Os caminhos por onde você passou se encheram de flores. E os que ainda não percorreu, aguardam ansiosos pela sua passagem...
sábado, 31 de julho de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
INTANGÍVEL
Sonho com o durante...
Acordo antes que...
E a vida passa depois que...
Decimar Biagini 30/07/2010
Um dia antes do seu aniversário
terça-feira, 27 de julho de 2010
OLVIDO

Eu bem que tentei descansar
Com inflamação na polpa do dente
Maldita hora que foi inflamar
Bem na hora que dormiria silente
Eu bem que tentei descansar
Mas a flora da raiz apodreceria o dente
Bendita senhora que pode operar
A extração me poupa com medida urgente
Agora sim, posso dormir tranqüilo
Banguela, mas podendo em paz sonhar
Para mim, o osso ao extrair foi aquilo
Ou aquela, dor morrendo ao retirar
Decimar Biagini
segunda-feira, 26 de julho de 2010
POESIA TUA
POESIA TUA
Em quantas madrugadas deixei meu coração
Em noites mal julgadas corria minha mão
Pedaço de papel
Tinta no pincel
Poesia em noite fria
Acordes de fantasia
Umas na esquina, outras no porão
Julguei ser plena e pura inspiração
Sem ao menos pensar trilha o caminho a minha mão
Caminhos existentes na memória, no passado
Caminhos percorridos no presente
Caminhos jurados no futuro
Efêmeros, julgados, doce, amargo
Poesia permanente
Letra e dádiva do querer
Palavras soltas me convém
Só por não querer nem ver
A poesia brota em véus
Esquecidas ficam a lamentar
Por que se foi, pra onde foi?
Poesia é lamentar?
Não pretendo criar rimas nesse dia de lua
Só me vem no pensamento se suporto alguma ausência tua
Não quero estrelas a cair no meu recanto
Só quero meu canto
Numa beirada de lago
Numa encosta de pedra
Numa paixão , num encontro
Hoje não quero o sol
Fico na rua da história
Fico na noite de sereno
Um dia ...
Cantarei seus versos
Os versos não são meus
A poesia foge da memória pro papel
A poesia é tua
Não é de ler
Não é de admirar
É só sua
De sentir
E de me fazer calar!
Larissa Fadel 26 de julho de 2010-23:59
domingo, 25 de julho de 2010
Quer postar no Blog Inspiraturas?
Olá, caso os nobres escribas deste blog tenham interesse, a Comuna Inspiraturas abre as portas para pessoas criativas:
http://inspiraturas.blogspot.com/2010/07/homenagem-ao-dia-do-escritor.html
HOMENAGEM AO DIA DO ESCRITOR

Proclama um amor correspondido
Assim, este desvio conhecido
POR ONDE ANDEI?

Que o chão não sentia
Por onde andei?
Que não via nem uma via
Por onde andei?
Que a lágrima não caia
Por onde andei?
Que não fazia poesia
Por onde andei?
Decerto na própria masmorra
Por onde andei?
Decerto nos grilhões da alcova
Por onde andei?
Decerto no cume da gangorra
Por onde deveras andei?
Diga você, caro leitor
Que segue rastros que deixei
Na tela do computador
Decimar Biagini
segunda-feira, 19 de julho de 2010
O POEMA QUE HOJE SOU
Um mero trato sucessivo
De palavras literárias
Aglomerado dispersivo
Nessas lavras libertárias
Semeador de sentimentos
Trovador de pobres rimas
Sou escritor de momentos
Relator dos nobres livros
Re-leitor de almas cultas
Simplificador do complexo
Opositor de sanguessugas
Cujo fervor deixa perplexo
Até mesmo o leitor de rugas
Sou a alma envelhecida
Na cambiante evolução
E na minha obra querida
Uma errante contradição
Sou o poema semântico
Sou o leme do leitor
Ora o poeta romântico
Ora chibata do feitor
Decimar Biagini
domingo, 18 de julho de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
DILEMA DE INVERNIA

Sim, por ora vou escrever algo
no Balcão de Poemas
Vai que alguém corre feito galgo
e responde meus dilemas
Tenho que escolher
Entre o orvalho congelado
E o gosto por escrever
Entre o fogão carregado
Com lenha a me aquecer
Entre o preparo do mate
E a espera da prenda
Entre o frio lá no meu catre
E a poesia da senda
Entre a paixão pelo leitor
E pela obra jogada na net
Entre a vida e seu sabor
E a manobra na minha sede
E aí? O que vamos escrever hoje?
Decimar Biagini
sexta-feira, 16 de julho de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
RASCUNHOS DA ALMA
para discutir
alternativas
Já dizia o pensamento
em ansioso iludir
de ansiedade dispersiva
E assim passaram-se
anos de vida em vão
com decisões erradas
e o poeta em contradição
foi emitindo rascunhos
em escrituras equivocadas
Vamos nessa,
o que devemos vencer...
tantas linhas de sua alma
Difícil não perceber
Que o céu é a promessa
ruim demais
ao ponto de não querer
morrer
Decimar Biagini
Gmail - Fwd: Feliz por nada - bacellarsergio@gmail.com
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Gmail - Limpa Brasil Let´s do it! - bacellarsergio@gmail.com
sábado, 10 de julho de 2010
ANTES DE VOCÊ

Não me sentia bem
Para dizer quero isso
Ou preciso disso também
Não havia pensado nisso
Minha auto-imagem
Era totalmente imprecisa
Embora com bagagem
Viajava de forma indecisa
Aceitava tudo o que acontecia
Sem sequer tomar qualquer partido
O que conquistava não merecia
Passava os dias sem os ter vivido
Em resumo, não sabia quem eu era
Como resultado, não me firmava
Verão, inverno, outono, primavera
Sentia-me cansado, e o tempo passava
Achava que o amor dependia da felicidade
Hoje descobri que é mais simples que isso
Lembrava da dor que sentia mas não era de verdade
Hoje percebi que ver requintes no amor é cediço
É preciso sofrer, ter ciúme, esperar, torcer, e sonhar
Mesmo sem querer, o amor é vaga-lume, é sorrir, é chorar
Decimar Biagini
domingo, 4 de julho de 2010
OUTRA DIMENSÃO

O corpo físico
E o mundo material
Meu eu metafísico
Escreve no surreal
Meus pensamentos
Criam realidade
E o meu tempo
Contado pela metade
Os aspectos mais importantes
Para tentar conquistar motivação
Meus atos são mera vontade
De transmutar de dimensão
Minha capacidade de identificar
Medos, fraquezas, superstições
São poemas de verdade a ficar
Nos leitores e suas interpretações
Aprenda com seus erros
Deixe os do Poeta aos treinados
Atitude de meus desvelos
A construir em versos meus reinados
Além da sua percepção
Conto com a leitura que queima
Pois quem lê com o coração
Absorve a cultura serena
Decimar Biagini
A LEI SECA E AS ALTERNATIVAS

P.... que pariu! Pisa no freio zé!
Já dizia aquela música do barnabé
O Zé, não te aperta
e breca essa condução
é melhor a lesma lerda
do que bancar avião
a porta está aberta
para outra dimensão
Enquanto tomo cerveja alguém morre
Pelo menos estou em casa, sem risco
Quanto aos demais, a SAMU socorre
Andar de carro, que nada, ando arisco
Não tomo chá de sumiço
não sou feito de fumaça
prefiro ficar no enguiço
beijando a minha cachaça
morrer não é meu ofício
e a vida não é de graça
Não preciso curtir sertaneja só pelo social
Nem comer ovo em conserva por falta de opção
Fico aqui, no que assim seja, não faz mal
Faço poema novo, sem reserva, em libertação
E pelo que vi, minha cerveja, é companhia real
O verso que louvo, logo leva, à outra dimensão
Num scrap que li, que o leitor veja, a poesia virtual
P... que pariu! Pisa no freio zé!
Já dizia aquela música do barnabé
Em casa não perco dinheiro, sabe "comé"
Daqui até o banheiro, o trajeto é à pé
Decimar Biagini e Wasil Sacharuk
sábado, 3 de julho de 2010
O PRAZER DE VER E JOGAR FUTEBOL
De que vale jogar para dizer que venceu
Sem ter o prazer da arte do improviso
Onde não existe perdedor ou vencedor
Tentei esquecer, mas nem mesmo isso
Me fez apagar o garrincha driblador
A forma como Ronaldinho batia falta
Ou as arrancadas de Ronaldo fenômeno
Sou um simples poeta de Cruz Alta
Perto de Érico Veríssimo sou anônimo
Mas via poesia no futebol de antanho
E a descrevia com os olhos de um menino
Hoje vejo um técnico teimoso e medonho
Que nasceu em Ijuí, meu rival vizinho
Decerto dizer que ele é colorado e burro
Mas mesmo assim, fico triste pelo Brasil
Pois de que vale bater bola contra o muro
E o muro ser a nação triste com seu curto pavio
Caiu, para mim, o gosto pelo futebol
Prefiro a música, o poema, a pintura, a morena
Observem que para estas sempre há sol
Na arte não há perdedor, o prazer entra em cena
Decimar Biagini