A LUZ DO ANO NOVO
É possível purificar o ano
Para criar mais prosperidade
Não se sacrificar a todo pano
A desperdiçar sua liberdade
Deixe o seu verdadeiro eu
Dispersar toda a introfelicidade
A força vital do universo seu
Está além dos fogos e da amizade
Das superstições em peças íntimas
Das devoções aos santos e divindades
Está nas emoções mais lídimas
E nas prospecções de sua verdade
A virada do ano é o marco para a renovação
Para existência plena de energia e alegria
Está no calor humano da simples união
Ou no retiro para encontrar sua sintonia
Se seu ano foi vitorioso, tome cuidado
Pois as vitórias não trazem sabedoria
Se seu ano foi ruinoso, busque aprendizado
Esteja disposto a assumir riscos
Mesmo que não tenha nada a perder
Leve os rituais e acessórios como obeliscos
E atente-se na purificação do seu ser
Decimar Biagini
">
Os caminhos por onde você passou se encheram de flores. E os que ainda não percorreu, aguardam ansiosos pela sua passagem...
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
sábado, 18 de dezembro de 2010
OS SINOS DE NATAL E O XADREZ DA VIDA
OS SINOS DE NATAL
Pai? Posso bater o sino
Não menino, vai se atrasar para a ceia
Mas pai, sou só um menino
Terei várias ceias para passar com a família
Tudo bem rapaz, faça o que der na telha
Mas seu pai está doente e não terá mais uma
Esse fogo de natal para mim é a última centelha
Pai? Socorro, o pai caiu, chamem um médico
Meia noite o menino toca o sino, missa de sétimo dia
Seu pai estava com câncer e era diabético
Não fazia tratamento para aquela sina, por pura teimosia
Decimar Biagini
O XADREZ DA VIDA
Algumas respostas
Só vem com o tempo
Grandes apostas
No xadrez do pensamento
Já fui peão, queixei-me ao bispo
Já coloquei o rei em risco
Já fodi rainha na torre preta
Já sorri orando na torre branca
Já perdi poetando sem caneta
Já venci improvisando poesia santa
Então resolvi jogar xadrez
Com as peças da rima viciante
O que percebi dessa vez:
"Todos vão para a caixa no mesmo instante"
E vou dizer uma coisa para vocês
Para um peão, isso é tão confortante...
Decimar Biagini
Pai? Posso bater o sino
Não menino, vai se atrasar para a ceia
Mas pai, sou só um menino
Terei várias ceias para passar com a família
Tudo bem rapaz, faça o que der na telha
Mas seu pai está doente e não terá mais uma
Esse fogo de natal para mim é a última centelha
Pai? Socorro, o pai caiu, chamem um médico
Meia noite o menino toca o sino, missa de sétimo dia
Seu pai estava com câncer e era diabético
Não fazia tratamento para aquela sina, por pura teimosia
Decimar Biagini
O XADREZ DA VIDA
Algumas respostas
Só vem com o tempo
Grandes apostas
No xadrez do pensamento
Já fui peão, queixei-me ao bispo
Já coloquei o rei em risco
Já fodi rainha na torre preta
Já sorri orando na torre branca
Já perdi poetando sem caneta
Já venci improvisando poesia santa
Então resolvi jogar xadrez
Com as peças da rima viciante
O que percebi dessa vez:
"Todos vão para a caixa no mesmo instante"
E vou dizer uma coisa para vocês
Para um peão, isso é tão confortante...
Decimar Biagini
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
O RETORNO AO BAR DO ESCRITOR
Cheguei bem perto do cume
Avistei algumas águias comigo
Em uma esperança vagalume
Parei de observar meu umbigo
Deixei de escrever poesia
Larguei a rima viciante
Foi-se então minha alegria
Em buscar o poema triunfante
Fiz um passeio na abstenção
Apenas observar escritores em silêncio
Tudo que senti foi a solidão
E sequer do leitor tive um lenço
Então a lágrima caiu no chão
Agora que retorno à poesia
Senti um vazio mais profundo
Não era isso que eu queria
Ser apenas uma alma no mundo
Alma errante e nada talentosa
Que relata sentimentos corriqueiros
Numa estante de prosa
Chamado de Bar pelos Orkuteiros
E aqui estou, triste e solitário
Pedindo mais uma dose de amargura
Nada restou, além do meu calvário
Sou mendigo do elogio, a vida é dura
Decimar Biagini
Avistei algumas águias comigo
Em uma esperança vagalume
Parei de observar meu umbigo
Deixei de escrever poesia
Larguei a rima viciante
Foi-se então minha alegria
Em buscar o poema triunfante
Fiz um passeio na abstenção
Apenas observar escritores em silêncio
Tudo que senti foi a solidão
E sequer do leitor tive um lenço
Então a lágrima caiu no chão
Agora que retorno à poesia
Senti um vazio mais profundo
Não era isso que eu queria
Ser apenas uma alma no mundo
Alma errante e nada talentosa
Que relata sentimentos corriqueiros
Numa estante de prosa
Chamado de Bar pelos Orkuteiros
E aqui estou, triste e solitário
Pedindo mais uma dose de amargura
Nada restou, além do meu calvário
Sou mendigo do elogio, a vida é dura
Decimar Biagini
sábado, 27 de novembro de 2010
NUANCES DE UM TRAFICANTE
NUANCES DO TRAFICANTE
E se eu tomasse este rumo?
E se eu fumasse este fumo?
E se eu usasse só para consumo?
E se eu vendesse só o sumo?
E se eu contratasse uns caras?
E se eles vendessem para mim?
E seu comprasse umas armas?
E se nos devedores desse um fim?
E se eu comprasse os políticos?
E se eu extorquisse a comunidade?
E se eu fosse terrorista em momentos críticos?
E se eu lembrasse quem eu sou de verdade?
Humano? Não, agora é tarde demais
Sou uma dúvida encarcerada
Jogado em Catanduva com meus iguais
Decimar Biagini
E se eu tomasse este rumo?
E se eu fumasse este fumo?
E se eu usasse só para consumo?
E se eu vendesse só o sumo?
E se eu contratasse uns caras?
E se eles vendessem para mim?
E seu comprasse umas armas?
E se nos devedores desse um fim?
E se eu comprasse os políticos?
E se eu extorquisse a comunidade?
E se eu fosse terrorista em momentos críticos?
E se eu lembrasse quem eu sou de verdade?
Humano? Não, agora é tarde demais
Sou uma dúvida encarcerada
Jogado em Catanduva com meus iguais
Decimar Biagini
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
A BRAVURA
A mente modificou
Um dínamo
Energia gerou
De nada adiantava
Ser forte como um touro
Se abúlico aparentava
Sem força, sem estouro
Esta vontade que hoje busco
Para ter o auto-domínio
Libertar o ser que ofusco
Sem provocar auto-extermínio
É que o enérgico só se aplica
Ao caráter do ser combatente
Ser desrespeitoso não se explica
É preciso ter a idéia latente
O homem de caráter forte
Reencontra o hábito de ser dono de si
Em mim encontrarei o norte
Tomando meu curso daqui até o fim
Decimar Biagini
Um dínamo
Energia gerou
De nada adiantava
Ser forte como um touro
Se abúlico aparentava
Sem força, sem estouro
Esta vontade que hoje busco
Para ter o auto-domínio
Libertar o ser que ofusco
Sem provocar auto-extermínio
É que o enérgico só se aplica
Ao caráter do ser combatente
Ser desrespeitoso não se explica
É preciso ter a idéia latente
O homem de caráter forte
Reencontra o hábito de ser dono de si
Em mim encontrarei o norte
Tomando meu curso daqui até o fim
Decimar Biagini
domingo, 21 de novembro de 2010
OS VOTOS DO NOIVADO
Enfim, o adorado projeto
Amar e ser amado
Território hoje descoberto
Ser amado por ti, é meu alento
Hoje estou com coração aberto
A sentir tua alma em meu pensamento
Manterei o olhar sempre atento
Confrontando a calma deste sentimento
Pois admito ser um pouco ciumento
Para apimentar o que nutro no momento
Chamem de delírio ardente
De pureza celestial ou delírio insano
Sou teu amigo, teu amado e teu amante
Quanta beleza ao final deste ano
Tornei-me noivorido num instante
Lemos 1 Coríntios 13* de joelhos na igreja
Em troca de alianças triunfante
Votos proferidos e que assim seja
A devota lembrança da sintonia brilhante
Se amar é viver sem despertar de um sonho
Contigo quero ter o sonhar pleno que proponho
Na cama da vida adormeceremos cantando
Tendo nossa guarida ao envelhecermos sonhando
Decimar Biagini
________________________________________________
*
"1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos,
e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios
e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que
transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria."
Amar e ser amado
Território hoje descoberto
Ser amado por ti, é meu alento
Hoje estou com coração aberto
A sentir tua alma em meu pensamento
Manterei o olhar sempre atento
Confrontando a calma deste sentimento
Pois admito ser um pouco ciumento
Para apimentar o que nutro no momento
Chamem de delírio ardente
De pureza celestial ou delírio insano
Sou teu amigo, teu amado e teu amante
Quanta beleza ao final deste ano
Tornei-me noivorido num instante
Lemos 1 Coríntios 13* de joelhos na igreja
Em troca de alianças triunfante
Votos proferidos e que assim seja
A devota lembrança da sintonia brilhante
Se amar é viver sem despertar de um sonho
Contigo quero ter o sonhar pleno que proponho
Na cama da vida adormeceremos cantando
Tendo nossa guarida ao envelhecermos sonhando
Decimar Biagini
________________________________________________
*
"1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos,
e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios
e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que
transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria."
sábado, 13 de novembro de 2010
O RETORNO À VOLÚPIA DA POESIA
Precipuamente
Larguei a poesia
Paulatinamente
Loucura eu diria
Sob o prisma
Do esquecimento
Ou na cisma
Com o meu momento
Sem a brisa
Do encantamento
Ignorei meu dom
Por rudes trabalhos mentais
Desliguei o som
De memórias ancestrais
Em seráficos olhares
Sobrevoando sobre mananciais
Observei avatares
Em conveniências abissais
Nada vi além do vulgo inconsciente
No idílico galope eleitoral
Larguei mão de ser poeta e virei gente
E tratei de fazer o banal
Abstive-me da verve
Que me jogava em poesia sideral
Uma só estrela não serve
Diante do prisma existencial
Tornei-me um autômato
Fantoche capitalista famigerado
Para alimentar o estômago
Do consumismo exacerbado
Refiz o trajeto das dívidas
Obrei como ser comum
E pelas faturas distribuídas
Tornei-me apenas mais um
O mercantilismo então se justificaria
No espúrio abusivo de meu rum
Ópio de quem larga a idolatria
De quem escrevia o poema nu
Mas houvesse de fato
O estúpido fanatismo de poeta
E perdesse aquele barato
De escrever obra serena em mente aberta
Morreria paupérrimo de cultura
Numa divinização acomodada e patética
Tentando ser estrela antes da sepultura
Esta gripe, taxada de poética
Que encontrei na febre da globalização
Que fez da internet a luz profética
De idolatrar o poeta na mesma encarnação
É a obra encarada sob a severa crítica
Aquela cujo algoz é meu próprio coração
Desprovida de hermenêutica analítica
Cujo desbravar é o amor pela improvisação
Para concluir na transcendência desse fenômeno
Que me tornou o mais severo concorrente
Daquele que leva como Decimar Biagini o pseudônimo
Suprimindo um Silveira menos indulgente
Deixo nessa obra uma tarefa nada espartana
Rebelde de métrica, mas fiel ao retórico estilo
Liberdade poética, de transparência mundana
Cuja grande dialética, é a autenticidade do brilho
Vento que me varre, em folhas de ilusões
Viva ardência no encantamento do improviso
A buscar a mesma sintonia em distantes corações
Mesma vivência sob o firmamento do lirismo
Junção de afinidades na leitura de projeções
Minudenciar de profundas raízes poéticas
Ideias súbitas na espontaneidade de explosões
Erupção latente e pervicaz, sem aspirações léxicas
Decimar Biagini
Larguei a poesia
Paulatinamente
Loucura eu diria
Sob o prisma
Do esquecimento
Ou na cisma
Com o meu momento
Sem a brisa
Do encantamento
Ignorei meu dom
Por rudes trabalhos mentais
Desliguei o som
De memórias ancestrais
Em seráficos olhares
Sobrevoando sobre mananciais
Observei avatares
Em conveniências abissais
Nada vi além do vulgo inconsciente
No idílico galope eleitoral
Larguei mão de ser poeta e virei gente
E tratei de fazer o banal
Abstive-me da verve
Que me jogava em poesia sideral
Uma só estrela não serve
Diante do prisma existencial
Tornei-me um autômato
Fantoche capitalista famigerado
Para alimentar o estômago
Do consumismo exacerbado
Refiz o trajeto das dívidas
Obrei como ser comum
E pelas faturas distribuídas
Tornei-me apenas mais um
O mercantilismo então se justificaria
No espúrio abusivo de meu rum
Ópio de quem larga a idolatria
De quem escrevia o poema nu
Mas houvesse de fato
O estúpido fanatismo de poeta
E perdesse aquele barato
De escrever obra serena em mente aberta
Morreria paupérrimo de cultura
Numa divinização acomodada e patética
Tentando ser estrela antes da sepultura
Esta gripe, taxada de poética
Que encontrei na febre da globalização
Que fez da internet a luz profética
De idolatrar o poeta na mesma encarnação
É a obra encarada sob a severa crítica
Aquela cujo algoz é meu próprio coração
Desprovida de hermenêutica analítica
Cujo desbravar é o amor pela improvisação
Para concluir na transcendência desse fenômeno
Que me tornou o mais severo concorrente
Daquele que leva como Decimar Biagini o pseudônimo
Suprimindo um Silveira menos indulgente
Deixo nessa obra uma tarefa nada espartana
Rebelde de métrica, mas fiel ao retórico estilo
Liberdade poética, de transparência mundana
Cuja grande dialética, é a autenticidade do brilho
Vento que me varre, em folhas de ilusões
Viva ardência no encantamento do improviso
A buscar a mesma sintonia em distantes corações
Mesma vivência sob o firmamento do lirismo
Junção de afinidades na leitura de projeções
Minudenciar de profundas raízes poéticas
Ideias súbitas na espontaneidade de explosões
Erupção latente e pervicaz, sem aspirações léxicas
Decimar Biagini
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
NUTRIÇÃO DA ALMA
NUTRIÇÃO DA ALMA
A palavra mudança
Gera desconfiança
A palavra sucesso
Leva ao progresso
Quando acordar
Olhe no espelho
Tente se amar
Com mais esmero
Faça uma lista
Trace metas
Foco na conquista
E em escolhas certas
Fuja dos pensamentos
Quando negativos
Evite alguns momentos
Meio dispersivos
Esqueça os sentimentos
Receosos e destrutivos
Cultive seus alimentos
E torne-os nutritivos
Decimar Biagini
A palavra mudança
Gera desconfiança
A palavra sucesso
Leva ao progresso
Quando acordar
Olhe no espelho
Tente se amar
Com mais esmero
Faça uma lista
Trace metas
Foco na conquista
E em escolhas certas
Fuja dos pensamentos
Quando negativos
Evite alguns momentos
Meio dispersivos
Esqueça os sentimentos
Receosos e destrutivos
Cultive seus alimentos
E torne-os nutritivos
Decimar Biagini
sábado, 30 de outubro de 2010
A ETERNA BUSCA
Eu queria manifestar
A essência do poeta
Não apenas relatar
Experiência ou meta
Nessa terra não há
Ninguém comparado
Tudo está onde está
Nada está ao meu lado
Desculpai-me leitor
Pela prepotência
Meu verso não terá dor
Sequer benevolência
Não é um relato
Do mestre silencioso
Não é algo exato
E sim algo pretencioso
É o grito sufocado
Sem tom espirituoso
Não é um recado
Ou criticar sulfuroso
É a busca do meu eu
Num lugar auspicioso
Lá onde o tempo esqueceu
Um poeta vitorioso
Decimar Biagini
A essência do poeta
Não apenas relatar
Experiência ou meta
Nessa terra não há
Ninguém comparado
Tudo está onde está
Nada está ao meu lado
Desculpai-me leitor
Pela prepotência
Meu verso não terá dor
Sequer benevolência
Não é um relato
Do mestre silencioso
Não é algo exato
E sim algo pretencioso
É o grito sufocado
Sem tom espirituoso
Não é um recado
Ou criticar sulfuroso
É a busca do meu eu
Num lugar auspicioso
Lá onde o tempo esqueceu
Um poeta vitorioso
Decimar Biagini
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
SOTURNO E SALUTAR
Viajei para um terreno nostálgico
Visitei soturnos brejos existenciais
Tomei na regressão o veneno lisérgico
Avistei rumos em relampejos não usuais
Libertei a criança que esqueceu de crescer
Ela corria feliz ouvindo coaxar de sapos
Ela tinha todo direito pois nasceu para morrer
Então o que fiz foi vindo a juntar trapos
E nesta colcha de retalhos o destino pude ver
A minha necessidade de abandonar
Atitudes negativas dispersas no versejar
Vinha em ansiedade sem gosto no olhar
Virtudes positivas foram renovadas ao viajar
Redundante verdade sem imposto a pagar
Agora vim relatar a você leitor de trajetórias
Para que possa libertar suas características mentais
E possa analisar as crenças em tarefas inglórias
Vá ao passado, visite seus brejos existenciais!
Decimar Biagini
Visitei soturnos brejos existenciais
Tomei na regressão o veneno lisérgico
Avistei rumos em relampejos não usuais
Libertei a criança que esqueceu de crescer
Ela corria feliz ouvindo coaxar de sapos
Ela tinha todo direito pois nasceu para morrer
Então o que fiz foi vindo a juntar trapos
E nesta colcha de retalhos o destino pude ver
A minha necessidade de abandonar
Atitudes negativas dispersas no versejar
Vinha em ansiedade sem gosto no olhar
Virtudes positivas foram renovadas ao viajar
Redundante verdade sem imposto a pagar
Agora vim relatar a você leitor de trajetórias
Para que possa libertar suas características mentais
E possa analisar as crenças em tarefas inglórias
Vá ao passado, visite seus brejos existenciais!
Decimar Biagini
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BREJO,
BUSCA,
CAMINHOS,
DECIMAR BIAGINI,
EXISTENCIAL,
TRILHAR
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
SOLO DE AMOR
SOLO DE AMOR
Cala a terra arada no pó
Espera a chuva no seu lugar
Quimera que fica na solidão
Ao relento dois destinos
E um só coração.
Harmonia que tira a guerra
Gira no amarelo do girassol
Planta semente e alento
Deixa vestígios na memória do vento
Antes que o sol acorde
Lembra a saudade da noite fria
Sinta brotar o pranto
Que rega a planta de calmaria
Inunda a terra de verde
com os olhos teus
pinta de vermelho as flores
com os desejos meus
Faz solo fértil com a boca tua
Semeia o ventre e a canção
Descansa no orvalho da terra crua
Colha minha doçura com tua mão
Canta vontades antes temidas
Que eu canto a imensidão
Faz poema que risca o céu
Contorne meu corpo com pincel
Traço de bem querer
Deitada na terra nua
Só tua eu quero ser!
Larissa Fadel
Cala a terra arada no pó
Espera a chuva no seu lugar
Quimera que fica na solidão
Ao relento dois destinos
E um só coração.
Harmonia que tira a guerra
Gira no amarelo do girassol
Planta semente e alento
Deixa vestígios na memória do vento
Antes que o sol acorde
Lembra a saudade da noite fria
Sinta brotar o pranto
Que rega a planta de calmaria
Inunda a terra de verde
com os olhos teus
pinta de vermelho as flores
com os desejos meus
Faz solo fértil com a boca tua
Semeia o ventre e a canção
Descansa no orvalho da terra crua
Colha minha doçura com tua mão
Canta vontades antes temidas
Que eu canto a imensidão
Faz poema que risca o céu
Contorne meu corpo com pincel
Traço de bem querer
Deitada na terra nua
Só tua eu quero ser!
Larissa Fadel
terça-feira, 19 de outubro de 2010
A ARTE DE MORRER
A ARTE DE MORRER
Essência da vida.
Alma eterna.
Mistério definitivo,
Inexprimível,
Indefinível.
Resp ostas rejeitadas, colapso
Pergunta irrespondível
Milagre da mente
A arquitetar perguntas que desaparecem
E no saber, a experiência existencial
A semente cresce
Botão de rosa que sabe como abrir
E o conhecimento divaga
Nas raízes da mente
Na sabedoria
Você não é mais
Dentro do inexplorado
Interior da Existência
Viável à mente
Somente o silêncio
Nenhuma pergunta,
Nenhuma resposta,
Íntima sensação sem palavras
Só o incomunicável
Espada para cortar pensamentos
E todas as respostas
Escutar de corpo e alma
Os dois infinitos
Sonata de Beethoven
O coração em nostalgia
Mesmo com rota definida
Ninguém sabe onde está
Na Auto estrada da multidão
Todos estão na mesma posição
Indo a lugar nenhum
Mas na mesma direção
E então você fica só
Sua solidão total
É necessário morrer,
Cair pra renascer
Nas fontes infinitas de vida
É a arte de morrer
Cair para o coração...
Onde não há marcos de referência
Cair num abismo
Caída de amor
Uma queda
Mas caminho sólido não há
O coração não está cartografado.
O coração treme de medo
Quebrar paredes de pedra,
Libertar-se do rochoso pensamento;
Dogmas, preconceitos.
Libertar-se da prisão
Ter uma certa descontinuidade
Olhar pra trás
E Morrer...
Sentir que foi como um sonho
Uma história que jamais fora sua
E Nascer!
Larissa Fadel
Essência da vida.
Alma eterna.
Mistério definitivo,
Inexprimível,
Indefinível.
Resp
Pergunta irrespondível
Milagre da mente
A arquitetar perguntas que desaparecem
E no saber, a experiência existencial
A semente cresce
Botão de rosa que sabe como abrir
E o conhecimento divaga
Nas raízes da mente
Na sabedoria
Você não é mais
Dentro do inexplorado
Interior da Existência
Viável à mente
Somente o silêncio
Nenhuma pergunta,
Nenhuma resposta,
Íntima sensação sem palavras
Só o incomunicável
Espada para cortar pensamentos
E todas as respostas
Escutar de corpo e alma
Os dois infinitos
Sonata de Beethoven
O coração em nostalgia
Mesmo com rota definida
Ninguém sabe onde está
Na Auto estrada da multidão
Todos estão na mesma posição
Indo a lugar nenhum
Mas na mesma direção
E então você fica só
Sua solidão total
É necessário morrer,
Cair pra renascer
Nas fontes infinitas de vida
É a arte de morrer
Cair para o coração...
Onde não há marcos de referência
Cair num abismo
Caída de amor
Uma queda
Mas caminho sólido não há
O coração não está cartografado.
O coração treme de medo
Quebrar paredes de pedra,
Libertar-se do rochoso pensamento;
Dogmas, preconceitos.
Libertar-se da prisão
Ter uma certa descontinuidade
Olhar pra trás
E Morrer...
Sentir que foi como um sonho
Uma história que jamais fora sua
E Nascer!
Larissa Fadel
domingo, 17 de outubro de 2010
DOIS ANOS DO BLOG
Meu blog já completou dois anos
Já fiz duas mil terapias em forma de poema
De lá para cá muraram meus planos
A poesia tomou conta de minha pena
O tinteiro que hoje carrego é sangue
Vejo o pulsar dele em meus poemas
As vezes sou um caranguejo no mangue
A andar de lado fugindo dos problemas
Este andar de lado, cujo digitar acalma
Em linhas horizontais que carregam a alma
São hoje meu legado, dois anos sem trauma
Decimar Biagini
http://decimarbiagini.blogspot.com
Já fiz duas mil terapias em forma de poema
De lá para cá muraram meus planos
A poesia tomou conta de minha pena
O tinteiro que hoje carrego é sangue
Vejo o pulsar dele em meus poemas
As vezes sou um caranguejo no mangue
A andar de lado fugindo dos problemas
Este andar de lado, cujo digitar acalma
Em linhas horizontais que carregam a alma
São hoje meu legado, dois anos sem trauma
Decimar Biagini
http://decimarbiagini.blogspot.com
sábado, 16 de outubro de 2010
Remendada
O dia que amanheceu sorrindo
acabou chorando
o riso que passeava solto
nem enxugou o pranto
Chorava como alguém que partia
sentia a lembrança vaga de alegria
ao longe avistava a tarde de calmaria
mas tinha medo da noite que longa viria
engolia palavras que não rimava
caminhava atrás para não tropeçar
bebia o vinho e calava
não tinha mais viço no olhar
era só um remendo qualquer
em outros tempos belas tardes
em outros dias belos dias
mas hoje só um remendo de mulher
E a história termina como o dia que não quer amanhecer
e a história começou com juras de eterno bem querer
ironia?
Não!
só remendo em horas do agora que não quer
só tristeza que chora a alma de uma doce mulher!
Larissa Fadel
acabou chorando
o riso que passeava solto
nem enxugou o pranto
Chorava como alguém que partia
sentia a lembrança vaga de alegria
ao longe avistava a tarde de calmaria
mas tinha medo da noite que longa viria
engolia palavras que não rimava
caminhava atrás para não tropeçar
bebia o vinho e calava
não tinha mais viço no olhar
era só um remendo qualquer
em outros tempos belas tardes
em outros dias belos dias
mas hoje só um remendo de mulher
E a história termina como o dia que não quer amanhecer
e a história começou com juras de eterno bem querer
ironia?
Não!
só remendo em horas do agora que não quer
só tristeza que chora a alma de uma doce mulher!
Larissa Fadel
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
IMAGEM VINDA AOS OLHOS CEGOS
IMAGEM VINDA AOS OLHOS CEGOS
Caminho trilhando um deserto
pés descalços
boca rachada
O silêncio ecoa dos quatro cantos
e quatro vidas me vem na lembrança
Já quase sem forças
me apego na saudade
caio e volto meus olhos para o céu
levanto-me e suavemente tiro o véu
não vejo o oásis
Vejo o que pedi
Eu e vocês
vindo na minha própria direção
amores dos meus olhos
imagem da verdade
miragem de minha oração!
Larissa Fadel
Caminho trilhando um deserto
pés descalços
boca rachada
O silêncio ecoa dos quatro cantos
e quatro vidas me vem na lembrança
Já quase sem forças
me apego na saudade
caio e volto meus olhos para o céu
levanto-me e suavemente tiro o véu
não vejo o oásis
Vejo o que pedi
Eu e vocês
vindo na minha própria direção
amores dos meus olhos
imagem da verdade
miragem de minha oração!
Larissa Fadel
PORTA ABERTA
PORTA ABERTA
Em plena primavera
com olhos na amplidão
rego versos e poemas
pra pulsar meu coração
Tendo rimas tão serenas
caminho ao lado do azul
vou contando teus sabores
e lembrando lá do Sul
Nessa viagem de improviso
não deixei nenhum alerta
Fui onde o instinto me liberta
e deixei a porta aberta!
Larissa Fadel
Em plena primavera
com olhos na amplidão
rego versos e poemas
pra pulsar meu coração
Tendo rimas tão serenas
caminho ao lado do azul
vou contando teus sabores
e lembrando lá do Sul
Nessa viagem de improviso
não deixei nenhum alerta
Fui onde o instinto me liberta
e deixei a porta aberta!
Larissa Fadel
domingo, 10 de outubro de 2010
PONTO E VÍRGULA OU PONTO FINAL?
Dizem alguns alfarrábios
Que nada se perde
Na encarnação obtida
Então digam-me os sábios
Tirem de mim esta febre
Onde me encontrei nesta vida?
Dizem alguns alfarrábios
Que nada se leva
Que contradição danada
Então me digam os sábios
Se a alma se conserva
Como não se leva nada?
Tudo passa e tudo fica
Já disse alguém em algum lugar
Contradiz-se quem explica
Ou diz amém ou vai sem rezar (;/.?)
Decimar Biagini
Que nada se perde
Na encarnação obtida
Então digam-me os sábios
Tirem de mim esta febre
Onde me encontrei nesta vida?
Dizem alguns alfarrábios
Que nada se leva
Que contradição danada
Então me digam os sábios
Se a alma se conserva
Como não se leva nada?
Tudo passa e tudo fica
Já disse alguém em algum lugar
Contradiz-se quem explica
Ou diz amém ou vai sem rezar (;/.?)
Decimar Biagini
O IMPÉRIO DO AMOR
Em criança almejei a glória
A vida passou avulsa
Quase nada na memória
Senão o amor pela Musa
Posso dizer que conquistei
Algumas coisas de valor
A família onde me criei
E o diploma de doutor
Tanta coisa que eu deixei
Não levo o poder como clamor
Se a você, noiva, me confiei
É porque lhe tenho amor
Também tenho os poemas
Os leitores e as trajetórias
Terapias de meus dilemas
A relatar minhas histórias
Não quero mais ser amigo do Rei
Largaria os poemas e o diploma
Pelo amor que hoje conquistei
Maior até, que o império de Roma
Tanta coisa que eu deixei
Não levo o poder como clamor
Se a você, noiva, me entreguei
É porque lhe tenho amor
Decimar Biagini
A vida passou avulsa
Quase nada na memória
Senão o amor pela Musa
Posso dizer que conquistei
Algumas coisas de valor
A família onde me criei
E o diploma de doutor
Tanta coisa que eu deixei
Não levo o poder como clamor
Se a você, noiva, me confiei
É porque lhe tenho amor
Também tenho os poemas
Os leitores e as trajetórias
Terapias de meus dilemas
A relatar minhas histórias
Não quero mais ser amigo do Rei
Largaria os poemas e o diploma
Pelo amor que hoje conquistei
Maior até, que o império de Roma
Tanta coisa que eu deixei
Não levo o poder como clamor
Se a você, noiva, me entreguei
É porque lhe tenho amor
Decimar Biagini
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Seu beijo...gosto de vinho
Belo bouquet
misto de amor
em tom roxo e lilás
de rosa e liziantus
é o beijo que queria agora
Vinho tinto
Perfume das flores
marcando um momento
que esperei ser tão especial
Deito-me sozinha
não tem o beijo
embriago-me!
Larissa Fadel
misto de amor
em tom roxo e lilás
de rosa e liziantus
é o beijo que queria agora
Vinho tinto
Perfume das flores
marcando um momento
que esperei ser tão especial
Deito-me sozinha
não tem o beijo
embriago-me!
Larissa Fadel
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O INÍCIO
Tudo começou pelas idéias e confesso que demorou até chegar ao papel. Depois de alguns anos, os papéis ficaram amarelados e resolvi digitar tudo. Então percebi que era muita coisa, muitos sentimentos, muitas flores e muitos espinhos.O incentivo que dava à minha mãe para publicar um livro, passou ser o meu incentivo.Nos meus escritos, por assim dizer, tem um pouco de tudo, um pouco da vida, falo da natureza, das coisas simples, sofisticadas, de mim, de alegrias, triztezas, decepções, drogas e vontade de ver pessoas cada vez melhores a fim de construir , ou reconstruir esse mundo para legá-lo a gerações futuras.Sou jurista e não advogada. Não advogo porque não é minha vocação. Adoro ler e estudar, por isso migrei para a área científica do Direito.A minha verdadeira vocação é ARTES. De todo tipo: Dança, teatro, Artes plásticas, música, fotografias!Sou do tipo de tem ALMA DE ARTISTA. Sou cheia de ideais e esse fato muitas vezes me leva à profundas decepções, mas também tem suas recompensas. Então fico com as recompensas!Tenho um propósito bem latente hoje: O COMBATE ÁS DROGAS. A Droga é um Câncer e não prejudica e mata só quem a utliliza, destrói também a família.Poesia, hoje para mim, é um modo de vida. Uma maneira que encontrei para descarregar sentimentos oprimidos. Então escrevo muito. Tenho poesias mirabolantes até as mais singelas.MÚSICA: ahhhh, a música, o que seria do ser humano sem uma melodia. Apesar de já ter feito piano, violão e flauta, não toco, mas gosto de ouvir as mais variadas canções e os mais variados artistas. Comecei a valorizar também a música sem rótulos. Sim. Aquele que seu vizinho compôs e você acha bonita, aquela que você compôs e gostaria de gravar. Eu, por exemplo tenho várias letras de músicas, só falta a melodia-por pouco tempo!O verbo desse blog é FAZER!Já deixei de ficar de braços cruzados a muito tempo. Sempre fiz. No meu tempo...mas sempre fiz!Consigo hoje, pensar 10 vezes antes de falar, pois posso magoar alguém ou minha fala pode ser fruto de uma mentira ou fofoca, então procuro cultivar a fala amorosa e deixar de lado a fala imprópria e inadequada.Por muitos anos analisei a palavra PERDÃO; e sinceramente acho muito difícil perdoar. Então arranjei uma saída: NÃO ME OFENDER! Dessa forma não preciso perdoar, porque não fui ofendida.Gosto muito de ler e estudar filosofia e ultimamente estou estudando doutrinas e religiões orientais.Apesar de não parecer, eu tenho uma tremenda habilidade para falar em público, principalmente com a platéia cheia. Quanto mais gente melhor.A DANÇA: é minha asa. Dançando consigo voar, plainar...Gosto de danças nas suas diversas formas, só não me convide pra dançar Funk.ARTES PLÁSTICAS: a pintura , seja ela qual for é o nosso retrato do dia. Gosto muito de pintar. Me relaxa e eu viajo nas cores. Gosto de Monet, Picasso e Portinari. Acho Da Vinci incrível, mas não faz meu estilo. Bem, adoro artistas desconhecidos, aliás são os que eu mais gosto.Quando a gente cresce, percebe que ser uma constante na vida é praticamente impossível. Nós somos seres de "altos e baixos", principalmente nos dias de hoje, onde as doenças mentais cresceram absurdamente. As pessoas hoje são tão preocupadas, correm de um lado para outro, as crianças sofrem de hiperatividade, ninguém tem gentileza no trânsito, ninguém tem mais paciencia.O mundo precisa urgente de uma palavrinha mágica chamada TOLERÂNCIA! A TOLERÂNCIA no meu ponto de vista, é a bola da vez desse século. E quando digo tolerância falo de sentido amplo. Tolerancia no trânsito, no trabalho, dentro de casa, ao telefone, com amigos, com estranhos, com a natureza, com o planeta, com VOCÊ! Sim. Temos que ser tolerantes com nós mesmos também. Se eu não consigo ser tolerante e amável comigo mesma, como conseguirei ser com quem está ao meu lado?É isso, aos poucos todos que entrarem ou participarem desse blog irão me conhecer um pouquinho melhor e o mais importante, se esforçarão para ser pessoas melhores.COMO NÃO POSSO MUDAR O MUNDO, VOU COMECAR PELAS PESSOAS!Larissa



