referência
Cair num abismo
Caída de amor 
Uma queda

Mas caminho sólido não há
O coração não está cartografado. 
O coração treme de medo


Quebrar paredes de pedra,
Libertar-se do rochoso pensamento; 
Dogmas, preconceitos. 
Libertar-se da prisão 

Ter uma certa descontinuidade
Olhar pra trás
E Morrer...
Sentir que foi como um sonho
Uma história que jamais fora sua
E Nascer!



Larissa Fadel

O INÍCIO

Tudo começou pelas idéias e confesso que demorou até chegar ao papel. Depois de alguns anos, os papéis ficaram amarelados e resolvi digitar tudo. Então percebi que era muita coisa, muitos sentimentos, muitas flores e muitos espinhos.O incentivo que dava à minha mãe para publicar um livro, passou ser o meu incentivo.Nos meus escritos, por assim dizer, tem um pouco de tudo, um pouco da vida, falo da natureza, das coisas simples, sofisticadas, de mim, de alegrias, triztezas, decepções, drogas e vontade de ver pessoas cada vez melhores a fim de construir , ou reconstruir esse mundo para legá-lo a gerações futuras.Sou jurista e não advogada. Não advogo porque não é minha vocação. Adoro ler e estudar, por isso migrei para a área científica do Direito.A minha verdadeira vocação é ARTES. De todo tipo: Dança, teatro, Artes plásticas, música, fotografias!Sou do tipo de tem ALMA DE ARTISTA. Sou cheia de ideais e esse fato muitas vezes me leva à profundas decepções, mas também tem suas recompensas. Então fico com as recompensas!Tenho um propósito bem latente hoje: O COMBATE ÁS DROGAS. A Droga é um Câncer e não prejudica e mata só quem a utliliza, destrói também a família.Poesia, hoje para mim, é um modo de vida. Uma maneira que encontrei para descarregar sentimentos oprimidos. Então escrevo muito. Tenho poesias mirabolantes até as mais singelas.MÚSICA: ahhhh, a música, o que seria do ser humano sem uma melodia. Apesar de já ter feito piano, violão e flauta, não toco, mas gosto de ouvir as mais variadas canções e os mais variados artistas. Comecei a valorizar também a música sem rótulos. Sim. Aquele que seu vizinho compôs e você acha bonita, aquela que você compôs e gostaria de gravar. Eu, por exemplo tenho várias letras de músicas, só falta a melodia-por pouco tempo!O verbo desse blog é FAZER!Já deixei de ficar de braços cruzados a muito tempo. Sempre fiz. No meu tempo...mas sempre fiz!Consigo hoje, pensar 10 vezes antes de falar, pois posso magoar alguém ou minha fala pode ser fruto de uma mentira ou fofoca, então procuro cultivar a fala amorosa e deixar de lado a fala imprópria e inadequada.Por muitos anos analisei a palavra PERDÃO; e sinceramente acho muito difícil perdoar. Então arranjei uma saída: NÃO ME OFENDER! Dessa forma não preciso perdoar, porque não fui ofendida.Gosto muito de ler e estudar filosofia e ultimamente estou estudando doutrinas e religiões orientais.Apesar de não parecer, eu tenho uma tremenda habilidade para falar em público, principalmente com a platéia cheia. Quanto mais gente melhor.A DANÇA: é minha asa. Dançando consigo voar, plainar...Gosto de danças nas suas diversas formas, só não me convide pra dançar Funk.ARTES PLÁSTICAS: a pintura , seja ela qual for é o nosso retrato do dia. Gosto muito de pintar. Me relaxa e eu viajo nas cores. Gosto de Monet, Picasso e Portinari. Acho Da Vinci incrível, mas não faz meu estilo. Bem, adoro artistas desconhecidos, aliás são os que eu mais gosto.Quando a gente cresce, percebe que ser uma constante na vida é praticamente impossível. Nós somos seres de "altos e baixos", principalmente nos dias de hoje, onde as doenças mentais cresceram absurdamente. As pessoas hoje são tão preocupadas, correm de um lado para outro, as crianças sofrem de hiperatividade, ninguém tem gentileza no trânsito, ninguém tem mais paciencia.O mundo precisa urgente de uma palavrinha mágica chamada TOLERÂNCIA! A TOLERÂNCIA no meu ponto de vista, é a bola da vez desse século. E quando digo tolerância falo de sentido amplo. Tolerancia no trânsito, no trabalho, dentro de casa, ao telefone, com amigos, com estranhos, com a natureza, com o planeta, com VOCÊ! Sim. Temos que ser tolerantes com nós mesmos também. Se eu não consigo ser tolerante e amável comigo mesma, como conseguirei ser com quem está ao meu lado?É isso, aos poucos todos que entrarem ou participarem desse blog irão me conhecer um pouquinho melhor e o mais importante, se esforçarão para ser pessoas melhores.COMO NÃO POSSO MUDAR O MUNDO, VOU COMECAR PELAS PESSOAS!Larissa