sábado, 19 de março de 2011

ENTRE REZAS E RELATOS

ENTRE REZAS E RELATOS

Não é meu costume
Acostumar-me com a vida
Eu era um vagalume
Hoje sou luz expandida

Não me considero
Um ser antropocêntrico
De Deus eu espero
Um presente nada excêntrico

Se acaso ele achar muito
A mantença do amor pela Musa
Boa verve e muito assunto
Um vinhedo em Siracusa
Um a neve existencial de fundo
Acho que este poeta não abusa
Ao pedir tal poema fecundo

Queria agradecer evidentemente
Ao poder de divagar sem compromisso
Ao rimar com o que vem na mente
E pedir perdão por este agradável vício

O verão se foi ligeiramente
A lua se aproximou da terra
E lá fora ela está tão atraente
Na Líbia se fala em guerra
No Japão sofre tanta gente

E assim o poema se encerra
Esperando a folha de um outono
Talvez o leitor, um dia queira
Dar a este poema, um novo dono

Decimar Biagini

quarta-feira, 2 de março de 2011

Hoje

Hoje !

Hoje acordei com saudade
e quando ela me invade
fico sem chão
...em meio à escuridão
que encontro em mim mesmo.
Mas que não seja ausência de luz
mas somente um descompasso
que nos conduz,
mesmo em meio à penumbra
à claridade que ao meu espírito fecunda
quando sinto o seu amor.

SRB - 02/03/2011

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O POÇO NÃO SECOU

(VEM DE VOLTA PARA O FUTURO QUE AINDA HÁ PARA NÓS)
Hoje enterrei o preconceito
Deixei de lado a ira e o egoísmo
Vou me acostumar com esse jeito
Deixarei de ver no amor um heroísmo

Decerto eu me perdi em algum verso
Deixei correr lágrimas pelas rimas
Decerto eu me perdi num deserto
Cujas buscas não dobravam esquinas

O que faz um ser sentir-se inseguro?
Por que a grama do vizinho é mais verde?
Por que trilhei frases de amor no escuro?
O que faz quem ama querer beber sem ter sede?

Decerto alguém se perdeu numa vaga busca
Enquanto eu me contentava com postagens na rede
Decerto muitos casais se reencontraram há tempo
De cavar um buraco para os dois, antes que o amor sentisse sede

Decimar Biagini

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Importante

Importante

É manter a Alma quente e
...ter mais religiosidade que religião,
mais fato que versão,
mais amor que emoção
sem deixar de estar presente
à própria evolução
não fazendo da existência
uma passagem para a inconsciência
fazendo da canção da vida
o estribilho de um refrão

SRB
24/02/2011 Cumpadre Bacellar

domingo, 20 de fevereiro de 2011

OLHOS DE VIDRO

Acidez nas palavras
de quem não tem emoção
no peito uma pedra
no lugar do coração

A dor da perda
A angústia que se herda
É o calvário da decepção

Amargura na boca
de quem não tem nem ouvidos

Mesmo assim clamei por teus olhos
Que Pena!
Eles eram de vidro!

Fugimos do tema
Hoje o amor foi esquecido
Que pena!
Só resta o poema lido!

Ficou a triste cena
De um viver fingido.
Que pena!
Era para ser sentido...

Só lateja uma íris
De um único ser sofrido
Que não viu o ouro prometido
No final do arco-íris

Decimar Biagini e Larissa Fadel

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

DAS REVOADAS

Nem bem o céu se abria
E o mundo já me chamou
Dizem que não canta a cotovia
Pois na américa nunca pousou
Isso um biólogo me dizia
Então foi outro passarinho que cantou

Dizem que na luz da manhã, a tal cotovia
desencarna levantando altissonante vôo
significando o impulso humano para a alegria.
enquanto isso um café passado eu côo

E assim acordamos para a rotina humana
Enquanto os passarinhos lançam-se em liberdade
Estarei engaiolado pelo resto da semana
Em pranto, ficarei sem ninho, vou lá, já é tarde

BI-BI (era para ser o som da carona)

Decimar Biagini

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

ELIANA VAZ

Mãe torce
Aprimora o amor
Of course
Alteia e lima
Alivia a dor
Se aproxima

Teme o futuro
Não dá bola para a riqueza
Acende vela no escuro
Faz da filha uma princesa

Mantém o amor
Lapidado com o dedo
Dá ao arco-íris nova cor
Não deixa a filha sentir medo

Sopesa sofrimentos
E tira dali um lindo enredo
Transcreve momentos
E faz poema de manhã cedo

Assim é Eliana Vaz
Mãe de Larissa Fadel
Poesia é o que ela faz
Traz brisa a quem já leu

Decimar Biagini

O PERDAO É A CURA DE TODOS OS MALES

O PERDAO É A CURA DE TODOS OS MALES

sábado, 12 de fevereiro de 2011

ERGAMOS AS VOZES

Nestes versos exulto
rememórias por certo
num sonho insepulto
de tê-la aqui perto

a amizade em culto
em poema nobre e franco
em pensamento oculto
para enxugar o pranto


depois se fará silêncio
em rimas de antigo canto
e que se acenda o incenso
com a fumaça distante
pelo carinho imenso
à poetisa altisonante


E que ergam as vozes
Com matizes vibrantes
abraçando a amizade
que se faz pura nesse instante

Ó tempo, descansai meus sonhos
pois outros mares tento navegar
Ó vento, traga de volta os sonhos
Para que mesmo distante a poesia possa brotar

E enfim novamente o silêncio se fará
Nas longas tardes a procura de borboletas
Nas flautas de doces cantigas de um descanso
Onde os versos brotarão em cascatas
Aliviando as dores no aconchego de um remanso

Decimar Biagini e Larissa Fadel

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

MERA SEMELHANÇA

Aí peixe, estou com pobrema com pensão
Não esquenta com o desfecho, há solução

Você tem sofrido com execuções de alimentos
E por vezes precisou ser preso para pagar
O futebol é feito mesmo de momentos
Na atual conjectura, não dá para se aposentar

Eu te aconselho procurar novos ventos
Que tal em algum partido pífio te candidatar(es)

Pois é peixe, qualquer coisa para não "puxar"*
Vamos nessa, onde eu preciso assinar?

Cara, a grande nação, com certeza vai te eleger
Vai lembrar da Seleção, do Tetra e do Mengão
Vai lembrar mais do Barcelona, do que os filhos a fazer
Talvez o PSV e alguma frase de forte impactação

Bingo peixe, já é, me elegi deputado federal
Porra, agora tenho imunidade parlamentar
Nunca mais serei preso por pensão não pagar
Mas sabe que o foda, é que meu discurso é sem sal

Agora aqui no plenário, tremi, passei mal
Na boa peixe, me leva para o hospital
Sem problema, aqui está teu atestado
Ganharás licença para o próximo Carnaval


Decimar Biagini


__________________________________
* termo utilizado aos que cumprem pena.

EMPRÉSTIMOS DA POESIA

Entre risos e lágrimas
O Poeta e seu leitor
Viram suas páginas
Em semântico amor

Hoje, quando a história
renega sua imensa alma
Em cotidiano sem glória
Essa libertação o acalma

Luta heróica do verso
Que só para sim encampa
No virtual universo
Ele majora sua estampa

Semeando figuração astral
No vasto estrelato excelso
Lendário então se acampa
Saindo do anonimato perverso

Esse vazio na alma é preenchido
Na estensão do versar em verve
Ao poder considerar-se lido
Do ego nada tira, mas lhe serve

Decimar Biagini

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

SONETO LIVRE AO POETA PRISIONEIRO

Flutua por fendas do abismo poético
Amante das alturas intangíveis
Provocando as solturas em declives
Com asa delta de rimas e lirismo dialético


Verso que brilha traçando no céu
O caminho mais belo, coberto de flores
Expresso, ele fala dos tantos amores
Preso, é sentido na boca o gosto de fel


Ao passo que a liberdade se distancia
O poema aquece o frio da sua existência
No vazio da realidade e saudade da infância


Quando liberto, na embarcação do destino
Pousa na folha de papel de alguém perdido
Deixa esvaziado o poeta, diverte o menino...


Decimar Biagini e Dhênova

sábado, 5 de fevereiro de 2011

ANIVERSÁRIO DA LARISSA FADEL

Ouve-se ao longe o repicar dos sinos
Da velha amizade sem dono
ontem ainda a apontar destinos
postava na jardineira sem trono

Eram noites tênues e claras
Cantava salmos ao som de violinos
sobre altares de mármore e carraras
postava poemas peregrinos

Tal foi o esplendor daquelas eras
que hoje ainda, nas lúgubres taperas
restam minhas homenagens em toda parte

as glórias de Larissa e suas quimeras
formoso santuário d'onde se irmanaram
restos de poesias para enfeitar minha arte

E hoje, tropeando sem rumo, observo seu aniversário
No tópico da NOP, comuna à qual convidei tal poetisa
Então vou buscando, o sumo, e preservo o amor imaginário
De um amigo de violas dolentes na passagem que se avisa:

Feliz Aniversário

Decimar Biagini

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

POR QUE?

"Por que" o poeta?
Porque diz palavras inimagináveis, que estão acima dos liames da relevância ambicionada pelo homem.
Porque tem raciocínio coerente quando quer e enlouquecido quando não quer, organiza ideias com consciência crítica, mas sequer sabe percorrer o caminho inverso daquilo que disse, daí o leitor para completar esta criatura transcendente.
Porque o mais perturbador é que a personalidade do poeta se equilibra entre os extremos. Como pode alguém fazer poesia sobre a eternidade e ao mesmo tempo não procurar qualquer ato para tornar-se imortal que não a própria escrita?
Porque o poema dele ultrapassa os indexadores da física, portanto não poderia ser explicitado nem mesmo pela inteligente teoria da relatividade.
Diante disso, é fácil concluir que seu comportamento estilhaça os paradigmas e foge das avenidas por onde transita a humanidade, pois ele caminha por linhas bilaterais em interpretações matriciais, preto no branco jamais será dessa forma enquanto houver um poeta e um leitor.

Senão vejamos, o que lhe suscito:

É difícil dar nome ao projeto do poeta
Alguns podem nomeá-lo de propósito
Mas lá estaria a ironia de sua falta de meta
Pois audacioso e multifocal é o poema ilógico

O leitor, ao investigá-lo, não muda sua natureza
Agrega valores de uma intertextualidade
E se perde ao procurá-lo, em absurda virada de mesa
O poeta carrega mais cores que a realidade

Ele pode insinuar que o pote não estaria no final do arco íris
Inclusive convencer que o mesmo é preto e branco
Apenas pelo prazer de transformar o homem em versos livres
E expandir nesse crescer a esmo o ledo engano

Certamente, em alguma oportunidade
O poeta poderá fazer o exegeta bradar a voz
Para entender a sua mais pura verdade
De outra baila, fará o mesmo perder-se a sós
Emudecendo na existência, perdendo a vaidade

Decimar Biagini



Mote proposto pela Poetisa Larissa Fadel, comuna MOTE NOP, orkut.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

SONETO NÁUFRAGO

No mar azul a ilusão fez-se em pedaços
Jogados na rebentação de correntezas
Pedaços de ilusão dispersos nas profundezas
Em que as algas mantiveram os poemas escassos

Pelo sangue derramado, fez-se o mar vermelho
E da morbidez do enfarado poeta o mar morto
Do poema declamado, a ilusão de um espelho
E dos pedaços dilacerados, a desconstrução do gosto

Perdeu-se então o encanto pelo mar
E pela inquietude larga que se fizera a poesia
O poema ali não quis mais velejar

Quiçá nas profundezas ressurja a alegria
De quem um dia teve paixão pelo versar
Enquanto isso, só a maresia, e o imenso pesar

Decimar Biagini

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

ESPERANÇAS HORIZONTAIS

Quando a luz da manha se espelhar
rompendo cerrações do céu nevoento
Permita com meu poema te abraçar
enquanto as folhas balbuciarem ao vento

Quando a saudade vier dedilhar as cordas do violão
Trazendo o lamento e lembranças de outro lugar
Lembra os raios dourados da esperança
A te envolverem com a melodia que resgato do coração

Quando o sol morrer na imensidão do poente
E cortarem o crepúsculo dourado da tardinha
E a àgua natural correr pela força da nascente
Lá estará retratada a poesia na canção minha

Quando por fim, a lua derramar sua luz sobre o mar
E na imaculada noite embalar a sina dos enamorados
Imagina que minha miragem nos teus olhos navegará
Rasgando o infinito uni-verso com o poema que hoje faço

Decimar Biagini e Larissa Fadel

O ÚLTIMO CHARRUA



No alto de uma coxilha
Viu-se um índio repontando horizonte
Um lobo sem sua matilha
O último cocar de sua brava gente

Filho de Tupan, esquecido pelo tempo
Preso a miséria da civilização escassa
O cusco ovelheiro, seu único alento
Índio cor de cobre, esteio de sua raça
Em uma bombacha e encarnado lenço
Pés descalços e pobre, domava que dava graça

Modesto Charrua, a coronilha da raça
Que sina a sua, a última alma que passa

Parecia com pingo sem tropilha
Viveu de saudade sem canga errante
Mas não se reculutou na pandilha
Viu o encanto nativo cada vez mais distante

O rebenque da sorte guasqueou o intento
Entendeu que na lida há o dia da caça
E cantou solito aporreando o relento
A milonga tristonha de esperança escassa
Se o desejo do homem é cambicho sedento
A bonança de um é do outro a ameaça

Modesto Charrua, o fim é o livramento
Que sina a sua, espírito xucro do vento.

Decimar Biagini e Wasil Sacharuk

sábado, 22 de janeiro de 2011

SONETO LIVRE ÁS ANDANÇAS POÉTICAS

_____________________________________
Parti rumo a saudade da doce alegria
Colhi pensamentos e sonora lembrança
Caminhei nos contornos que desenha a magia
Deixei em teus olhos meus giros de dança

Segui nas cascatas a derramar sentimentos
Cobri o meu pranto, sequei o lamento
Corredeiras de beijos regando o querer
Semente em teu solo, nascendo em você...

Na valsa da poesia rechaçada pela amizade
Lembrando o que tinhamos visto na virtualidade
Sem falsa alegria ou improvisada desnecessidade

Terminamos as primeiras parcerias em entusiasmo
Valsamos na pedra mais alta do verdadeiro parnaso
A fim de alcançarmos no soneto, a mais pura verdade

____________________________________________
*Larissa Fadel e Decimar Biagini

NAMORO NA ROÇA

O menino acordou
Foi desjungir os bois
A menina levantou
E já pensava nos dois

Pro celeiro foi a menina
Queria com o menino proseá
Mas o menino de olhar ladino
Com a menina quis namorá

Os velhos atentos
Os viram às escondidas
Lendo seus pensamentos

Nove meses depois
Não viram mais a menina
Só o choro de Carolina!

Decimar Biagin e Larissa Fadel

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O AÇUDE DA VIDA

O AÇUDE DA VIDA

Os olhos não ardem mais
Ele encontrou a quietude
Escolhos ficaram para trás
A vida é como um açude

Mas dá peixe? Diria você
Largue seu anzol e descubra
O melhor peixe você não vê
A felicidade está na procura

Quando pescar, siga em frente
Descubra quem foi pescado
Quando amar, viva, simplesmente
Pois quem ama entende o recado
Basta fisgar, ainda que metaforicamente.

Decimar Biagini

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O MUNDO DÁ VOLTAS

O viajante____Deus
___________A rrumou as
Malas______,V agarosamente,
U niu _______O s sistemas
N uma______L úgubre
D imensão__,Transformando
O s sombrios Astros em
__________Soturnos clarões


Decimar Biagini

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A ARTE DA JUSTIÇA

Tal amplitude alcançada pelo operador do direito
Estudando questões elevadas na verticalidade de valores
Em legislação regulada pelo manipulador escorreito
Projetando oscilações alcançadas pela oralidade de atores

Numa base biopsicológica, que transpõe a alma liberta
Na comprovação dos direitos e deveres dos cidadãos modernos
Em característica lógica que impõe a sanção correta
E na busca de suspeitos para os haveres da população em seus infernos

Equacionados corroboram para tornar a perscrutação saborosa
Compreendem a aplicação e o esclarecimento fático ao mundo jurídico
Percorrendo o caminho inverso na reconstituição da ação ruidosa
Que escondem a intenção ao aborrecimento módico do profundo analítico

O suspeito então se vê lançado diante de um júri popular
Na finalidade da razão para sua existência em um juízo atemporal
Fala o perito na intenção do achado triunfante ao ouvido singular
E na rivalidade da paixão surge a consistência de um duelo sem igual

Advogado e Promotor... O Povo e o Acusado ... Quem é Ator? Quem é o Culpado?

Decimar Biagini

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

POUCO PRECISO PARA SER FELIZ



Talvez a lembrança dos campos
Nas férias de verão na fazenda
No lombo de tordilhos santos
Presenciando as lidas lá da porteira

Como toda lembrança infantil
Montando arapucas ao passarinho tempo
Sem preocupar-me com o ouro vil

Na visão estupenda de horizontes longínquos
Sem sentir-me mais um neste ilusório vazio
Num crepúsculo prazeroso no tempo fugidio
Feche os olhos e acorde feliz junto aos índios
Que corriam pelas Missões em terras sem alambrado
Que sorriam em projeções, sem guerras com o passado

Nasci em terra de gente arisca e brava
Com a rebeldia que tem o homem sulino
Que nas patas do cavalo o destino traçavam
E num galope ganhavam o horizonte em feliz desatino

Terra livre que hoje é vitimizada por leis e por cercas
Que acabou com o gaúcho no circo de um estádio
O que tive, foi um sonho na madrugada, poesias incertas
Sonhava com o passado que não tive, hoje em desvario

Instransponível mesmo somente a realidade
E quando a gente foge, simplesmente, vem a felicidade

Um mundo de sombra e viço, de sangas sinuosas
Em que meu cetro é o caniço de pescar lambari
A pescaria nos recebia em tardes amistosas
A fazenda hoje está longe e só, e eu aqui...


Decimar Biagini

domingo, 2 de janeiro de 2011

SONETO LIVRE AO INFELIZ


SONETO LIVRE AO INFELIZ

Cansado de si, andava no mundo
Com pesadas botas “sete léguas”
E levando sua vida sem tréguas
Com guerra existencial ao fundo

Seu remédio foi seguir pisadas
Em um solo que jamais fora fecundo
Trilha do tédio de almas passadas
Que rumavam ao inferno mais profundo

Sem saber... suas lágrimas eram ousadas
Um belo dia foram vistas lá do alto
Nuvens cinzentas, raios e trovoadas

Tomaram o andarilho de assalto
Adeus vida insana e descompassada
O raio “Fúlvio” livrou o pobre incauto

Decimar Biagini

O INÍCIO

Tudo começou pelas idéias e confesso que demorou até chegar ao papel. Depois de alguns anos, os papéis ficaram amarelados e resolvi digitar tudo. Então percebi que era muita coisa, muitos sentimentos, muitas flores e muitos espinhos.O incentivo que dava à minha mãe para publicar um livro, passou ser o meu incentivo.Nos meus escritos, por assim dizer, tem um pouco de tudo, um pouco da vida, falo da natureza, das coisas simples, sofisticadas, de mim, de alegrias, triztezas, decepções, drogas e vontade de ver pessoas cada vez melhores a fim de construir , ou reconstruir esse mundo para legá-lo a gerações futuras.Sou jurista e não advogada. Não advogo porque não é minha vocação. Adoro ler e estudar, por isso migrei para a área científica do Direito.A minha verdadeira vocação é ARTES. De todo tipo: Dança, teatro, Artes plásticas, música, fotografias!Sou do tipo de tem ALMA DE ARTISTA. Sou cheia de ideais e esse fato muitas vezes me leva à profundas decepções, mas também tem suas recompensas. Então fico com as recompensas!Tenho um propósito bem latente hoje: O COMBATE ÁS DROGAS. A Droga é um Câncer e não prejudica e mata só quem a utliliza, destrói também a família.Poesia, hoje para mim, é um modo de vida. Uma maneira que encontrei para descarregar sentimentos oprimidos. Então escrevo muito. Tenho poesias mirabolantes até as mais singelas.MÚSICA: ahhhh, a música, o que seria do ser humano sem uma melodia. Apesar de já ter feito piano, violão e flauta, não toco, mas gosto de ouvir as mais variadas canções e os mais variados artistas. Comecei a valorizar também a música sem rótulos. Sim. Aquele que seu vizinho compôs e você acha bonita, aquela que você compôs e gostaria de gravar. Eu, por exemplo tenho várias letras de músicas, só falta a melodia-por pouco tempo!O verbo desse blog é FAZER!Já deixei de ficar de braços cruzados a muito tempo. Sempre fiz. No meu tempo...mas sempre fiz!Consigo hoje, pensar 10 vezes antes de falar, pois posso magoar alguém ou minha fala pode ser fruto de uma mentira ou fofoca, então procuro cultivar a fala amorosa e deixar de lado a fala imprópria e inadequada.Por muitos anos analisei a palavra PERDÃO; e sinceramente acho muito difícil perdoar. Então arranjei uma saída: NÃO ME OFENDER! Dessa forma não preciso perdoar, porque não fui ofendida.Gosto muito de ler e estudar filosofia e ultimamente estou estudando doutrinas e religiões orientais.Apesar de não parecer, eu tenho uma tremenda habilidade para falar em público, principalmente com a platéia cheia. Quanto mais gente melhor.A DANÇA: é minha asa. Dançando consigo voar, plainar...Gosto de danças nas suas diversas formas, só não me convide pra dançar Funk.ARTES PLÁSTICAS: a pintura , seja ela qual for é o nosso retrato do dia. Gosto muito de pintar. Me relaxa e eu viajo nas cores. Gosto de Monet, Picasso e Portinari. Acho Da Vinci incrível, mas não faz meu estilo. Bem, adoro artistas desconhecidos, aliás são os que eu mais gosto.Quando a gente cresce, percebe que ser uma constante na vida é praticamente impossível. Nós somos seres de "altos e baixos", principalmente nos dias de hoje, onde as doenças mentais cresceram absurdamente. As pessoas hoje são tão preocupadas, correm de um lado para outro, as crianças sofrem de hiperatividade, ninguém tem gentileza no trânsito, ninguém tem mais paciencia.O mundo precisa urgente de uma palavrinha mágica chamada TOLERÂNCIA! A TOLERÂNCIA no meu ponto de vista, é a bola da vez desse século. E quando digo tolerância falo de sentido amplo. Tolerancia no trânsito, no trabalho, dentro de casa, ao telefone, com amigos, com estranhos, com a natureza, com o planeta, com VOCÊ! Sim. Temos que ser tolerantes com nós mesmos também. Se eu não consigo ser tolerante e amável comigo mesma, como conseguirei ser com quem está ao meu lado?É isso, aos poucos todos que entrarem ou participarem desse blog irão me conhecer um pouquinho melhor e o mais importante, se esforçarão para ser pessoas melhores.COMO NÃO POSSO MUDAR O MUNDO, VOU COMECAR PELAS PESSOAS!Larissa

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