sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A LUZ DO ANO NOVO

A LUZ DO ANO NOVO

É possível purificar o ano
Para criar mais prosperidade
Não se sacrificar a todo pano
A desperdiçar sua liberdade

Deixe o seu verdadeiro eu
Dispersar toda a introfelicidade
A força vital do universo seu
Está além dos fogos e da amizade

Das superstições em peças íntimas
Das devoções aos santos e divindades
Está nas emoções mais lídimas
E nas prospecções de sua verdade

A virada do ano é o marco para a renovação
Para existência plena de energia e alegria
Está no calor humano da simples união
Ou no retiro para encontrar sua sintonia

Se seu ano foi vitorioso, tome cuidado
Pois as vitórias não trazem sabedoria
Se seu ano foi ruinoso, busque aprendizado

Esteja disposto a assumir riscos
Mesmo que não tenha nada a perder
Leve os rituais e acessórios como obeliscos
E atente-se na purificação do seu ser

Decimar Biagini
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sábado, 18 de dezembro de 2010

OS SINOS DE NATAL E O XADREZ DA VIDA

OS SINOS DE NATAL

Pai? Posso bater o sino
Não menino, vai se atrasar para a ceia
Mas pai, sou só um menino
Terei várias ceias para passar com a família

Tudo bem rapaz, faça o que der na telha
Mas seu pai está doente e não terá mais uma
Esse fogo de natal para mim é a última centelha

Pai? Socorro, o pai caiu, chamem um médico
Meia noite o menino toca o sino, missa de sétimo dia
Seu pai estava com câncer e era diabético
Não fazia tratamento para aquela sina, por pura teimosia

Decimar Biagini

O XADREZ DA VIDA
Algumas respostas
Só vem com o tempo
Grandes apostas
No xadrez do pensamento

Já fui peão, queixei-me ao bispo
Já coloquei o rei em risco

Já fodi rainha na torre preta
Já sorri orando na torre branca
Já perdi poetando sem caneta
Já venci improvisando poesia santa

Então resolvi jogar xadrez
Com as peças da rima viciante
O que percebi dessa vez:
"Todos vão para a caixa no mesmo instante"
E vou dizer uma coisa para vocês
Para um peão, isso é tão confortante...


Decimar Biagini

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O RETORNO AO BAR DO ESCRITOR

Cheguei bem perto do cume
Avistei algumas águias comigo
Em uma esperança vagalume
Parei de observar meu umbigo

Deixei de escrever poesia
Larguei a rima viciante
Foi-se então minha alegria
Em buscar o poema triunfante

Fiz um passeio na abstenção
Apenas observar escritores em silêncio
Tudo que senti foi a solidão
E sequer do leitor tive um lenço
Então a lágrima caiu no chão

Agora que retorno à poesia
Senti um vazio mais profundo
Não era isso que eu queria
Ser apenas uma alma no mundo

Alma errante e nada talentosa
Que relata sentimentos corriqueiros
Numa estante de prosa
Chamado de Bar pelos Orkuteiros

E aqui estou, triste e solitário
Pedindo mais uma dose de amargura
Nada restou, além do meu calvário
Sou mendigo do elogio, a vida é dura

Decimar Biagini

sábado, 27 de novembro de 2010

NUANCES DE UM TRAFICANTE

NUANCES DO TRAFICANTE
E se eu tomasse este rumo?
E se eu fumasse este fumo?
E se eu usasse só para consumo?
E se eu vendesse só o sumo?

E se eu contratasse uns caras?
E se eles vendessem para mim?
E seu comprasse umas armas?
E se nos devedores desse um fim?

E se eu comprasse os políticos?
E se eu extorquisse a comunidade?
E se eu fosse terrorista em momentos críticos?

E se eu lembrasse quem eu sou de verdade?
Humano? Não, agora é tarde demais
Sou uma dúvida encarcerada
Jogado em Catanduva com meus iguais

Decimar Biagini

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A BRAVURA

A mente modificou
Um dínamo
Energia gerou

De nada adiantava
Ser forte como um touro
Se abúlico aparentava
Sem força, sem estouro

Esta vontade que hoje busco
Para ter o auto-domínio
Libertar o ser que ofusco
Sem provocar auto-extermínio

É que o enérgico só se aplica
Ao caráter do ser combatente
Ser desrespeitoso não se explica
É preciso ter a idéia latente

O homem de caráter forte
Reencontra o hábito de ser dono de si
Em mim encontrarei o norte
Tomando meu curso daqui até o fim

Decimar Biagini

domingo, 21 de novembro de 2010

OS VOTOS DO NOIVADO

Enfim, o adorado projeto
Amar e ser amado
Território hoje descoberto

Ser amado por ti, é meu alento
Hoje estou com coração aberto
A sentir tua alma em meu pensamento
Manterei o olhar sempre atento
Confrontando a calma deste sentimento
Pois admito ser um pouco ciumento
Para apimentar o que nutro no momento

Chamem de delírio ardente
De pureza celestial ou delírio insano
Sou teu amigo, teu amado e teu amante
Quanta beleza ao final deste ano
Tornei-me noivorido num instante

Lemos 1 Coríntios 13* de joelhos na igreja
Em troca de alianças triunfante
Votos proferidos e que assim seja
A devota lembrança da sintonia brilhante

Se amar é viver sem despertar de um sonho
Contigo quero ter o sonhar pleno que proponho
Na cama da vida adormeceremos cantando
Tendo nossa guarida ao envelhecermos sonhando

Decimar Biagini

________________________________________________
*
"1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos,
e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios
e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que
transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria."

sábado, 13 de novembro de 2010

O RETORNO À VOLÚPIA DA POESIA

Precipuamente
Larguei a poesia
Paulatinamente
Loucura eu diria

Sob o prisma
Do esquecimento
Ou na cisma
Com o meu momento
Sem a brisa
Do encantamento

Ignorei meu dom
Por rudes trabalhos mentais
Desliguei o som
De memórias ancestrais

Em seráficos olhares
Sobrevoando sobre mananciais
Observei avatares
Em conveniências abissais

Nada vi além do vulgo inconsciente
No idílico galope eleitoral
Larguei mão de ser poeta e virei gente
E tratei de fazer o banal

Abstive-me da verve
Que me jogava em poesia sideral
Uma só estrela não serve
Diante do prisma existencial

Tornei-me um autômato
Fantoche capitalista famigerado
Para alimentar o estômago
Do consumismo exacerbado

Refiz o trajeto das dívidas
Obrei como ser comum
E pelas faturas distribuídas
Tornei-me apenas mais um

O mercantilismo então se justificaria
No espúrio abusivo de meu rum
Ópio de quem larga a idolatria
De quem escrevia o poema nu

Mas houvesse de fato
O estúpido fanatismo de poeta
E perdesse aquele barato
De escrever obra serena em mente aberta

Morreria paupérrimo de cultura
Numa divinização acomodada e patética
Tentando ser estrela antes da sepultura

Esta gripe, taxada de poética
Que encontrei na febre da globalização
Que fez da internet a luz profética
De idolatrar o poeta na mesma encarnação
É a obra encarada sob a severa crítica

Aquela cujo algoz é meu próprio coração
Desprovida de hermenêutica analítica
Cujo desbravar é o amor pela improvisação

Para concluir na transcendência desse fenômeno
Que me tornou o mais severo concorrente
Daquele que leva como Decimar Biagini o pseudônimo
Suprimindo um Silveira menos indulgente

Deixo nessa obra uma tarefa nada espartana
Rebelde de métrica, mas fiel ao retórico estilo
Liberdade poética, de transparência mundana
Cuja grande dialética, é a autenticidade do brilho

Vento que me varre, em folhas de ilusões
Viva ardência no encantamento do improviso
A buscar a mesma sintonia em distantes corações
Mesma vivência sob o firmamento do lirismo

Junção de afinidades na leitura de projeções
Minudenciar de profundas raízes poéticas
Ideias súbitas na espontaneidade de explosões
Erupção latente e pervicaz, sem aspirações léxicas

Decimar Biagini

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

NUTRIÇÃO DA ALMA

NUTRIÇÃO DA ALMA

A palavra mudança
Gera desconfiança
A palavra sucesso
Leva ao progresso

Quando acordar
Olhe no espelho
Tente se amar
Com mais esmero

Faça uma lista
Trace metas
Foco na conquista
E em escolhas certas

Fuja dos pensamentos
Quando negativos
Evite alguns momentos
Meio dispersivos

Esqueça os sentimentos
Receosos e destrutivos
Cultive seus alimentos
E torne-os nutritivos

Decimar Biagini

sábado, 30 de outubro de 2010

A ETERNA BUSCA

Eu queria manifestar
A essência do poeta
Não apenas relatar
Experiência ou meta

Nessa terra não há
Ninguém comparado
Tudo está onde está
Nada está ao meu lado

Desculpai-me leitor
Pela prepotência
Meu verso não terá dor
Sequer benevolência

Não é um relato
Do mestre silencioso
Não é algo exato
E sim algo pretencioso

É o grito sufocado
Sem tom espirituoso
Não é um recado
Ou criticar sulfuroso

É a busca do meu eu
Num lugar auspicioso
Lá onde o tempo esqueceu
Um poeta vitorioso

Decimar Biagini

sábado, 23 de outubro de 2010

SOTURNO E SALUTAR

Viajei para um terreno nostálgico
Visitei soturnos brejos existenciais
Tomei na regressão o veneno lisérgico
Avistei rumos em relampejos não usuais

Libertei a criança que esqueceu de crescer
Ela corria feliz ouvindo coaxar de sapos
Ela tinha todo direito pois nasceu para morrer
Então o que fiz foi vindo a juntar trapos
E nesta colcha de retalhos o destino pude ver

A minha necessidade de abandonar
Atitudes negativas dispersas no versejar
Vinha em ansiedade sem gosto no olhar
Virtudes positivas foram renovadas ao viajar
Redundante verdade sem imposto a pagar

Agora vim relatar a você leitor de trajetórias
Para que possa libertar suas características mentais
E possa analisar as crenças em tarefas inglórias
Vá ao passado, visite seus brejos existenciais!

Decimar Biagini

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

SOLO DE AMOR

SOLO DE AMOR




Cala a terra arada no pó

Espera a chuva no seu lugar

Quimera que fica na solidão

Ao relento dois destinos

E um só coração.



Harmonia que tira a guerra

Gira no amarelo do girassol

Planta semente e alento

Deixa vestígios na memória do vento



Antes que o sol acorde

Lembra a saudade da noite fria

Sinta brotar o pranto

Que rega a planta de calmaria



Inunda a terra de verde

com os olhos teus

pinta de vermelho as flores

com os desejos meus



Faz solo fértil com a boca tua

Semeia o ventre e a canção

Descansa no orvalho da terra crua

Colha minha doçura com tua mão



Canta vontades antes temidas

Que eu canto a imensidão



Faz poema que risca o céu

Contorne meu corpo com pincel

Traço de bem querer

Deitada na terra nua

Só tua eu quero ser!



Larissa Fadel

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A ARTE DE MORRER

A ARTE DE MORRER

Essência da vida.
Alma eterna. 
Mistério definitivo,
Inexprimível,
Indefinível.

Respostas rejeitadas, colapso
Pergunta irrespondível
Milagre da mente
A arquitetar perguntas que desaparecem
E no saber, a experiência existencial

A semente cresce
Botão de rosa que sabe como abrir
E o conhecimento divaga
Nas raízes da mente

Na sabedoria
Você não é mais
Dentro do inexplorado
Interior da Existência 

Viável à mente
Somente o silêncio 
Nenhuma pergunta, 
Nenhuma resposta, 
Íntima sensação sem palavras
Só o incomunicável

Espada para cortar pensamentos
E todas as respostas 
Escutar de corpo e alma
Os dois infinitos

Sonata de Beethoven 
O coração em nostalgia
Mesmo com rota definida
Ninguém sabe onde está

Na Auto estrada da multidão
Todos estão na mesma posição
Indo a lugar nenhum
Mas na mesma direção

E então você fica só
Sua solidão total
É necessário morrer,
Cair pra renascer

Nas fontes infinitas de vida
É a arte de morrer

Cair para o coração...
Onde não há marcos de referência
Cair num abismo
Caída de amor 
Uma queda

Mas caminho sólido não há
O coração não está cartografado. 
O coração treme de medo


Quebrar paredes de pedra,
Libertar-se do rochoso pensamento; 
Dogmas, preconceitos. 
Libertar-se da prisão 

Ter uma certa descontinuidade
Olhar pra trás
E Morrer...
Sentir que foi como um sonho
Uma história que jamais fora sua
E Nascer!



Larissa Fadel

domingo, 17 de outubro de 2010

DOIS ANOS DO BLOG

Meu blog já completou dois anos
Já fiz duas mil terapias em forma de poema
De lá para cá muraram meus planos
A poesia tomou conta de minha pena

O tinteiro que hoje carrego é sangue
Vejo o pulsar dele em meus poemas
As vezes sou um caranguejo no mangue
A andar de lado fugindo dos problemas

Este andar de lado, cujo digitar acalma
Em linhas horizontais que carregam a alma
São hoje meu legado, dois anos sem trauma

Decimar Biagini

http://decimarbiagini.blogspot.com

sábado, 16 de outubro de 2010

Remendada

O dia que amanheceu sorrindo


acabou chorando

o riso que passeava solto

nem enxugou o pranto



Chorava como alguém que partia

sentia a lembrança vaga de alegria

ao longe avistava a tarde de calmaria

mas tinha medo da noite que longa viria



engolia palavras que não rimava

caminhava atrás para não tropeçar

bebia o vinho e calava

não tinha mais viço no olhar



era só um remendo qualquer

em outros tempos belas tardes

em outros dias belos dias

mas hoje só um remendo de mulher



E a história termina como o dia que não quer amanhecer

e a história começou com juras de eterno bem querer



ironia?

Não!

só remendo em horas do agora que não quer

só tristeza que chora a alma de uma doce mulher!



Larissa Fadel

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

IMAGEM VINDA AOS OLHOS CEGOS

IMAGEM VINDA AOS OLHOS CEGOS


Caminho trilhando um deserto

pés descalços

boca rachada



O silêncio ecoa dos quatro cantos

e quatro vidas me vem na lembrança



Já quase sem forças

me apego na saudade



caio e volto meus olhos para o céu

levanto-me e suavemente tiro o véu

não vejo o oásis



Vejo o que pedi

Eu e vocês

vindo na minha própria direção

amores dos meus olhos

imagem da verdade

miragem de minha oração!



Larissa Fadel


PORTA ABERTA

PORTA ABERTA


Em plena primavera

com olhos na amplidão

rego versos e poemas

pra pulsar meu coração



Tendo rimas tão serenas

caminho ao lado do azul

vou contando teus sabores

e lembrando lá do Sul



Nessa viagem de improviso

não deixei nenhum alerta

Fui onde o instinto me liberta

e deixei a porta aberta!



Larissa Fadel

domingo, 10 de outubro de 2010

PONTO E VÍRGULA OU PONTO FINAL?

Dizem alguns alfarrábios
Que nada se perde
Na encarnação obtida
Então digam-me os sábios
Tirem de mim esta febre
Onde me encontrei nesta vida?

Dizem alguns alfarrábios
Que nada se leva
Que contradição danada
Então me digam os sábios
Se a alma se conserva
Como não se leva nada?

Tudo passa e tudo fica
Já disse alguém em algum lugar
Contradiz-se quem explica
Ou diz amém ou vai sem rezar (;/.?)

Decimar Biagini

O IMPÉRIO DO AMOR

Em criança almejei a glória
A vida passou avulsa
Quase nada na memória
Senão o amor pela Musa

Posso dizer que conquistei
Algumas coisas de valor
A família onde me criei
E o diploma de doutor

Tanta coisa que eu deixei
Não levo o poder como clamor
Se a você, noiva, me confiei
É porque lhe tenho amor

Também tenho os poemas
Os leitores e as trajetórias
Terapias de meus dilemas
A relatar minhas histórias

Não quero mais ser amigo do Rei
Largaria os poemas e o diploma
Pelo amor que hoje conquistei
Maior até, que o império de Roma

Tanta coisa que eu deixei
Não levo o poder como clamor
Se a você, noiva, me entreguei
É porque lhe tenho amor

Decimar Biagini

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Seu beijo...gosto de vinho

Belo bouquet
misto de amor
em tom roxo e lilás
de rosa e liziantus
é o beijo que queria agora

Vinho tinto
Perfume das flores
marcando um momento
que esperei ser tão especial

Deito-me sozinha
não tem o beijo
embriago-me!
Larissa Fadel

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

NÃO TENHA PRESSA NA PROMESSA



O preço da liberdade
O preço das escolhas
O preço da sinceridade
O preço das coisas tolas

O preço da confiança
O preço da honestidade
O preço da aliança
O preço da mensalidade
O preço da bonanza
O preço da oralidade

Qual o preço de toda esta dança
para quem promete sem amar de verdade?

Decimar Biagini*

atendendo sugestão de Larissa Fadel

terça-feira, 5 de outubro de 2010

BUARQUEANDO

BUARQUEANDO




Eu te amo apesar de você

No Cotidiano fora de hora

Bebendo vinho no cálice afastado



Quero olhos nos olhos nessa roda viva

Quero a Construção do que será

Quero acalanto, a volta do malandro



O meu amor, Meu caro amigo,

Ficou na tatuagem

Ficou na foto da capa

E foi com João e Maria

Ver a Banda passar



A moça do sonho

As mulheres de Atenas

A mais bonita

Vai passar nas vitrines

E cada clarão é um novo dia

Um novo dia de tanto amar



Danço Fado tropical

com a ostra e o vento

Sou a noiva da cidade

Mulher de cada porto

Com seu único vestido

Cada dia mais curto





Vivo assim

Esse amor de folhetim

Lendo almanaque de futuros amantes

Nessa louca embarcação



Te peço pra deixar em paz meu coração

Pote de mágoa

Abandono

Gota d’agua!



Larissa Fadel

ANIQUILANDO SONHOS

Sangra a palavra na lúdica inspiração


Mói o verbo no compasso da decepção

Inspira o vento

Decepciona o tempo



Roda a vida com se fosse um pião

Canta o mundo nas cordas do violão

Assento em prosa, verso e poesia

o que chamariam de canção



Eu sou esse sangue inspirador

Eu sou o verbo da tua dor

Eu sou a decepção, o seu amor

Sou a roda

Sou a corda

sou o canto



Sou tudo em você e mais nada em mim

Aniquilou meus sonhos

Adormeceu

Morri

Só não perdi o doce sabor de jasmim!



Larissa Fadel

domingo, 3 de outubro de 2010

DESTINO

Desenho os teus lábios nos meus


Provo teu amor com sabor

Não há nada mais simples do que isso

O momento!

Ao cair, meus pés apenas sentem algodão

Correr o mundo

Velocidade de um pensamento

Quente

Intenso

Luminoso

Que me fales ao ouvido

Bem baixinho ao pegar nas tuas mãos

Por que o tempo existe?

Doces, suaves, sinceros...

Definições dão lugar a sensações

Fogo do seu olhar

Traço único de vida

Nascendo nosso amor

Folheio um livro de capa grossa

Na última página do livro

As vidas se unem

Frutos de amor

Aquece meu coração

Fecho o livro

Fecho os olhos

E leio escrito em letras douradas

DESTINO!

NECESSIDADE

NECESSIDADE


Há uma sede latente na alma do poeta

Sede que a água não mata

No deserto mora essa alma

Ela precisa do oásis



Somos a luz que brilha de mansinho

Somos o cosmos

a imensidão

somos esse deserto

somos essa ilusão



Por ela matamos

Por ela respiramos

Por ela amamos

por ela transpiramos



Transpira a alma do poeta

Difícil traduzir esse suor

Ele é morte

Ele é vida

É um porto

È minha vontade



Sou poeta de sede eterna

O poema é meu oásis

Vivo no deserto com minha sede

Ela é minha eterna necessidade!



Larissa Fadel

COBRANÇAS SUBJETIVAS

Através de poemas
Ergui meu império
Com vozes serenas
Desvendei mistérios

O supremo brado
Na luz que cantou
Tornou-se abafado
Pela saudade que ficou

Em mundano inferno
Cobro o melhor dos versos
Em existencial inverno
Sopram sôfregos manifestos

O céu puro e azulado
Na colheita almejada
Causa-me um fado
Quando a rima é forçada

O que tenho dentro d”alma
É ansiedade criativa
Nem sempre encontro calma
Na verdade subjetiva

Sabes tu? Leitor de entrelinhas
Onde se perdeu o poeta?
Em verdades nem só minhas
Espalhadas em frases abertas

Decimar Biagini

EM QUE PENSAR NA HORA DO VOTO

E o pão? Esqueça o pão vote em jejum
E a água? Esqueça a água, vote fedido
E o teto? Esqueça o teto, seja mais um
E o país? Esqueça o país, vote no bandido
E o salário? Esqueça o salário, vote no patrão
E os olhos? Feche os olhos, seja destemido
E a reflexão? Não pense, vote com a cola na mão
E o destino? Pense no agora, no cargo auferido
E o título? Não precisa, o importante é o dedão
E o desatino? Não sonhe, pense no que está garantido
E a dor? Foder-lhe-ão, assim como a receita e o leão

Decimar Biagini

sábado, 2 de outubro de 2010

POR QUE UMA NOVA CHANCE?

Doce, é o sonhar contigo
Quero dar-te novo amor
Quero ser teu novo abrigo
Quero pintar-te noutra cor
Quero ser teu fiel amigo

Sei que mereces nova chance
Confiastes tua história a poucos
Ânsias infinitas noutra nuance
Que jogastes na glória desse louco

Agora que estamos noivos
Que entre flores torna-se rosa musa
Com amor trilharemos rumos novos
Saberemos que roupa a felicidade usa

Decimar Biagini

CAMPOS

CAMPOS


Um sonho de silêncio

Que grita na minha alma

Ensurdece

cala



A voz que anda ao lado

Não sabe que somos nós

Que criamos

Vingamos

Ardemos



Vou saltando os teus versos

vou contando minha rima

Transpiro-te a cada instante

E esse instante me alucina



Entardece nossos sóis...



Passo os dedos em flores vivas

Ouço o som do querer bem

E entre campos e olhares

Caminho na tua língua

em direção do eterno além.



Larissa Fadel
NOVA CHANCE


A poesia não está em minhas mãos

há quem diga que tenho talento

há quem não goste

há quem já se esqueceu



Esqueceu que aqui dentro pulsa uma doçura

uma doçura até infantil

Esqueceu que essa infantilidade faz parte do meu eco

e ecoa a mais linda melodia



Eu ouço o som dessa canção

eu vejo os olhos da poesia

eu lembro do passado que sussurra

eu sonho com o futuro de candura



Sinto a brisa me trazendo versos

sinto vontade do beijo teu

escrevo por não poder falar

e assisto você a todo instante



não acredito em culpados

acredito no cair da noite

acredito no raiar do dia



Acredito no amor

nos seus olhos

queria pedir uma nova chance

sem saber o que de errado eu fiz



De joelhos oro versos por você

De joelhos sonho com um novo dia

Em silêncio sou sua poesia!



Larissa Fadel-

UM AMOR SEM FALSIDADE

Ah! quem há de exprimir
Um amor sentido na raiz
E nesta arte de sentir
Possa dizer que é feliz

Um turbilhão de emoções
Perfumado, ouvido e tocado
E neste molde de expressões
Possa deixar algo relatado

Ah! quem há de exprimir
Um amor semeado e plantado
Diferente razão de sentir
Da dor, da saudade em recado

O pensamento ferve na idéia leve
Cativando segredos e intenções
Mas o amor verdadeiro é como a neve
A derreter nos mais frios corações

Decimar Biagini

Home Sweet Home - Tokomaru Bay, New Zealand

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

VOCÊ COM VOCÊ

Seus pensamentos
Criam realidade
São só momentos
De pura qualidade
Faça experimentos
Descubra sua verdade
Reflita seus medos
Faça auto-caridade

Decimar Biagini

domingo, 26 de setembro de 2010

RESSENTIMENTOS

Que se esqueça o rancor eterno
Pois vergonha e lágrimas
Fazem desse mundo o inferno
Que se proponha o virar das páginas
E saia fecundo o existencial inverno
Que se aprenda com as obras erradas
E caia o profundo mal eterno
E que se renda o abraçar nas guerreadas

Esse arremesso em queda livre
Que hoje denominamos de vida
É o recomeço que não tive
E que hoje proclamamos de acolhida
Venha cá, meu irmão, me dê o abraço
Que a passagem neste chão é tempo escasso

Decimar Biagini

A MORTE E O FOCO DO POETA

Tudo que eu pedi e ambicionei
Registrei em poesia e soneto
Ou na trova que improvisei
Desde o fogo do primeiro beijo
Até o sonho de ser amigo do rei

O poeta é altivo pecador sereno
Que quando não relata inventa
O leitor degusta o copo de veneno
Em cada rima que ele experimenta

Na sonoridade de um recital
Ou nas lágrimas de um pajador
Linhos revolvidos no surreal
Na febre das páginas do amor

Na languidez do abraço poético
Nos dedos e olhos do escandir
Tudo que eu desejei foi profético
Até na despretensão do meu sentir

Agora vou embora deste plano
Deixarei de sonhar o que não vejo
E de relatar este mundo de engano
E tua leitura será meu último desejo
Daí irei descansar no eterno sono

Decimar Biagini

A PRÁTICA E O FOCO DO POETA

Tudo que eu pedi e ambicionei
Registrei em poesia e soneto
Ou na trova que improvisei
Desde o fogo do primeiro beijo
Até o sonho de ser amigo do rei

O poeta é altivo pecador sereno
Que quando não relata inventa
O leitor degusta o copo de veneno
Em cada rima que ele experimenta

Na sonoridade de um recital
Ou nas lágrimas de um pajador
Linhos revolvidos no surreal
Na febre das páginas do amor

Na languidez do abraço poético
Nos dedos e olhos do escandir
Tudo que eu desejei foi profético
Até na despretensão do meu sentir

Decimar Biagini

sábado, 25 de setembro de 2010

VESTIDA DE POESIA

No silêncio do final do dia
Surgiu a Musa na porta do poema
Estava vestida de poesia
A noite caiu, leve como uma pena
E sua investida rendeu alegria

A amplitude de minha íris
Desenrolava no gozo da loucura
Caminhávamos entre lírios
Ouvindo cânticos de ternura

De repente acordei, lúgubre
Inquieto e sozinho na erma noite
Ao menos lá fui rei, agora fúnebre
Enterro meu sonho, triste e afoito

Decimar Biagini

sábado, 18 de setembro de 2010

QUANDO EU PARTIR

Quando eu partir
Deixarei algo de mim
E não será o meu fim
Quero ver a Musa sorrir
Como um anjo querubim
Acalmá-la no seu sentir
E explicar por que vim
E agora estou a ir

Quando eu partir
Deixarei a semente do amor
E o coração ao se abrir
Será comovente em seu torpor

Vou ali, querida Musa
E volto já, caso queira Deus
Por isso meu poema abusa
Indo embora sem dizer adeus
Pois logo logo a gente se cruza
Em caminhos meus e seus

Decimar Biagini

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

SONETO PRESO E TRAUMÁTICO

Eu andei com fome de verso
Na fraqueza de minha limitação
Procurei dar nome ao universo
Na sutiliza de minha ambição

No auto-descobrimento infesto
Na poesia presa pela indecisão
No meu desenvolvimento inverso
Na ironia da poética regressão

Cronicamente deprimido e quieto
Sem guia ou dialética direção
Criticamente emudecido em protesto

Na agonia da patética projeção
Eu andei pelo caminho que detesto
Na idolatria da profética frustração

Decimar Biagini

O FALSO SONETO LIVRE

É importante perseverar
Sem que custe a medalha
É triunfante prosperar
Sem o corte da navalha

O resultado a procurar
Sem que a vida se valha
Do frustrado ao se enganar
Em um fogo na fraca palha

Mesmo algo tão pequeno
Na fraqueza capaz de chorar
É um soneto tão terreno

Incapaz de me consolar
Sem ser livre ou ser pleno
Em quatorze versos a trilhar

Decimar Biagini

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

PONTO FINAL

As inúmeras possibilidades
De um ser em descoberta
Levam dúbias verdades
Sem que haja poesia certa

O poeta é contradizente
Pela escuza da sua verve
Completa o vácuo na mente
E ao leitor atento ele serve

Filosófica, épica, dramática
Mitogênica, coreográfica
Cosmogônica ou plástica

Nesta conceituação gráfica
Sua escrita jamais é igual
Pois tramita sem ponto final

Decimar Biagini

O SURGIMENTO DA POESIA

A poesia advém da própria fala
Fruto da necessidade de comunicação
entre elementos da alma que não cala
Produto da oralidade e da contemplação

O poeta recita a alma nas salas
insinua a linguagem enamorada
em versos embecados de gala
cria mundos no alicerce do nada

Das narrativas primitivas surgiu o ritmo
que é a sonoridade da palavra já cantada
ou simplesmente o rimar no aspecto lírico

Os versos decantados ganharam asas
do aço diluído na palavra revelada
e vida capturada em contexto estilístico.

Decimar Biagini & Wasil Sacharuk

domingo, 12 de setembro de 2010

O ÙLTIMO POEMA

Se quer saber querido leitor
Não consegui libertar o meu eu
E não vi só felicidade no amor
Nem nas rimas que o insight teceu

As “vítimas” de meus poemas
Assim são definidas por que deixaram
se levar por melodias serenas
e verdades sabidas que se moldaram

Nessa minha última escritura
Mais uma leitura aos que me interpretaram
De um poeta sem conjectura
De poesia pura aos que me acompanharam
Onde se uniu a existencial lonjura
Entre os que sozinhos nelas se identificaram
e decidiram tomar partido da leitura

Dando novo sentido e alcance
Direi que muito valeu a pena
Mas, infelizmente, não terei nova chance
Pois sepulto aqui, meu último poema

Decimar Biagini

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

CIRANDA



CIRANDA DA VIDA

Hoje eu queria sair da ciranda da vida
E brincar no carrossel do parque.
Tomar a taça da mais doce bebida
E do vento suave, sentir o toque.

Hoje, mas não seria sempre, eu quero o infinito
E um monte de coisas desencontradas,
Todas só pressentidas, mas parte de um sonho lindo,
Que me faz sonhar com estradas abertas

Em direção a novos horizontes.
Viagem que sei repleta de sustos,
Medos e ansiadas possibilidades,

Que vêm me assaltar a imaginação,
Antes quieta e segura dentre muros,
Agora, já não cabendo nos limites do coração.

- por JL Semeador, em 16/08/2010, sobre dois versos "roubados" à Poeta Larissa Fadel -

Celtic Music - A Celtic Tale

domingo, 5 de setembro de 2010

NUM PISCAR DE OLHOS


Fantasias no ar,
Segredos no mar, 
Tudo vai acontecendo 
num piscar de olhos;

Paixão distante,
Amor andante,
Tudo vai acontecendo 
num piscar de olhos;

A esperança tem o 
verde das matas,
A paz tem o 
branco das natas,
Tudo vai acontecendo 
num piscar de olhos;

Uma canção que evade do coração,
Uma antologia que penetra com emoção.
Tudo vai acontecendo 
num piscar de olhos;

Ontem amei;
Hoje amo;
Amanhã amarei;
Tudo vai acontecendo 
num piscar de olhos;

Feliz o que aproveita o presente,
Infeliz o que passa insipiente,
Tudo vai acontecendo 
num piscar de olhos;

A vida um estigma,
A morte um enigma,
Tudo vai acontecendo 
num piscar de olhos;

Grã mãe Terra que sustenta
com plenitude aos Seres.
Grã irmão Sol
que aquece aos Seres.
Tudo vai acontecendo 
num piscar de olhos;

A vida seguindo o ciclo da flor,
Desabrocha,
Enobrecendo a todos,
Começa a murchar,
Deixando o rastro do cansaço da matéria.
Tudo vai acontecendo 
num piscar de olhos;

Homem ser insignificante,
Homem ser brilhante,
Tudo vai acontecendo 
num piscar de olhos;

Deus o mistério,
Deus o majestático,
Tudo vai acontecendo 
num piscar de olhos;

Mundo do pobre,
Mundo do nobre,
Tudo vai acontecendo 
num piscar de olhos;

Ontem a criança inocente,
Hoje o adolescente indecente,
Amanha o adulto experiente,
Tudo vai acontecendo 
num piscar de olhos;

Nobre Vida,
Infame Morte,
Tudo vai acontecendo 
num piscar de olhos;

METEOROLOGIA DA ALMA


A Face anil
Toma-se obscura
As nuvens calmas
Tornam-se escuras

Vago em nevoas
Magoas,trevas



Tempestade interna
Cores ébrias
Lagrimas ácidas


E quando triste cessa
Só orvalho resta
Da meteorologia da alma

POEMA TRISTE???

Talvez este seja um poema triste,
Sem caminho e direção,
E tudo que aqui sentirdes,
Mais sentiu, um coração.

A poesia flui sem sorte,
Na alma esculpida,
Poema da morte,
Em vida...

Aqui têm voz e trombeta,
Sofredores e moribundos,
Todos que estão na sarjeta,
Sem esperanças no mundo.


Escrevo versos tortos,
Muito aquém do elixir.
Escrevo para os mortos,
Que esqueceram de cair.

Para quem se permite viver,
Apesar dos transtornos,
Para o desconhecido prazer,
Para o amor sem retorno. 

Este é um poema triste?
São só palavras sem ação,
A tristeza só existe,
Se triste ficardes então.

A dor está nos olhos de quem lê.

SIMPATIA...SALVE, SALVE!!!!



Simpatia - é o sentimento
Que nasce num só momento,
Sincero, no coração;
São dois olhares acesos
Bem juntos, unidos, presos
Numa mágica atração.

Simpatia - são dois galhos
Banhados de bons orvalhos
Nas cerejeiras do jardim;
Bem longe às vezes nascidos,
Mas que se juntam crescidos
E que se abraçam por fim.

São duas almas bem gêmeas
Que riem o mesmo riso
Que choram nos mesmos ais;
São vozes de dois amantes,
Duas liras semelhantes.
Ou dois poemas iguais.

MINHA LUA

Satélite em estado amarelado,
Feliz estando longe de nós.
Simplesmente observando, ou sendo observado.
Distante das barbáries desse mundo atroz.


Bem-aventurada por não teres habitantes,
Faz-me astronauta viajando em tua cor,
Cria em mim as forças para o suportar da dor,
Dá-me teu amor e aumenta as minhas chances.


Ser feliz um dia, quem sabe no teu solo.
Viver em fantasia, deitado no teu colo.
Ter tua companhia, sempre do meu lado.


Ter a calmaria, talvez em outro plano.
Sentir a maresia, à beira do oceano.
Ouvir tua melodia, no silêncio camuflado.

sábado, 4 de setembro de 2010

SONDA

Com dificuldade em coordenar os movimentos
Abano a cauda da poesia no olhar de um leitor
Com liberdade em retratar os sentimentos
Lanço a fralda da alegria no chorar sem ter dor

Com verdade nua e crua, faço os momentos
E compenso a nostalgia de ser mais um ator
Com saudade da harmonia no isolamento
Agradeço a oportunidade sem nenhum rancor

No entanto, algo dói dentro de mim, o vazio
Alguns ossos tremem debaixo da pele em torpor
E, em pranto, amargo do centro ao fim em desafio

Ao redor do fogo, fico esperando um gesto gentil
Mas das chamas louras vejo que foi morto o calor
E sobe na pele, traço riscado, o doce arrepio

Decimar Biagini e Dhenova

O QUE ME ANIMA?

O que me anima
É ler na poesia
A a voz que ensina
com sonoridade e alegria

Ensaístas e filósofos
Na idéia que se preconiza
Imitavam a natureza
Sem enterrar os ossos

Para onde vamos
Quais os primórdios
Que fim levamos

São nossos ópios
Fragmentados em planos
De linguísticos colóquios

Decimar Biagini

PONTO FINAL

As inúmeras possibilidades
De um ser em descoberta
Levam dúbias verdades
Sem que haja poesia certa

O poeta é contradizente
Pela escuza da sua verve
Completa o vácuo na mente
E ao leitor atento ele serve

Filosófica, épica, dramática
Mitogênica, coreográfica
Cosmogônica ou plástica

Nesta conceituação gráfica
Sua escrita jamais é igual
Pois tramita sem ponto final

Decimar Biagini

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Gmail - Espero que leia o texto: http://www.pensador.info/frase/Mjc2Mzg1/ - bacellarsergio@gmail.com

"Clarice Lispector: Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo,...

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro 'me acho, me agacho, fico ali'.
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de 'amigo' e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!


– Enviado usando a Barra de Ferramentas Google"

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

FALTA OU SOBRA?

Por fúteis formalidades
Da injustiça festejada
Por úteis imbecilidades
Da preguiça sentenciada

Liminares não concedidas
Por excesso de perquirição
A fulminar algumas vidas
Sedentas por medicação

São juízas mal resolvidas
E juizes com parca visão
Medidas recursais desprovidas

Bloqueio da ampla jurisdição
Sem custas não são conhecidas
Mais uma morte sem redenção

Decimar Biagini

sábado, 21 de agosto de 2010

CERNE


POR VEZES INCOMPREENDIDO
EM QUE A BRISA MATINAL
OFUSCA O REI SOL SEM MOTIVO
LÁ SE INSINUA O SURREAL

É QUANDO O POEMA ESTÁ ALTIVO
AO VERSEJAR SEM FINAL
EM CADA TRONCO DISTORCIDO
NUM REVELAR SEM IGUAL

ASSIM É O POETA DESPREOCUPADO
QUE TEM PRESSA NAS ESCOLHAS
DE PERFUME SENIL E AMADEIRADO

PALAVRAS ESCOLHIDAS NO CERNE
NUM INSIGHT COM SEIVA DE VIDA
PROJEÇÃO DE SOMBRA SEM EPIDERME
CUJA CASCA LEVA A RAIZ ESCANDIDA

DECIMAR BIAGINI

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

MANACIAIS DE CONTEMPLAÇÃO

Corremos por um caminho
Namoramos nas estrelas
Escrevemos um pergaminho
Completamos frases belas

Ah! Nós os tão sonhadores
Nos matamos tão devagarzinho
Vítimas de nossas próprias dores
Algozes de nosso mútuo carinho

Incorrigíveis, de variáveis humores
Velozes na cognição após o vinho
Tão incríveis, alunos e professores
Vozes de divagação num só alinho

Neste jantar com salmão fomos atores
No tecer da pura seda e nobre linho
A contemplar o coração de sucessores
A esquecer da amargura com desatino

Decimar Biagini
Calado o vento sussura ao meu ouvido: O silêncio é ó melhor lugar para se ter barulhos... a alma cala e só.

Celtic Legends - Scotland the brave

O SONHO


Acordei com um fragmento de meu sonho raro
Que encheu de luz o momento de meu calvário
Muitas vezes, ao negar-me o prazer do sono
Estava Deus, Jesus, no manto de um escapulário

Muitos meses, ao tentar me dizer de plano
Que o corpo é uma harpa de minha alma
Lóbulos meus, conduziam pranto perdulário
Ingleses, ao explicar em científico engano

Acham pouco, uma farpa que não traz calma
E os ateus, no leito de morte chamam seu dono
E o louco, fala com seres de luz sem trauma
Se é Deus, o pleito é forte, então eu o chamo

Decimar Biagini

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

QUANDO A POESIA ACORDA SEM SONO

Parecia estar esquecida ontem à noite
E, no entanto, esperou pela manhã
E sorria a sonhar adormecida em açoite
E em pranto, implorou por chibata sã

Decerto a poesia deve apanhar do poeta
Para que aprenda quem é seu nono dan
Decerto há ironia na surra incompleta
Para que se renda o dono frente à cortesã

Então que a poesia logo se desperta
Para que a luz surpreenda a frase irmã
E o vão da idolatria já sem descoberta

Ampara e seduz o poeta pela manhã
E nessa página se amplia obra incerta
Prepara e produz completa alma anciã

Decimar Biagini

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A LINGUÍSTICA E A ESSÊNCIA

Esse estudo fulcral evolutivo
Cuja tese central sou eu mesmo
É meu lúdico mal e lenitivo
Contradição natural que versejo

Entre um gole e outro de amargura
Cujo gotejar de lágrimas no cerne
É um misto de revolta e ternura
É o aproximar das ilhas sem leme

Decerto que ser poeta é navegar
Sem mapa por águas desconhecidas
Tão perto que acarreta ao observar

Um karma de mágoas despercebidas
Aberto em sua meta ao versejar
O magna escorre pelas poesias vividas

Decimar Biagini

A VÁLVULA DE ...

Poeta é uma fuga
Do mundo convencional
O poeta enxuga
A lágrima surreal

Poeta não muda
O verso é sempre igual
O poema que o acuda
Nesta lingüística desleal

Decimar Biagini

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

TE AMO FILHO!

Hoje eu queria sair da ciranda da vida e brincar de carrossel no parque!

                                                                                              Larissa Vaz Fadel

EXISTÊNCIA

sábado, 14 de agosto de 2010

bem curtinha...


"Deus age bem quiétinho, num silêncio justo, verdadeiro e sereno, porque política é algo inventado por sua criatura demasiadamente humana!" ( Cid Oliveira - Marilia-SP).

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

FOI E SERÁ

Ela era como o texto não lido
Como o cálice sagrado escondido
Como a mulher que não havia tido
Ela era o álibi para o crime concebido

Ela era o pretexto ainda não escolhido
Não era qualquer sentimento conhecido
Ela era o contexto de um poema vivido
Venha o que vier, ela será o amor sentido

Decimar Biagini

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

SONETO LIVRE AO ESQUI DA VIDA



Amante das alturas intangíveis
Espia por vales e nevascas do amor
Mandante das solturas em declives
Esquia por males no Alaska sem temor

Como poderia estar tão perto, tão perto
Ao passo que a liberdade se distancia
E sua alegria ficar decerto no deserto
No vazio de sua verdade, desde a infância

Na solidão de sua contraditada alma
Sofre e se diverte, no frio da existência
E o coração da alma lavada, em trauma

Se perde e se reverte, no vazio da vivência
E a murmuração versejada a lhe trazer calma
Se despede na verve, no vácuo da sapiência

Decimar Biagini

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O SENTIDO E O ALCANCE DO SONETO LIVRE

...........................................................................
Se o poeta tivesse o dom da clarividência
Adivinharia por onde percorreria o leitor
Mas o verso lido, seria mera coincidência
Que limitaria e compartilharia uma só dor

A leitura viraria sentimento ou sapiência
O poeta então poderia ser taxado de ator
Loucura sem sofrimento e sem vivência
Incompleta então seria sua arte sem amor

Eis que não surgiria a faceta ideal e saborosa
Sua mentira não enalteceria nobres emoções
E não se extinguiria todo o mau na sua prosa

Em suma, tanto o leitor quanto o puro poeta
Devem ser pegos com os olhos encantados
Só assim, com mútuo amor, a obra se completa

Decimar Biagini

domingo, 8 de agosto de 2010

JANTAR SEM TI

Cada vez que tracejo
A rota de meu desatino
Surge num relampejo
A solidão que lastimo

Cada vôo em saudade
Que ao amar me imagino
Cessa pela ansiedade
No verso que eu arrimo

Cada poema de verdade
Cuja poesia fica presa
Fica no peito que arde

Uma frustrante tristeza
Agora já é muito tarde
Melhor recolher a mesa

Decimar Biagini

PAI

Tu que contempla a eternidade
Talvez nunca tenha refletido
O que é ser pai na pura verdade
Talvez o tempo fez-te esquecido

Tu que andas beirando o infinito
Ao ver teus filhos na mesa farta
Talvez não aches este poema bonito
Em retrospectivas que a vida descarta

Vim lembrar-te da tua importância
Para que possas parar o vagão do tempo
E nesse desencarrilhar lá da infância

Haja uma reflexão em teu pensamento
Homem simples, sem muita ganância
Cujo coração pulsa o sangue de meu alento

Decimar Biagini

sábado, 7 de agosto de 2010

Assim...

As vezes respiro um ar que nem eu mesmo sei o quanto sopro por incapacidade de entender minha liberdade plena!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O ÚLTIMO VÔO LIVRE


O ÚLTIMO VÔO LIVRE

Eu percorri algumas linhas
Até encontrar um afago
E morri nas agruras minhas
Ao deslizar pelo abismo vago

Na queda livre avistei algo
Que não resolvi na infância
E a angústia que já não amargo
Diluiu-se em pura sapiência

Pena que não tive tempo
Era tarde demais para viver
E num último pensamento
Chorei antes de morrer


Decimar Biagini

Se de todos os meus gritos nenhum resumo de umísero eco restou, faço o dobro de fôlego para tentar algum que seja mais forte! Não havendo ainda assim resultado para os tantos surdos, passarei a gritar em silêncio, em centenas de palavras agudas, feito punhais voadores em busca de um só objetivo...furar os tímpanos de quem ouve o que se lê!

Cid Cândido de Oliveira - Eremita Urbano - Marilia - SP
Marilia, 06 de agosto de 2010.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O TEATRO DA EXISTÊNCIA


Participo de uma peça
Cujo ensaio
Não é uma promessa
De soslaio
Na cortina que fecha

Nem mesmo a curvatura
Do artista aplaudido
Nem mesmo a fissura
Do viciado ou bandido
Que rouba sem lisura
O mocinho tão querido

Nem mesmo a escritura
De um roteiro empreendido
Pelo artista que procura
Decorar ligeiro e jaz esquecido
Na entrevista sem cultura
De um entrevero sortido
De jornalistas em tortura

Participo de uma peça
Cujo ensaio
Não é uma promessa
De soslaio
Na cortina que fecha

Essa peça, é a vida
Um trem de partida
Em trilha desconhecida
Em cartaz já batido
Da filosofia desprovida
De responder o finito
À platéia entretida

Decimar Biagini

quinta-feira, 29 de julho de 2010

INTANGÍVEL

Vou dormir antes que...
Sonho com o durante...
Acordo antes que...
E a vida passa depois que...
Decimar Biagini 30/07/2010
Um dia antes do seu aniversário

terça-feira, 27 de julho de 2010

OLVIDO



Eu bem que tentei descansar
Com inflamação na polpa do dente
Maldita hora que foi inflamar
Bem na hora que dormiria silente

Eu bem que tentei descansar
Mas a flora da raiz apodreceria o dente
Bendita senhora que pode operar
A extração me poupa com medida urgente

Agora sim, posso dormir tranqüilo
Banguela, mas podendo em paz sonhar
Para mim, o osso ao extrair foi aquilo
Ou aquela, dor morrendo ao retirar

Decimar Biagini


segunda-feira, 26 de julho de 2010

POESIA TUA


POESIA TUA




Em quantas madrugadas deixei meu coração

Em noites mal julgadas corria minha mão

Pedaço de papel

Tinta no pincel

Poesia em noite fria

Acordes de fantasia

Umas na esquina, outras no porão



Julguei ser plena e pura inspiração

Sem ao menos pensar trilha o caminho a minha mão

Caminhos existentes na memória, no passado

Caminhos percorridos no presente

Caminhos jurados no futuro

Efêmeros, julgados, doce, amargo



Poesia permanente

Letra e dádiva do querer

Palavras soltas me convém

Só por não querer nem ver

A poesia brota em véus

Esquecidas ficam a lamentar

Por que se foi, pra onde foi?

Poesia é lamentar?



Não pretendo criar rimas nesse dia de lua

Só me vem no pensamento se suporto alguma ausência tua

Não quero estrelas a cair no meu recanto

Só quero meu canto

Numa beirada de lago

Numa encosta de pedra

Numa paixão , num encontro



Hoje não quero o sol

Fico na rua da história

Fico na noite de sereno



Um dia ...

Cantarei seus versos

Os versos não são meus

A poesia foge da memória pro papel

A poesia é tua

Não é de ler

Não é de admirar

É só sua

De sentir

E de me fazer calar!



Larissa Fadel 26 de julho de 2010-23:59

domingo, 25 de julho de 2010

A CORDA BAMBA DA VIDA


Quer postar no Blog Inspiraturas?

Olá, caso os nobres escribas deste blog tenham interesse, a Comuna Inspiraturas abre as portas para pessoas criativas:

http://inspiraturas.blogspot.com/2010/07/homenagem-ao-dia-do-escritor.html

HOMENAGEM AO DIA DO ESCRITOR


A diferença entre o valor obtido

Na arte de sentir e logo expor

É o porvir que motiva o escritor

A sua crença no torpor sentido
.

Proclama um amor correspondido

Ideia, pensamento, verso e cor

Escrito espalhado ou escandido

O texto é seu próprio professor
.

Assim, este desvio conhecido

Como verve ou insight literário

É o fim, do pensamento exprimido
.

Um texto sobrevive quando é lido

Depois descansará num relicário

Talvez seja de alguém o preferido.
.
Decimar Biagini e Wasil Sacharuk
25 de julho de 2010 - Dia do escritor
Foto: Érico e L. Fernando Veríssimo - Passeio em Cruz Alta-RS
Acervo Alfredo Roeber Site da Unimed

POR ONDE ANDEI?


Por onde andei?
Que o chão não sentia
Por onde andei?
Que não via nem uma via
Por onde andei?
Que a lágrima não caia
Por onde andei?
Que não fazia poesia

Por onde andei?
Decerto na própria masmorra
Por onde andei?
Decerto nos grilhões da alcova
Por onde andei?
Decerto no cume da gangorra

Por onde deveras andei?
Diga você, caro leitor
Que segue rastros que deixei
Na tela do computador

Decimar Biagini

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O POEMA QUE HOJE SOU


Um mero trato sucessivo
De palavras literárias
Aglomerado dispersivo
Nessas lavras libertárias

Semeador de sentimentos
Trovador de pobres rimas
Sou escritor de momentos
Relator dos nobres livros

Re-leitor de almas cultas
Simplificador do complexo
Opositor de sanguessugas
Cujo fervor deixa perplexo
Até mesmo o leitor de rugas

Sou a alma envelhecida
Na cambiante evolução
E na minha obra querida
Uma errante contradição

Sou o poema semântico
Sou o leme do leitor
Ora o poeta romântico
Ora chibata do feitor

Decimar Biagini

sábado, 17 de julho de 2010

DILEMA DE INVERNIA




Sim, por ora vou escrever algo
no Balcão de Poemas
Vai que alguém corre feito galgo
e responde meus dilemas

Tenho que escolher
Entre o orvalho congelado
E o gosto por escrever
Entre o fogão carregado
Com lenha a me aquecer

Entre o preparo do mate
E a espera da prenda
Entre o frio lá no meu catre
E a poesia da senda

Entre a paixão pelo leitor
E pela obra jogada na net
Entre a vida e seu sabor
E a manobra na minha sede

E aí? O que vamos escrever hoje?


Decimar Biagini

quinta-feira, 15 de julho de 2010

RASCUNHOS DA ALMA

Não tenho tempo
para discutir
alternativas

Já dizia o pensamento
em ansioso iludir
de ansiedade dispersiva

E assim passaram-se
anos de vida em vão
com decisões erradas
e o poeta em contradição
foi emitindo rascunhos
em escrituras equivocadas

Vamos nessa,
o que devemos vencer...
tantas linhas de sua alma
Difícil não perceber
Que o céu é a promessa
ruim demais
ao ponto de não querer
morrer

Decimar Biagini

O INÍCIO

Tudo começou pelas idéias e confesso que demorou até chegar ao papel. Depois de alguns anos, os papéis ficaram amarelados e resolvi digitar tudo. Então percebi que era muita coisa, muitos sentimentos, muitas flores e muitos espinhos.O incentivo que dava à minha mãe para publicar um livro, passou ser o meu incentivo.Nos meus escritos, por assim dizer, tem um pouco de tudo, um pouco da vida, falo da natureza, das coisas simples, sofisticadas, de mim, de alegrias, triztezas, decepções, drogas e vontade de ver pessoas cada vez melhores a fim de construir , ou reconstruir esse mundo para legá-lo a gerações futuras.Sou jurista e não advogada. Não advogo porque não é minha vocação. Adoro ler e estudar, por isso migrei para a área científica do Direito.A minha verdadeira vocação é ARTES. De todo tipo: Dança, teatro, Artes plásticas, música, fotografias!Sou do tipo de tem ALMA DE ARTISTA. Sou cheia de ideais e esse fato muitas vezes me leva à profundas decepções, mas também tem suas recompensas. Então fico com as recompensas!Tenho um propósito bem latente hoje: O COMBATE ÁS DROGAS. A Droga é um Câncer e não prejudica e mata só quem a utliliza, destrói também a família.Poesia, hoje para mim, é um modo de vida. Uma maneira que encontrei para descarregar sentimentos oprimidos. Então escrevo muito. Tenho poesias mirabolantes até as mais singelas.MÚSICA: ahhhh, a música, o que seria do ser humano sem uma melodia. Apesar de já ter feito piano, violão e flauta, não toco, mas gosto de ouvir as mais variadas canções e os mais variados artistas. Comecei a valorizar também a música sem rótulos. Sim. Aquele que seu vizinho compôs e você acha bonita, aquela que você compôs e gostaria de gravar. Eu, por exemplo tenho várias letras de músicas, só falta a melodia-por pouco tempo!O verbo desse blog é FAZER!Já deixei de ficar de braços cruzados a muito tempo. Sempre fiz. No meu tempo...mas sempre fiz!Consigo hoje, pensar 10 vezes antes de falar, pois posso magoar alguém ou minha fala pode ser fruto de uma mentira ou fofoca, então procuro cultivar a fala amorosa e deixar de lado a fala imprópria e inadequada.Por muitos anos analisei a palavra PERDÃO; e sinceramente acho muito difícil perdoar. Então arranjei uma saída: NÃO ME OFENDER! Dessa forma não preciso perdoar, porque não fui ofendida.Gosto muito de ler e estudar filosofia e ultimamente estou estudando doutrinas e religiões orientais.Apesar de não parecer, eu tenho uma tremenda habilidade para falar em público, principalmente com a platéia cheia. Quanto mais gente melhor.A DANÇA: é minha asa. Dançando consigo voar, plainar...Gosto de danças nas suas diversas formas, só não me convide pra dançar Funk.ARTES PLÁSTICAS: a pintura , seja ela qual for é o nosso retrato do dia. Gosto muito de pintar. Me relaxa e eu viajo nas cores. Gosto de Monet, Picasso e Portinari. Acho Da Vinci incrível, mas não faz meu estilo. Bem, adoro artistas desconhecidos, aliás são os que eu mais gosto.Quando a gente cresce, percebe que ser uma constante na vida é praticamente impossível. Nós somos seres de "altos e baixos", principalmente nos dias de hoje, onde as doenças mentais cresceram absurdamente. As pessoas hoje são tão preocupadas, correm de um lado para outro, as crianças sofrem de hiperatividade, ninguém tem gentileza no trânsito, ninguém tem mais paciencia.O mundo precisa urgente de uma palavrinha mágica chamada TOLERÂNCIA! A TOLERÂNCIA no meu ponto de vista, é a bola da vez desse século. E quando digo tolerância falo de sentido amplo. Tolerancia no trânsito, no trabalho, dentro de casa, ao telefone, com amigos, com estranhos, com a natureza, com o planeta, com VOCÊ! Sim. Temos que ser tolerantes com nós mesmos também. Se eu não consigo ser tolerante e amável comigo mesma, como conseguirei ser com quem está ao meu lado?É isso, aos poucos todos que entrarem ou participarem desse blog irão me conhecer um pouquinho melhor e o mais importante, se esforçarão para ser pessoas melhores.COMO NÃO POSSO MUDAR O MUNDO, VOU COMECAR PELAS PESSOAS!Larissa

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