terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Quem cala pode virar um poeta

http://www.youtube.com/watch?v=xDX2TxpuokE (Quem Cala Pode Virar um Poeta)


Como é misteriosa, intrigante e sofisticada a expressão de um poeta
Ela rompe o cárcere intelectual e enriquece o prazer de viver
Quanta inspiração no profundo de sua alma permanece ainda secreta
Embora seja vítima de incompreensão, ainda insiste em escrever
Com a boca deixa a desejar diante de seu teclado ou sua caneta
Tudo por que não domina sua emoção ansiosa no que vai dizer
Pois seus pensamentos vão muito além de sua fala
Prolixo e divagador, tudo é inspiração quando no que escreve põe amor
Então cale a boca poeta, e simplesmente escreva
Pois quem o entende nesta arte, confundir-se-á entre inspirador e receptor

Decimar Biagini, 18 de fevereiro de 2009

Acredite no Amor


Muitas vezes penso e reflito, e volto a pensar de novo, como deveria ser importante para nós o amor.
Evidentemente para se pensar bem, para se sentir com amor, e para se agir corretamente, precisamos de um auxílio sobrenatural que recebemos sabe se lá de onde, com a finalidade de fazermos o que é bom e certo.
Esta força singular, esta dádiva especial concedida ao homem, não pode ser exigida, tem que ser sentida, eis o mistério do livre arbítrio, você só consegue o amor de alguém se este alguém sentir-se livre para escolher o que é melhor no momento.
Em resumo, quem pensa com amor e fala de amor, já está amando, por que deseja amar, e portanto, somos fruto do que pensamos.
O Homem então se joga nos braços de quem ama, como a criança se lança nos braços de sua mãe, e aí vemos novamente que só o amor oferece segurança, quando duas pessoas se amam, nasce a confiança sem limites, forte contra tudo o que contra elas for dito.
Mas o maravilhoso poder das palavras de amor precede esta confiança e, certamente, contribui para a sua existência definitiva.
Logo, não deixe de expressar o amor que sente pelo próximo, mande uma cartinha, um recado, um email, um "scrap", telefone para aquela pessoa querida, faça uma declaração na casca de uma àrvore (se o ibama permitir é claro), compre uma rosa em um semáfaro, abra a porta do carro (se a trava abrir pelo lado de fora).
Mas lembre-se que a essência está no tratar bem, todos querem sentir-se amados e importantes, e gostam de relacionar-se com simpatia, interesse e amor com quem os trata bem.
Acredite no amor, os fracos julgam e logo desistem, os fortes o entendem (embora não consigam explicá-lo) e mantém a esperança.

Decimar Biagini, 18 de fevereiro de 2009.

O QUE DEVEMOS VENCER?


O Inimigo é sempre maior do que parece, mas o difícil é saber quem o é.
As vezes nossa ansiedade é a pior inimiga, somos mar em rebentação, e muitas vezes nos dissipamos em gotículas pela areia infinita.
Acredito que nesse duelo entre seco e molhado, tenho muita vontade de fazer como o tatui, dá vontade de enterrar-se na areia, assim como as vezes dá vontade de ser levado pela maré.
Acontece que o repuxo é forte o suficiente para nos trazer ressaca existencial, mas é aí que devemos buscar uma plataforma forte e um ancoradouro, seja na acepção ampla do amor e seu alcance, seja no conhecimento (próprio e externo), no bem querer-se (é muito difícil convivermos com nosso eu e aceitarmos-nos) ou até mesmo nas estrelas, por que não?

Decimar Biagini, tentando ajudar o próximo e a si mesmo em 17 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O EQUILÍBRIO (entre mente, coração e alma)


Se eu só quiser vida boa

Que me venha do exterior

Como serei igual ao pássaro que voa

Que aprendeu com o sofrimento e a dor?


Deixando de lado as paixões terrenas

Não vou me importar com palavras lisonjeiras

Sendo tudo coisas passageiras

Viso o Nirvana, e “terras” mais amenas

Aspirando o ar que o mundo respira

Vou viver a vida sagrada


Enquanto me fortaleço sigo na rotina

Mas estabelecendo conduta regrada

Eu ainda me arrependo, pois não sou Divino

Mas todo dia eu aprendo, me ilumino

Enquanto o silêncio me fortalece

Pois, realmente, ele pode ser uma prece


A Verdade me preenche, me inunda a alma

Pois, de fato, se o coração o bem tece

A mente se aquieta, se acalma.


abraços

Larissa


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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

MINHAS SEMENTE, SUAS FLORES


MINHAS SEMENTES, SUAS FLORES...


Já ouvi dizer que nascem flores no asfalto. Já li que entre espinhos nasce flor. Já vi que, mesmo em corações petrificados, brotam algumas flores...Eu mesma já tentei plantar flores em terrenos tão diversos que deixariam qualquer agricultor louco e indignado imaginando que havia desperdício das sementes.Algumas sementes eu fiz questão de plantar com minhas próprias mãos. Preparei o terreno, adubei, esperei o tempo certo, escolhi as melhores e plantei-as. Depois passava de vez em sempre para regar, cuidar, tirar as ervas daninhas, dar carinho... Algumas flores brotaram, algumas sementes nem germinaram. Umas por deficiência do próprio terreno, outras por excesso de zelo meu que, na ânsia de ver brotar uma rara flor, exagerei nos cuidados...Muitas sementes eu joguei ao vento, deixei que a natureza as conduzisse e as fizesse brotar onde houvesse necessidade e aptidão da terra. De algumas tive notícias de que brotaram ao longe, encontraram quem as cuidasse e floresceram como rainhas do jardim.Foram poucas as sementes que tive oportunidade de semear tendo medo de fazê-lo: certos terrenos me pareciam de concreto impenetrável, alguns de superfície lamacenta demais! E eram justamente esses terrenos que mereciam mais cuidados... Porém eu não podia cometer novamente o mesmo erro, o excesso de zelo, de cuidados que impediram a florada até nos terrenos perfeitos...Mas aquelas terras áridas me instigavam, me faziam sentir que poderiam abraçar lindos jardins se alguém se atrevesse a plantá-los. E eu me atrevi. Ousei acreditar que há como limpar o lodo, me atrevi a ter fé e paciência suficientes para deixar Deus e o tempo encarregados de preparar o terreno para as sementes.Deixando que a natureza cuidasse um pouco, vi tempestades violentas caindo na terra árida. Vi um sol escaldante queimando a lama. Vi chuvinhas finas, vi solzinho bom, vi brisas suaves e orvalhos matinais. Também vi cair o gelo, meses sem um raio de sol penetrar aquelas terras... Mas depois o sol apareceu, derreteu a espessa camada branca e deixou a terra novamente descoberta e seca.Eu via tudo isso e pensava: "Deus, esse terreno já foi castigado demais, assim nada mais vai brotar aí". E, como resposta breve e brava de Deus, lá vinham dias e dias de nova tempestade sobre aquela terra. Então percebi que deveria respeitar o ciclo natural do tempo, resolvi guardar minhas sementes e me afastar dos lugares onde eu tanto queria plantar... Via toda a sorte de eventos naturais acontecendo e tinha que me conter para não proteger, cercar, murar ou cobrir aquelas terras.Deixei que o tempo amadurecesse as ações de Deus e então recebi um sinal de que já era tempo de me reaproximar e lançar minhas sementes no solo: ervas daninhas estavam brotando onde as flores deveriam existir! Deus e o tempo fizeram a sua parte, mas se eu não tomasse logo uma atitude, apenas mato e espinhos nasceriam ali. Então me reaproximei, calmamente tentei arrancar o que não servia e lancei as sementes das flores que um dia plantaram em meu coração. Sementes lançadas, flores brotando, cuidei apenas para que ninguém as tirasse de lá. Deixei o vento soprar forte sem protege-las, isso ensinava às minhas florezinhas desde cedo a resistir, a criar raízes fortes para não serem arrancadas à toa. Resisti à vontade de cobri-las com minhas mãos quando a chuva caía forte, porque eu aprendi que depois viria o sol para secar a terra e deixa-las mais viçosas e coloridas. Doei-lhes apenas meu amor, minha paciência e meu tempo... e elas cresceram, ficaram lindas! Cada uma com seus espinhos... e só tempos depois percebi que algumas delas tinham espinhos grandes demais que me machucavam muito cada vez que eu me aproximava para cuida-las mais de perto! Triste, me afastei, porque não podia retirar delas os espinhos, eram parte delas, eram sua proteção... Eu que estava no lugar errado, no momento errado. Mais uma vez contei com o tempo, bendito tempo, que seca os espinhos e os faz cair naturalmente! Só então eu chegava mais perto das flores, que me permitiam agora toca-las, admira-las, sentir seu perfume, sem saber o quanto já haviam me ferido, tentando se proteger de tudo, até de quem só queria lhes cuidar e fazer bem...O que essas flores não sabiam é que nunca deixei de cuidar delas, mesmo de longe... eu sabia quão feio havia sido o terreno onde eu as plantei. Eu sabia o quanto precisei doar de mim para assegurar-lhes que nasceriam. Eu sabia que elas me espetavam não por maldade, mas por sobrevivência. Eu as olhava de longe, lindas, perfumadas, enchendo de alegria o ar, e ficava feliz porque nenhuma semente foi desperdiçada... eu ficava feliz apenas pela existência daquelas flores. Não havia vaidade por ser a semeadora. Havia alegria por ser a borboleta que poderia sobrevoá-las sem que elas se dessem conta do meu vôo...Obrigada às flores que enfeitam o jardim da minha alma... e aos jardins que permitem que eu plante as minhas flores. Às flores cujos espinhos ainda me espetam, continuo cuidando de longe, com paciência e amor, porque sei que os espinhos ainda cairão. Até lá, continuo sobrevoando, batendo asas, colorindo o ar, cuidando sem ser notada...


Beijos-Larissa

O INÍCIO

Tudo começou pelas idéias e confesso que demorou até chegar ao papel. Depois de alguns anos, os papéis ficaram amarelados e resolvi digitar tudo. Então percebi que era muita coisa, muitos sentimentos, muitas flores e muitos espinhos.O incentivo que dava à minha mãe para publicar um livro, passou ser o meu incentivo.Nos meus escritos, por assim dizer, tem um pouco de tudo, um pouco da vida, falo da natureza, das coisas simples, sofisticadas, de mim, de alegrias, triztezas, decepções, drogas e vontade de ver pessoas cada vez melhores a fim de construir , ou reconstruir esse mundo para legá-lo a gerações futuras.Sou jurista e não advogada. Não advogo porque não é minha vocação. Adoro ler e estudar, por isso migrei para a área científica do Direito.A minha verdadeira vocação é ARTES. De todo tipo: Dança, teatro, Artes plásticas, música, fotografias!Sou do tipo de tem ALMA DE ARTISTA. Sou cheia de ideais e esse fato muitas vezes me leva à profundas decepções, mas também tem suas recompensas. Então fico com as recompensas!Tenho um propósito bem latente hoje: O COMBATE ÁS DROGAS. A Droga é um Câncer e não prejudica e mata só quem a utliliza, destrói também a família.Poesia, hoje para mim, é um modo de vida. Uma maneira que encontrei para descarregar sentimentos oprimidos. Então escrevo muito. Tenho poesias mirabolantes até as mais singelas.MÚSICA: ahhhh, a música, o que seria do ser humano sem uma melodia. Apesar de já ter feito piano, violão e flauta, não toco, mas gosto de ouvir as mais variadas canções e os mais variados artistas. Comecei a valorizar também a música sem rótulos. Sim. Aquele que seu vizinho compôs e você acha bonita, aquela que você compôs e gostaria de gravar. Eu, por exemplo tenho várias letras de músicas, só falta a melodia-por pouco tempo!O verbo desse blog é FAZER!Já deixei de ficar de braços cruzados a muito tempo. Sempre fiz. No meu tempo...mas sempre fiz!Consigo hoje, pensar 10 vezes antes de falar, pois posso magoar alguém ou minha fala pode ser fruto de uma mentira ou fofoca, então procuro cultivar a fala amorosa e deixar de lado a fala imprópria e inadequada.Por muitos anos analisei a palavra PERDÃO; e sinceramente acho muito difícil perdoar. Então arranjei uma saída: NÃO ME OFENDER! Dessa forma não preciso perdoar, porque não fui ofendida.Gosto muito de ler e estudar filosofia e ultimamente estou estudando doutrinas e religiões orientais.Apesar de não parecer, eu tenho uma tremenda habilidade para falar em público, principalmente com a platéia cheia. Quanto mais gente melhor.A DANÇA: é minha asa. Dançando consigo voar, plainar...Gosto de danças nas suas diversas formas, só não me convide pra dançar Funk.ARTES PLÁSTICAS: a pintura , seja ela qual for é o nosso retrato do dia. Gosto muito de pintar. Me relaxa e eu viajo nas cores. Gosto de Monet, Picasso e Portinari. Acho Da Vinci incrível, mas não faz meu estilo. Bem, adoro artistas desconhecidos, aliás são os que eu mais gosto.Quando a gente cresce, percebe que ser uma constante na vida é praticamente impossível. Nós somos seres de "altos e baixos", principalmente nos dias de hoje, onde as doenças mentais cresceram absurdamente. As pessoas hoje são tão preocupadas, correm de um lado para outro, as crianças sofrem de hiperatividade, ninguém tem gentileza no trânsito, ninguém tem mais paciencia.O mundo precisa urgente de uma palavrinha mágica chamada TOLERÂNCIA! A TOLERÂNCIA no meu ponto de vista, é a bola da vez desse século. E quando digo tolerância falo de sentido amplo. Tolerancia no trânsito, no trabalho, dentro de casa, ao telefone, com amigos, com estranhos, com a natureza, com o planeta, com VOCÊ! Sim. Temos que ser tolerantes com nós mesmos também. Se eu não consigo ser tolerante e amável comigo mesma, como conseguirei ser com quem está ao meu lado?É isso, aos poucos todos que entrarem ou participarem desse blog irão me conhecer um pouquinho melhor e o mais importante, se esforçarão para ser pessoas melhores.COMO NÃO POSSO MUDAR O MUNDO, VOU COMECAR PELAS PESSOAS!Larissa

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