
Os caminhos por onde você passou se encheram de flores. E os que ainda não percorreu, aguardam ansiosos pela sua passagem...
domingo, 25 de julho de 2010
Quer postar no Blog Inspiraturas?
Olá, caso os nobres escribas deste blog tenham interesse, a Comuna Inspiraturas abre as portas para pessoas criativas:
http://inspiraturas.blogspot.com/2010/07/homenagem-ao-dia-do-escritor.html
HOMENAGEM AO DIA DO ESCRITOR

Proclama um amor correspondido
Assim, este desvio conhecido
POR ONDE ANDEI?

Que o chão não sentia
Por onde andei?
Que não via nem uma via
Por onde andei?
Que a lágrima não caia
Por onde andei?
Que não fazia poesia
Por onde andei?
Decerto na própria masmorra
Por onde andei?
Decerto nos grilhões da alcova
Por onde andei?
Decerto no cume da gangorra
Por onde deveras andei?
Diga você, caro leitor
Que segue rastros que deixei
Na tela do computador
Decimar Biagini
segunda-feira, 19 de julho de 2010
O POEMA QUE HOJE SOU
Um mero trato sucessivo
De palavras literárias
Aglomerado dispersivo
Nessas lavras libertárias
Semeador de sentimentos
Trovador de pobres rimas
Sou escritor de momentos
Relator dos nobres livros
Re-leitor de almas cultas
Simplificador do complexo
Opositor de sanguessugas
Cujo fervor deixa perplexo
Até mesmo o leitor de rugas
Sou a alma envelhecida
Na cambiante evolução
E na minha obra querida
Uma errante contradição
Sou o poema semântico
Sou o leme do leitor
Ora o poeta romântico
Ora chibata do feitor
Decimar Biagini
domingo, 18 de julho de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
DILEMA DE INVERNIA

Sim, por ora vou escrever algo
no Balcão de Poemas
Vai que alguém corre feito galgo
e responde meus dilemas
Tenho que escolher
Entre o orvalho congelado
E o gosto por escrever
Entre o fogão carregado
Com lenha a me aquecer
Entre o preparo do mate
E a espera da prenda
Entre o frio lá no meu catre
E a poesia da senda
Entre a paixão pelo leitor
E pela obra jogada na net
Entre a vida e seu sabor
E a manobra na minha sede
E aí? O que vamos escrever hoje?
Decimar Biagini
sexta-feira, 16 de julho de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
RASCUNHOS DA ALMA
para discutir
alternativas
Já dizia o pensamento
em ansioso iludir
de ansiedade dispersiva
E assim passaram-se
anos de vida em vão
com decisões erradas
e o poeta em contradição
foi emitindo rascunhos
em escrituras equivocadas
Vamos nessa,
o que devemos vencer...
tantas linhas de sua alma
Difícil não perceber
Que o céu é a promessa
ruim demais
ao ponto de não querer
morrer
Decimar Biagini
Gmail - Fwd: Feliz por nada - bacellarsergio@gmail.com
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Gmail - Limpa Brasil Let´s do it! - bacellarsergio@gmail.com
sábado, 10 de julho de 2010
ANTES DE VOCÊ

Não me sentia bem
Para dizer quero isso
Ou preciso disso também
Não havia pensado nisso
Minha auto-imagem
Era totalmente imprecisa
Embora com bagagem
Viajava de forma indecisa
Aceitava tudo o que acontecia
Sem sequer tomar qualquer partido
O que conquistava não merecia
Passava os dias sem os ter vivido
Em resumo, não sabia quem eu era
Como resultado, não me firmava
Verão, inverno, outono, primavera
Sentia-me cansado, e o tempo passava
Achava que o amor dependia da felicidade
Hoje descobri que é mais simples que isso
Lembrava da dor que sentia mas não era de verdade
Hoje percebi que ver requintes no amor é cediço
É preciso sofrer, ter ciúme, esperar, torcer, e sonhar
Mesmo sem querer, o amor é vaga-lume, é sorrir, é chorar
Decimar Biagini
domingo, 4 de julho de 2010
OUTRA DIMENSÃO
OUTRA DIMENSÃOO corpo físico
E o mundo material
Meu eu metafísico
Escreve no surreal
Meus pensamentos
Criam realidade
E o meu tempo
Contado pela metade
Os aspectos mais importantes
Para tentar conquistar motivação
Meus atos são mera vontade
De transmutar de dimensão
Minha capacidade de identificar
Medos, fraquezas, superstições
São poemas de verdade a ficar
Nos leitores e suas interpretações
Aprenda com seus erros
Deixe os do Poeta aos treinados
Atitude de meus desvelos
A construir em versos meus reinados
Além da sua percepção
Conto com a leitura que queima
Pois quem lê com o coração
Absorve a cultura serena
Decimar Biagini
A LEI SECA E AS ALTERNATIVAS

P.... que pariu! Pisa no freio zé!
Já dizia aquela música do barnabé
O Zé, não te aperta
e breca essa condução
é melhor a lesma lerda
do que bancar avião
a porta está aberta
para outra dimensão
Enquanto tomo cerveja alguém morre
Pelo menos estou em casa, sem risco
Quanto aos demais, a SAMU socorre
Andar de carro, que nada, ando arisco
Não tomo chá de sumiço
não sou feito de fumaça
prefiro ficar no enguiço
beijando a minha cachaça
morrer não é meu ofício
e a vida não é de graça
Não preciso curtir sertaneja só pelo social
Nem comer ovo em conserva por falta de opção
Fico aqui, no que assim seja, não faz mal
Faço poema novo, sem reserva, em libertação
E pelo que vi, minha cerveja, é companhia real
O verso que louvo, logo leva, à outra dimensão
Num scrap que li, que o leitor veja, a poesia virtual
P... que pariu! Pisa no freio zé!
Já dizia aquela música do barnabé
Em casa não perco dinheiro, sabe "comé"
Daqui até o banheiro, o trajeto é à pé
Decimar Biagini e Wasil Sacharuk
sábado, 3 de julho de 2010
O PRAZER DE VER E JOGAR FUTEBOL
De que vale jogar para dizer que venceu
Sem ter o prazer da arte do improviso
Onde não existe perdedor ou vencedor
Tentei esquecer, mas nem mesmo isso
Me fez apagar o garrincha driblador
A forma como Ronaldinho batia falta
Ou as arrancadas de Ronaldo fenômeno
Sou um simples poeta de Cruz Alta
Perto de Érico Veríssimo sou anônimo
Mas via poesia no futebol de antanho
E a descrevia com os olhos de um menino
Hoje vejo um técnico teimoso e medonho
Que nasceu em Ijuí, meu rival vizinho
Decerto dizer que ele é colorado e burro
Mas mesmo assim, fico triste pelo Brasil
Pois de que vale bater bola contra o muro
E o muro ser a nação triste com seu curto pavio
Caiu, para mim, o gosto pelo futebol
Prefiro a música, o poema, a pintura, a morena
Observem que para estas sempre há sol
Na arte não há perdedor, o prazer entra em cena
Decimar Biagini
quarta-feira, 30 de junho de 2010
MEU COTIDIANO E MEU MEDO
Subtraída pelo coração que ama
Medo de acordar cedo
E despedir-se da musa na cama
Sei que o dia não se resume
Nisso que chamamos de amor
Que nossa esperança é vagalume
Um dia alegria e outro dissabor
Mas tenho medo de sair de casa
Medo de ir ao trabalho e não voltar
Por isso que meu poema tem asa
Para nesse atalho poder sonhar
Decimar Biagini
domingo, 27 de junho de 2010
O RIACHO DA VIDA

Queria ser um riacho calmo
Que percorre a várzea infinda
Queria lutar sem ter o elmo
Da fúria que não é bem vinda
Queria preencher minha necessidade
Sem que viesse outra logo a diante
E nas curvas de cada relevo de ansiedade
Viesse a Musa a me fazer seu amante
E seguiria meu curso de forma serena
Na voz que ilumina o silêncio da mata
E paralelamente na canoa, minha morena
Atrás da saudade que fulmina e encanta
E incansáveis as trajetórias de minha alma
Que por ora vem a água a lavar as montanhas
De outra baila, em dias de seca, provoca trauma
E Deus chora, cura a mágoa, a aliviar entranhas
Então o grande encontro, a alma no rio deságua
E lá eu me desmonto, desfaz-se o riacho da vida
E o poema que hoje conto, é para ti, Musa querida
Decimar Biagini
sábado, 26 de junho de 2010
FALE-ME DA LIBERDADE, DO AMOR E DA VIDA
- Fale-me da liberdade, querido poeta
Como o cachorro que contempla o dono
Preso em um momento de atenção
Esperarei que alcance a sua meta
Pois morro pelo que ostenta o trono
Enquanto brilhar o sol na imensidão
Manterei sua alma em página aberta - Solto como folha em brisa de outono
- Fale-me do amor, querido poeta
Como o escravo que serve seu senhor
Preso sem direito à boa alimentação
Esperarei por migalhas com alma inquieta
E ali me encontrarei com teu esplendor - Pois de que vale o grilhão sem a libertação?
- Fale-me da vida, querido poeta
Como o pássaro que ensaia o primeiro salto
Só amarei e serei verdadeiramente livre
Quando aprender a lançar-me na hora certa
Deixando que o amor me pegue de assalto
E então verei o grande poema que não tive - Vendo na liberdade minha obra completa
Decimar Biagini
sexta-feira, 25 de junho de 2010
POETA CEGO
Neste teclado, frustrado
A má sorte que rogo
É para o ser amargurado
Que alma inquieta
Cujo escrever é engodo
Hoje me chamo poeta
Pois ser leitor é fogo
Não consigo ler minha alma
De forma contumaz a publico-a na rede
A interpretação alheia me acalma
O saciar é fugaz, logo vem a sede
Decimar Biagini